Fluminense negocia com Palmeiras e pede 4 milhões de euros para abrir mão de processo
Foto: Lucas Merçon/Fluminense

Fluminense negocia com Palmeiras e pede 4 milhões de euros para abrir mão de processo

Diretoria palmeirense propôs arcar com dívida do Tricolor com o meia para acabar com a briga judicial; Flu pediu além do perdão da dívida, uma compensação financeira

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Luis Araujo

O departamento jurídico do Palmeiras procurou o Fluminense para encerrar a disputa nos tribunais entre o clube e Gustavo Scarpa, porém, as partes não entraram em acordo. O Palmeiras tentou convencer o Tricolor a abrir mão do processo em troca de ficar livre da dívida de R$ 11 milhões que possui com Scarpa.

+ TST concede habeas corpus e libera Gustavo Scarpa para voltar a atuar pelo Palmeiras

O Tricolor pediu 4 milhões de euros para abrir mão do processo, entretanto, os paulistas não desejavam negociar dinheiro. O Tricolor ainda deve 10 meses de fundo de garantia, quatro meses de direitos de imagem, além de férias e 13º salário de 2016 e 2017. A informação é do jornalista "Jorge Nicola"

Entenda o caso

Insatisfeito no clube, Scarpa manifesta companheiros o desejo de deixar o Fluminense. Ciente do desejo do jogador, Fluminense abre negociações com outros clubes, como São Paulo, Corinthians e Palmeiras.

Após quase acerto, Flu, jogador e Palmeiras não chegam a acordo, e clube paulista desiste de negociação. Scarpa entra na Justiça pedindo rescisão de seu contrato com o Fluminense alegando atraso no pagamento de vencimentos, incluindo direitos de imagem e FGTS. Devido ao recesso de fim de ano do judiciário, Fluminense não é notificado da ação.

Ciente da possibilidade de Scarpa entrar na Justiça, Fluminense quita parte dos débitos com o jogador para tentar evitar o processo que já havia sido iniciado. A Juíza Dalva Macedo nega o pedido de liberação antecipada do jogador enquanto o processo corre na Justiça em 1ª instância.

Os advogados de Scarpa entram com um mandado de segurança em 2ª instância pedindo a liberação antecipada e obtêm uma liminar favorável ao atleta. Palmeiras anuncia a contratação de Gustavo Scarpa. Contrato de 5 anos. Operação gira em torno de 6 milhões de euros, valor a ser pago em luvas ao jogador e aos intermediários da negociação, a empresa OTB.

Foto: Lucas Merçon / Fluminense
Foto: Lucas Merçon / Fluminense

Após o Fluminense entrar com um agravo, desembargadores do TRT-RJ cassam a liminar que liberava Scarpa a assinar com outro clube. No julgamento em 1ª instância, a Juíza Dalva Macedo nega outro pedido de liberação antecipada e dá dez dias úteis para as partes darem considerações finais.

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro negou em definitivo o mandado de segurança do jogador solicitando sua liberação do Fluminense para atuar por outro clube antes do fim do julgamento do processo. O placar da votação dos desembargadores foi de 8 a 3 em favor do clube carioca. Com a decisão em 2ª instância, o meia seguiu vinculado ao Tricolor, sem poder atuar pelo Palmeiras.

A juíza Dalva Macedo, enfim, deu sua sentença no caso Gustavo Scarpa. No veredicto, a magistrada da 70ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerou improcedente a reclamação do meia, mantendo o vínculo com o Flu ativo. No entendimento da juíza, o meia entrou na Justiça apenas com o objetivo de se desvencilhar da multa rescisória de R$ 200 milhões para assinar com outro clube, e obter vantagens salariais.

Após a decisão, o jogador conseguiu novamente sua liberação na Justiça. Desta vez através de um habeas corpus concedido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Tratava-se de uma decisão monocrática, em caráter liminar. Com isso, o atleta voltou a ficar livre para defender o Palmeiras ou qualquer outro clube. O ministro relator foi Alexandre Belmonte. Instantaneamente, o meia voltou a assinar seu contrato com o clube paulista. 

Dizia o texto da decisão: "Manter atleta aprisionado a um contrato deteriorado pela mora contumaz atenta contra os princípios da boa e da liberdade de trabalho, este com assento constitucional, mormente quando texto expresso de lei o liberta. Interpretação sobre o princípio da imediatidade capaz de levar ao absurdo, corresponde a verdadeira imposição de suportabilidade de condições de trabalho atentatórias da dignidade da pessoa humana. O alvará de soltura da prisão contratual se impõe nessas circunstâncias".

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