Edu Gaspar vê Brasil favorito na Copa e alerta: "Não  temos que transformar isso em um peso"

Edu Gaspar vê Brasil favorito na Copa e alerta: "Não  temos que transformar isso em um peso"

Dirigente ainda esclareceu que Neymar, seguirá o processo de recuperação da sua lesão no metatarso, durante a preparação da equipe para os amistosos, contra Croácia e Áustria

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Caio Pavoski

A segunda-feira (21), começou movimentada na Granja Comary, centro de treinamento da seleção brasileira. Com as apresentações dos atletas que iniciam a preparação para os amistosos contra Croácia e Áustria, que antecedem o início da Copa do Mundo, o coordenador de seleções, Edu Gaspar, concedeu entrevista coletiva.

Durante a entrevista, o dirigente, que é um dos braços-diretos de Tite, respondeu questões sobre a logística, e também sobre as expectativas que rondam toda a preparação para o mundial.

"Tem uma realidade que está aí, todos nós somos novos de Seleção. Temos nossas dificuldades, talvez falta de experiência em seleção. Mas estamos preparados. Quanto a profissionais que possam vir a estar aqui. Conversamos com muitos profissionais antes de estarmos aqui. Absorvemos todas as informações possíveis e imagináveis. Ex-jogadores, jogadores. Para que a gente possa estar preparado para tudo o que vier. Estamos seguros com relação a essas questões. Vamos criar nossa dinâmica, nossos processos, para estarmos bem cada vez mais", exaltou Edu, sobre a Copa que se aproxima.

Ainda sobre a discussão a respeito do dever que o Brasil carrega na Copa, Edu foi realista e enfático no que disse.

"Vou falar uma coisa que eu pessoalmente acredito. Eu não sei se vamos ser campeões, não sei se seremos vice-campeões, não sei o que vai acontecer. Estamos nos preparando. Mas algo que sei e que quero passar como filosofia é que independentemente de resultado, temos responsabilidade de passar algo a nosso povo, seriedade, transparência. Uma equipe correta, uma equipe bacana. Vocês já viram seleções e clubes perderem e serem aplaudidos, com seu torcedor, seu povo orgulhoso pelo que vem apresentando. Porque passaram algo, mostraram algo. Temos que entender essa responsabilidade. Quando olharem para a Seleção, quero que olhem orgulhosos, independentemente do resultado. 'Uns caras bacanas, corretos'. Esse tipo de assunto falo quando tenho oportunidade de palestra", frisou.

Questionado sobre Marcelo, Casemiro e Roberto Firmino, que disputarão a final da Uefa Champions League no próximo sábado, Edu esclareceu que os mesmos não se farão presentes na Granja Comary, em Teresópolis e explicou a logística que os atletas farão.

"Eles se apresentam na segunda-feira em Londres já. Jogam no sábado, devem ir direto para seus países, têm domingo de folga e se apresentam na segunda. Tudo correto", esclareceu, visto que o amistoso contra a seleção croata acontece no próximo dia 3 de junho, no Anfield Road, em Liverpool.

Outra dúvida que rondava a imprensa, era sobre Neymar, que vem se recuperando de uma fissura no metatarso e só deve estar apto a atuar 100%, na abertura da Copa. Além disso, a parte emocional é um quesito que preocupa a comissão técnica, não só Neymar, mas também, de todo o grupo.

"Vai seguir protocolo que já vem fazendo no Paris Saint-Germain. Tem essa parte física, depois técnica, mas também a parte emocional, da responsabilidade, para que ele tenha a real dimensão do que estamos pensado. Não estamos pensando só no Neymar, essas estratégias de comunicação é com todos os atletas. Para quem está vindo de título, de pós-lesão... Temos uma série de outros nomes para que todos saibam bem o que estamos pensando", pontuou.

E ainda acrescentou quando foi perguntado se existirá um acompanhamento de um psicólogo junto com o grupo durante o mundial.

"Vamos passar a realidade dos fatos, de ser uma grande seleção, de propor jogo. Só que sem trazer essa responsabilidade excessiva. Dentro do nosso grupo de trabalho, temos uma série de profissionais experientes para conviver com essas situações emocionais dos atletas. Nos momentos em que acharmos interessante sentar e conversar, estaremos à disposição. Mas vale lembrar que muitos atletas são experientes o suficiente para saber como absorver uma carga importante. Esse link dá uma sustentação bastante para os atletas. Ainda não encontrei uma solução para isso. Quando não estou seguro, prefiro ser conservador. A partir do momento em que estiver seguro quanto ao profissional, que os atletas vão estar seguros com esse tal profissional, daremos um passo adiante. Mas ainda não me senti 100% seguro para ter esse profissional aqui dentro", declarou.

Ao final da coletiva, o dirigente foi perguntado sobre o favoritismo é visto como um fator positivo para o grupo que vai à Rússia.

"Acho positivo, sim. Temos que parar de ter medo da positividade. Parar de ter medo de falar que o Brasil é um dos favoritos. Mas também temos que ter consciência de não transformar isso em um peso. Mas ser realista. Não, Brasil é também. Assumir responsabilidade não é problema nenhum. Somos uma seleção que vamos brigar pelo título. Temos uma grande seleção? Temos uma grande seleção. Óbvio que é bom ter poucas pessoas contestando, sinal de que Tite e o grupo de apoio estão fazendo grande trabalho. Mas sem transformar isso em carga excessiva", finalizou.

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