São Paulo confirma retrospecto, bate Cruzeiro fora de casa e continua perto da ponta
Foto: Twitter/São Paulo

Em uma das piores apresentações do Cruzeiro nesse Brasileirão e jogando contra um adversário que sabia o que queria em campo, os mineiros perderam para o São Paulo por 2 a 0, na tarde deste domingo, no Mineirão.

O time celeste repetiu a desorganização tática que praticou no meio da semana, contra o Corinthians, fora de casa. Só que, desta vez, em casa, contra a boa equipe do São Paulo. 

A próxima partida do Cruzeiro será na quarta-feira (1º), contra o Santos, pela Copa do Brasil, na Vila Belmiro. O São Paulo pega o Colón, da Argentina, na quinta-feira (2), pela Copa Sul-Americana, no Morumbi.

O JOGO

Os primeiros minutos de jogo já dariam vários indícios de como seria o jogo. O São Paulo, mesmo fechado, tentaria segurar as bolas que o Cruzeiro deixasse escapar e apostaria nos contra ataques. E foram essas jogadas, muito bem organizadas pelo treinador Diego Aguirre, que matariam o jogo contra a equipe celeste.

Graças ao bom posicionamento das primeiras duas linhas do São Paulo, os meias do Cruzeiro não conseguiam infiltrar. Acontecendo isso, o jeito encontrado foi o de tentar a transição de um flanco a outro de campo, até que os paulistas deixassem uma brexa e os mineiros encaixassem o último passe. Até os 20 minutos do primeiro tempo foi assim, até que, depois de um cruzamento de Mancuello, o goleiro Sidão espalmou mal e Barcos quase alcançou a bola de rebote. Foram várias as bolas jogadas na área contra a meta de Sidão (quase o dobro do Cruzeiro em relação ao São Paulo). Mesmo assim, Barcos, o responsável por empurrar as bola para o gol, não estava numa tarde boa. Muito pelo contrário.

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.
Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Até a metade do primeiro tempo, esse seria o dilema: o time de Mano forçaria as jogadas de ataque pelos lados do campo - o que deixaria o time exposto nos contra ataques. E isso era tudo o que eles queriam. Logo na primeira jogada de mais perigo, Reinaldo inverteu uma longa bola para Rojas, que tabelou com Éverton (a grande válvula de escape do tricolor na tarde de hoje), que só levantou a bola para Diego Souza marcar. Foi um belíssimo contra ataque do São Paulo. “A lei do ex” novamente atacava, já que Diego Souza foi jogador do Cruzeiro, mesmo que em uma curtíssima passagem, no início de 2013.

Até o final da primeira etapa, o Cruzeiro enfrentou os mesmos problemas e não exigiria muito da defesa do São Paulo. Os maiores lances de perigos aconteceriam justamente em falhas do goleiro Sidão, novamente em partida insegura. Mesmo assim, os atacantes celestes não ofereciam quase nenhum perigo. O maior destaque negativo nessa equipe do Cruzeiro ficou com Mancuello que, no lugar de Thiago Neves, poupado, esteve bem abaixo da equipe e do que ele mesmo pode produzir. Com isso, as equipes foram para o intervalo com a vitória parcial dos paulistas, por 1 a 0.

Logo de cara, no reinício de jogo, Mano Menezes apostou em David para mudar a cara do jogo para o Cruzeiro segundo tempo. O atacante entrou na vaga de Rafinha, que não vinha bem. O único jogador do Cruzeiro definitivamente sólido, durante toda a partida, foi o zagueiro Dedé, que salvou seu time de levar dois contra ataques bem perigosos, ambos em jogadas de “1 contra 1” entre ele e João Rojas.

Foto: Twitter/São Paulo
Foto: Twitter/São Paulo

Aos 8 minutos, depois de um bate rebate entre os zagueiros tricolores, De Arrascaeta perdeu uma ótima chance de deixar o placar igual, mas chutou fraco e Sidão conseguiu espalmar. Aos 12’, Mano mexeu pela 2ª vez: tirou Mancuello e botou Raniel, que mudou a dinâmica do ataque cruzeirense. Entrando bem pelo lado direito, o atacante tentava suas jogadas nas costas de Reinaldo, que é conhecido por ser bem mais ofensivo que marcador, mas, mesmo assim, o ataque do Cruzeiro raramente era preciso, esbarrando quase sempre na zaga são-paulina.

Aguirre, aos 20’, sacou Nenê para fazer a estreia do lateral direito Bruno Peres. O jogador deu bastante trabalho para Egídio. Mesmo superior em campo, o Cruzeiro tentava o empate. De Arrascaeta recebeu uma boa bola de Raniel e chutou do lado direito da trave do goleiro do São Paulo. Outra boa chance desperdiçada pelo uruguaio.

Aos 25’, uma chance de ouro caíria nas mãos da equipe celeste. Anderson Martins jogou De Arrascaeta no chão e o juíz assinalou penalty para o Cruzeiro. Barcos, o centro avante celeste, pegou a bola e a mandou no travessão de Sidão. Foi uma chance de gol por água abaixo no melhor momento celeste na partida.

Menos de 5 minutos depois, outro contra ataque mortal do São Paulo. E novamente com Éverton de protagonista. Desta vez, porém para marcar o gol. Depois de boa jogada de Reinaldo, pelo lado esquerdo, Éverton pegou o rebote do chute do lateral que Fábio espalmou ao seu lado e apenas empurrou para o fundo das redes. 2 a 0 para o São Paulo, que sacramentariam o placar e o bom jogo que fizeram.Até os minutos finais, o tricolor administrou completamente a partida. O Cruzeiro continuou perdido em campo, partindo de forma desesperadora para os contra ataques, que não deram certo.

Com a derrota, o Cruzeiro manteve-se na oitava posição, com 24 pontos. O São Paulo, melhor visitante da competição, atingiu os 32 pontos, dois a menos que o líder Flamengo e três a mais que o terceiro colocado, o Internacional.

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