Jorginho foge de críticas da torcida após empate do Vasco: “Não recuamos”
(Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br)

A volta do Campeonato Brasileiro não foi das mais agradáveis para o Vasco. Diante de quase 12 mil pessoas em São Januário, o Cruz-Maltino apenas empatou com o Fluminense, mas da pior forma. Após abrir o placar no começo do segundo tempo, a equipe de Jorginho sofreu o gol de empate aos 44 minutos. 

O técnico explicou a substituição do atacante Andrés Ríos no finalzinho do jogo, elogiou o atacante Pedro, do Tricolor, pelo gol e lamentou o resultado contra o rival, já que a vitória colocaria o Gigante da Colina na parte de cima da tabela. 

“Não recuamos, apesar de ter tirado o Ríos já no fim do jogo. O Ríos já tinha até um problema na mão. Procurei fortalecer o meio de campo. Mas foi um lance que a bola estava na nossa mão. O Marcos Júnior tentou a casquinha, a bola sobrou para o Pedro. E o Pedro é um centroavante muito forte, que sabe fazer gol. Lamentamos a gente perder. Entendo a tristeza e a revolta da torcida. Um jogo como esse era fundamental para vencermos e chegarmos a 18 pontos”.

Quanto aos gritos de burro, o comandante fugiu da polêmica. Ele alegou que essa manifestação do torcedor é normal e que essa é a vida de treinador, além de explicar a substituição que ocasionou a revolta do torcedor em São Januário. 

“Respeito muito o nosso torcedor. Essa é a vida do treinador, relacionamento de ódio e paixão de um jogo para o outro. É normal quando a torcida quer um jogador, mas não achamos que é o momento. Precisávamos de alguém para chutar de fora da área. Se tivéssemos um pouco mais de calma no lance do Ríos, em que pressionamos a saída de bola deles, sabíamos que gostavam de sair jogando, poderíamos ter marcado o segundo”

Em relação ao segundo tempo, Jorginho aprovou a atuação e postura da equipe e comentou o que foi pedido no vestiário para melhora da equipe: “O que foi pedido no intervalo é que houvesse uma troca de passes mais rápida, porque estávamos muito lentos. Umas duas ou três vezes o Breno dominou a bola, seguia, seguia e ninguém se movimentava. Houve uma movimentação maior e acho que fizemos um segundo tempo muito bom, muito bom mesmo”.

Ríos não é centroavante artilheiro, mas o treinador elogiou o jogador e afirmou que é criticado por não possuir as características que gostariam: “É um jogador que é muito importante pela equipe, às vezes criticado por ser um jogador com uma característica diferente. Foi muito bom vê-lo fazer esse gol”

Com Zé Ricardo, as bola paradas eram um grande problema para o Vasco. Com o novo técnico, o foco em evoluir no quesito se intensificou. Ele contou que todos tem treinado essa questão, de quem joga até quem não atua tanto. 

“Temos treinado muito, insistentemente, porque era um problema. A equipe está extremamente atenta, marcando em zona. Temos de atacar a bola, não adianta dar um passo para trás. Temos feito um treinamento com todos, quem joga e quem não joga”.

Wagner e Giovanni Augusto vem atuando juntos. Segundo Jorginho, são características diferentes: “Giovanni Augusto e Wagner são dois meias atacantes. O Wagner com mais característica de cair pelo lado para trazer a bola pelo meio. Não é aquele jogador de acompanhar. Às vezes falo para o Pikachu deixar o lateral subir”

Perguntado se Yago Pikachu teria vaga na Seleção Brasileira, o comandante foi bem seguro e direto em suas falas, e afirmou que com certeza seria um bom reserva: “Me diz um jogador de lado que hoje joga melhor que o Pikachu. O Pikachu poderia, sim, ser convocado para a seleção brasileira. Não seria titular, mas com certeza seria banco”

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