Bahia desperta no segundo tempo e vence o Cerro do Uruguai
Divulgação de foto: Felipe Oliveira / Esporte Clube Bahia

Nesta quarta-feira (25), Bahia e Cerro do Uruguai se enfrentaram em Pituaçu pelo jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana. Com gols do centroavante Gilberto e do meia Régis, o tricolor de aço levou a melhor vencendo por 2x0 e saiu na frente dos uruguaios na luta pela classificação á próxima fase.

Com o resultado, o Bahia poderá se classificar no jogo de volta em Montevidéu até se perder por um gol de diferença. Caso marque na casa do adversário, o tricolor só será eliminado se terminar com desvantagem de três gols por diante. O segundo confronto está marcado para o dia 8 de agosto, também em uma quarta-feira.

Primeiro tempo sem emoção e com muitas faltas

Optando por uma escalação alternativa a que vinha jogando nas últimas partidas, o Bahia sofreu para se impor na primeira etapa. Sem muita inspiração, o time do técnico Enderson Moreira entrou no jogo do Cerro, que desde o primeiro momento buscou travar o duelo. Truncado, os minutos foram passando sob a regência de faltas e cartões amarelos: cinco ao todo. Dois do time uruguaio apenas nos primeiros 10 minutos de partida. 

A jogada de maior perigo saiu dos pés de Nilton. De volta ao time titular depois de vinte e uma partidas, o experiente volante foi protagonista de um lance plástico: a bola veio alta e ele, na entrada da área, emendou de voleio. A bola tirou tinta do poste esquerdo do goleiro Irrazábal e arrancou aplausos do público presente em Pituaçu. Sem mais nenhuma emoção e de volta á rotina das faltas, o primeiro tempo acabou com 0x0 no placar e uruguaios satisfeitos.

Novato faz novamente e abre caminho para vitória tricolor

No segundo tempo o jogo mudou de figura completamente. Aos três minutos Gilberto quase domina a bola para ficar em boas condições de marcar. Aos cinco, outra vez o atacante cruzou para tentativa de Elber, que por pouco não toca na bola de cabeça e abre o placar. Se por um lado os lances não tenham sido chances tão claras, por outro já evidenciava a proximidade maior do Bahia na área do Cerro. E foi com esse ritmo que o gol saiu, aos sete. Em escanteio cobrado por Régis, a bola foi descendo e passando por todo mundo, inclusive pelo goleirão Irrazábal, mas não passou por Gilberto, que sozinho no segundo pau apenas escorou para estufar as redes. Foi o terceiro gol do centroavante recém-contratado em três partidas com a camisa do clube de Salvador.

Com o gol, o jogo ficou mais leve. O Cerro não ia tanto ao campo de ataque e nem apresentava perigo, mas também não travava mais o jogo como havia feito na primeira etapa. Trocando passes frequentes no campo de ataque, o Bahia acharia o segundo gol aos 28 minutos em jogada de Marco Antônio, que havia entrado pouco antes no lugar de Elber. O meia recebeu lançamento na ponta, passou pelo marcador e cruzou. O defensor até afastou a bola, mas com a mão. Pênalti marcado e convertido por Régis.

Tranquilo e tendo uma vantagem confortável assegurada, o Bahia terminou o jogo tocando a bola e controlando o adversário, que por sua vez não apresentou muito poder de reação. Com o jogo percorrendo em banho-maria, o juiz esperou o seu relógio apontar os 49 minutos para soprar o apito pela última vez.

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