TRT nega pedido da defesa e Gustavo Scarpa segue impedido de jogar no Palmeiras

Jogador entrou com ação na Justiça Trabalhista em dezembro do ano passado pedindo rescisão de seu contrato que iria até 2020

TRT nega pedido da defesa e Gustavo Scarpa segue impedido de jogar no Palmeiras
Foto: Lucas Merçon/Fluminense

Fluminense e Gustavo Scarpa se reencontraram na tarde desta quinta-feira (16). A disputa continua no Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio. Dessa vez, os advogados do meia entraram com um pedido de liberação do jogador até a decisão da juíza Dalva Macedo. 

O colegiado de desembargadores da 70ª vara do Trabalho, decidiu por 8 votos a 3 negar a liberação imediata do jogador. Com isso, ele segue com contrato ativo com o Fluminense até a decisão da juíza de primeira instância ser revelada.    

Na audiência, o advogado de Scarpa argumentou que o Flu não quis receber o jogador de volta por não haver clima com torcida. Em resposta, advogada do Flu disse que foi uma decisão do jogador não se apresentar ao clube. 

Em sua fala, relator do caso ressaltou haver necessidade da decisão em primeira instância, pois decisão proferida por ele seria apenas temporária, por se tratar de um mandado. Ele ainda argumentou que é o empregador quem comanda a relação de emprego e justificou sua visão dizendo que Fluminense deveria ter notificado o jogador por não se reapresentar. O relator ainda acusou o Flu de má gestão e lembrou a saída de Paulo Autuori do cargo de diretor esportivo, mesmo sem a questão ser tema do caso. 

Na sequência, os desembargadores deram seus votos e a maioria não aceitou o pedido da defesa do meia. A alegação dos desembargadores foi de que o mandado seria inútil, já que a decisão da juíza está prestes a acontecer. 

Entenda o caso

Gustavo Scarpa entrou com ação na Justiça Trabalhista em dezembro do ano passado. Além de pedir a rescisão contratual, ele cobra R$ 9,3 milhões do tricolor por conta dos atrasos nos pagamentos de salários, direitos de imagem, férias, 13º e no depósito de FGTS.

O Fluminense chegou a quitar boa parte do que devia ao jogador. Mas somente após o dia 22 de dezembro, quando ele já havia entrado com a ação na Justiça.