Coutinho prefere esquecer tropeço na estreia e ressalta: "Temos que estar 110% para ganhar jogos"
Camisa 11 marcou o gol do Brasil na estreia da Copa (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Após o treinamento desta terça-feira (19), Philippe Coutinho concedeu  coletiva à imprensa na cidade de Sóchi, onde a seleção brasileira está alocada. A entrevista, primeira após o empate na estreia contra a Suíça, no domingo. 

Para dar início à coletiva, Coutinho foi questionado sobre a sensação após o empate na estreia, visto que o Brasil saiu na frente com um gol do camisa 11, mas cedeu na segunda etapa.

"O que ficou claro é que todos os jogos vão ser bem difíceis, às vezes muita gente acha que por sermos Brasil vamos chegar e ganhar fácil, vamos fazer muitos gols. Essa é a mensagem que ficou. Todos estão se preparando cada vez mais. Numa Copa do Mundo, essa foi a mensagem que ficou. Em vez de 100%, temos que estar 110% para ganhar os jogos", ressaltou.

Com apenas um ponto, em segundo lugar no grupo E, o Brasil precisa vencer para avançar às oitavas de final da Copa. Segundo Tite em coletiva pós-jogo, a conta feita era que a classificação pode vir com cinco pontos. Para que isso aconteça, a seleção precisa vencer ao menos um jogo dos próximos dois que estão por vir, contra Costa Rica e Sérvia, respectivamente.

Na entrevista, Coutinho foi sincero ao falar sobre a postura e o plano traçado após o resultado contra a Suíça, tanto pela comissão técnica, quanto pelos jogadores. 

"Sim, a gente conversou sobre isso, as possibilidades, as formas de classificar, sobre pontuação. Teve reunião sobre isso. Mas, dentro de campo, a gente quer sempre ganhar, fazer bem. Na nossa cabeça, pelo menos na minha, o mais importante é o próximo jogo. Temos que jogar bem. Merecendo a vitória, ganhando, a gente já passa a pensar no próximo jogo, e a questão dos pontos fica mais do lado de fora", pontuou.

O meio-campista ainda falou sobre a relação com Tite, visto que o técnico tem fama de trabalhar um relacionamento próximo com os atletas, diferente de alguns outros profissionais no ramo.

"O professor sempre conversa com a gente nas reuniões. Ele é como se fosse um psicólogo. Conseguiu colocar isso na nossa cabeça, de estar mentalmente forte, é uma coisa que cada um leva consigo. É muito importante, acho que temos que continuar assim, esse é o segredo, a chave. Vamos enfrentar pedreiras, o próximo já é um deles, e nós temos que estar mentalmente fortes", riu Coutinho.

Como próximo adversário, o Brasil terá a Costa Rica pela frente, que estreou com derrota contra a Sérvia, que venceu pelo placar mínimo de 1 a 0. Considerada a seleção menos complicada do grupo, Coutinho se mostrou atento aos rivais, visto que a equipe surpreendeu na última Copa, chegando até as quartas de final.

"São jogadores de qualidade, vi um pouco do jogo deles contra a Sérvia. Foi um jogo equilibrado, decidido em bola parada. É um time que tenta jogar. Como a gente sempre entra nos jogos, temos que jogar com alegria, claro, com responsabilidade que tem que ter vestindo essa camisa. Mas com a alegria e ousadia de tentar as jogadas, com equilíbrio na hora de defender", lembrou.

Ao final da entrevista, o camisa 11 falou sobre os as táticas que não deram certo no jogo de estreia. Na filosofia de Tite, os jogadores valorizam a posse de bola e invertem as jogadas de uma ponta a outra para desgastar o adversário. Contra a Suíça, a seleção pouco produziu nesse quesito e focou somente no lado esquerdo, onde o próprio Coutinho e Neymar atuam, área que é vista como o lado mais forte da equipe.

"O professor falou pra gente no vestiário que a gente poderia ter virado mais o jogo. A gente pega a bola e já quer atacar, quer fazer o gol, criar as jogadas. É esse equilíbrio que ele fala, girar mais a bola para entrar no tempo certo", finalizou.

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