Análise: Bélgica cumpre proposta tática e tem sucesso diante de um Brasil sem criatividade

Análise: Bélgica cumpre proposta tática e tem sucesso diante de um Brasil sem criatividade

Diabos Vermelhos acabaram com sonho do hexa nos primeiros trinta minutos e se defendeu bem até fim do jogo; Falta de mobilidade e volume no ataque brasileiro foi agravante

yannrodrigues
Yann Rodrigues

Acabou o sonho do hexa para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. A Bélgica foi algoz de Neymar e companhia. Com isso, chega à sua primeira seminfinal de um Mundial. Até então sua participação mais longa tinha sido nas quartas de final. 

Pressão. Foi o que aconteceu nos primeiros minutos. O Brasil tentou acuar os belgas e Thiago Silva parou na trave. A marcação alta forçava os erros de Kompany e Alderweireld na saída de bola, o que facilitava o trabalho ofensivo. 

Com 12 minutos, uma infelicidade atormentou 200 milhões de brasileiros. Após cobrança de escanteio, Kompany se movimentou da segunda trave para primeira e desviou, a bola tocou no braço de Fernandinho e entrou, tirando qualquer possibilidade de defesa do goleiro Alisson. 

Faltava volume e criatividade. A seleção canarinho atacava com 3, 4 jogadores, enquanto os europeus defendiam com 7, 8. A superioridade numérica auxiliava o comprometimento tático impecável, que encurtava espaços e dobrava a marcação. 

Se a proposta era se defender, restavam os contra-ataques para os Diabos Vermelhos. Neymar cobrou escanteio e Kompany afastou. Lukaku dominou, girou e, no melhor estilo Adriano Imperador, abriu os braços, saiu da falta e foi embora. O camisa 9 viu De Bruyne completamente livre na direita, tocou e o meia do Manchester City acertou um lindo chute cruzado, reto e baixo, tirando qualquer ação defensiva do arqueiro brasileiro. 

Até o fim da etapa inicial, a seleção verde e amarelo bateu cabeça. Não havia infiltração, movimentação próxima a área, o que facilitava e muito qualquer tipo de contramedida adversária. 

Tite mudo para o segundo tempo. Firmino no lugar de William e uma tentativa de dar um pouco mais de presença de área. Não deu certo. Quando Douglas Costa entrou na vaga de Gabriel Jesus, o jogo mudou. 

O meia da Juventus incendiou a partida. Dribles curtos, para dentro e para linha de fundo. O jogador aos poucos abria espaços, mas não acontecia as infiltrações ou movimentações necessárias para criar boas oportunidades de gol. 

Quando Renato Augusto entrou na posição de Paulinho, ele precisou de uma chance. A tão necessária infiltração aconteceu e o gol saiu. Coutinho levantou, o meia entrou livre na área e cabeceou no cantinho de Courtois. 

O jogo tomou outra dinâmica. O Brasil pressionou. Renato teve chance cara a cara com o goleiro, mas bateu para fora. Neymar deu lindo drible em Meunier e colocou Coutinho na cara do gol, mas o camisa 11 chutou torto e isolou. 

As chances aconteciam, e quando parecia ir, não foi. No último suspiro do Brasil, a muralha chamada Thibaut Courtois brilhou. Douglas Costa saiu de Vertonghen e serviu Neymar, que acertou um chute de rara felicidade, no ângulo, mas o paredão da Bélgica defendeu com a ponta dos dedos, deu fim ao sonho brasileiro e ratificou seu país na primeira semifinal de Copa do Mundo. 

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