Com pressão uruguaia, Atlético-PR visita Peñarol por vaga nas oitavas da Sul-Americana

Furacão tem boa vantagem já que venceu o jogo de ida por 2 a 0

Com pressão uruguaia, Atlético-PR visita Peñarol por vaga nas oitavas da Sul-Americana
Foto: Divulgação/Site Oficial Atlético-PR
Peñarol
Atlético-PR
Peñarol: Dawson; González, Formiliano, Carlos Rodríguez e Hernández; Rojo, Freitas, Pereira e Maxi Rodríguez (Estoyanoff); Cristian Rodríguez e Lucas Viatri.
Atlético-PR: Jonathan, Zé Ivaldo, Leo Pereira e Renan Lodi; Lucho González, Matheus Rossetto e Raphael Veiga; Marcelo Cirino, Bergson e Marcinho (Nikão).
ÁRBITRO: Mauro Vigliano (Argentina) Assistentes - Julio Fernández (ARG) e Lucas Germanotta (ARG).
INCIDENCIAS: Jogo válido pela segunda fase da Copa Sul-Americana.

O Atlético-PR vai até Montevidéu, no Uruguai, para encarar o Peñarol pela partida de volta da segunda fase da Copa Sul-Americana, nesta terça feira (7), às 19h30, no Campeón del Siglo, e leva consigo uma boa vantagem de 2 a 0. Porém o Furacão terá desfalques, já que a zaga titular não pode jogar. O titular Paulo André sofreu um estiramento na panturrilha, enquanto Wanderson está suspenso. Já Thiago Heleno ainda sente dores no tornozelo e também está vetado. A zaga titular será a mesma campeã do Paranaense de 2018: Zé Ivaldo e Léo Pereira, comandados por Tiago Nunes.

EM CONSTRUÇÃO...

O Furacão ainda está na zona de rebaixamento no Brasileirão, porém os últimos resultados são animadores: além da vitória por 2 a 0 sobre o Peñarol pela Sul-Americana, o Atlético-PR ainda goleou o Vitória por 4 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, e conquistou um empate importante contra o Corinthians, fora de casa, em 0 a 0, na última rodada, também pelo Brasileirão, alcançando assim a marca de 3 jogos seguidos sem tomar gol. O técnico Tiago Nunes comentou a boa fase.

"Estou feliz pelo rendimento do time. O grande mérito é a maturidade que a equipe vem adquirindo para atuar nos grandes jogos", disse.

Já o meio-campista Raphael Veiga, acredita que o resultado construido na primeira partida dá uma tranquilidade maior, mas disse entender que o confronto não está definido.

“A gente está com a cabeça boa. Sabemos que construímos um bom placar no primeiro jogo, mas não está nada definido. É lógico que se a gente souber usar essa vantagem a nosso favor, a tendência da gente classificar é muito grande”, comentou.

Veiga também destacou a força da torcida do Peñarol, que sempre apoia o time em qualquer situação, mas garante que o Rubro-Negro vai fazer frente ao Peñarol, mesmo fora de casa.

“É sempre difícil jogar com essas equipes. O Peñarol é um dos grandes da América do Sul e sabemos que a torcida deles apoia muito, então já esperamos o estádio cheio. Mas eles vão encontrar um Atlético competitivo, que vai lá disposto a buscar a classificação”, finalizou

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"ELES VÃO APANHAR"

Foi o que disse o volante ex-Peñarol, Ronaldo Conceição. Segundo ele, o time uruguaio pode apelar para a violência se estiverem perdendo. Ronaldo atuou por cinco anos no futebol do Uruguai, e deu dicas para o confronto.

"O Atlético-PR vai encontrar bastante dificuldades pelo estilo de jogo deles. O uruguaio tem uma coisa que nenhum jogador do mundo tem. Eles realmente jogam pela camisa, coisa que não vemos no Brasil. Aqui a gente se sobressai na técnica. É muito contato físico, não tem bola perdida. Lá, se tiverem que se atirar de cabeça ou comer grama, eles comem. Se tiverem que bater, eles batem. A maneira como eles se doam e se entregam é totalmente diferente", disse.

Ronaldo esteve em campo no amistoso entre Atlético-PR e Peñarol, no ano passado, que acabou em briga. O duelo foi marcado por muita confusão, bate boca, 9 cartões amarelos e 3 vermelhos, e o ex-Peñarol aproveitou para dar sua versão dos fatos daquele jogo.

"Comecei jogando aquele amistoso, tive uma dividida bem dura com o Gedoz. Eu meio que comecei a briga, e aconteceu da maneira que foi por causa do nosso treinador, que gostava de causar esse tipo de jogo. Ele me falou no vestiário "na primeira bola, eu quero que você dê nele". Eu nunca tinha ouvido isso de um técnico, para esquecer a bola", comentou.