Em jogo movimentado, Fortaleza e Figueirense empatam na Arena Castelão
Foto: Gustavo Simão / Fortaleza EC

Em jogo movimentado, Fortaleza e Figueirense empatam na Arena Castelão

Quatro gols, expulsões, reencontro de Milton Mendes e Rogério Ceni: jogo válido pela 25ª rodada da Série B teve de tudo e terminou empatado em 2 a 2

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Wesley Silvali
FortalezaMarcelo Boeck; Tinga, Diego Jussani, Ligger, Adalberto (Roger Carvalho); Jean Patrick (Romarinho); Felipe, Dodô, Marlon (Derley); Marcinho, Gustavo
FigueirenseDenis; Mateus Ribeiro (Patrick), Cleberson, Nogueira, Diego Renan; Pereira, Matheus Sales, Lucas Marques; Renan Mota (Felipe Amorim), Gustavo Ferrareis; Elton (Henrique Trevisan)
Placar1-0, min. 23, Felipe. 1-1, min. 27, Nogueira. 2-1, Clebérson contra, min. 11 do 2t. 2-2, Elton, min. 21 do 2t.
ÁRBITROTrio mineiro apitou a partida, com Ronei Candido Alves sendo auxiliado pelos bandeiras Magno Arantes Lira e Luiz Antonio Barbosa.
INCIDENCIASJOGO VÁLIDO PELA 25ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SERIE B, NA ARENA CASTELÃO, NO CEARÁ.

Fortaleza e Figueirense se enfrentaram pela 25ª rodada do Brasileirão da Serie B. O jogo foi realizado na Arena Castelão, lugar onde o líder vem mandando seus jogos e tendo sucesso não só em resultados, como também em públicos. Hoje, mesmo a partida tendo início às 21h30 de uma terça-feira, mais de 15 mil pessoas estiveram presentes no estádio e viram o Leão dessa vez empatar com o Figueirense em 2 a 2. Gols de Felipe e Cléberson contra para o FEC e de Nogueira e Elton, para o Figueira.

Resultado que deixou o Fortaleza com 47 pontos e agora com vantagem mais encurtada na liderança em relação a CSA e Goiás, vice-líder e terceiro colocado, respectivamente. Por sua vez, o Figueirense visava confirmar o bom momento depois de vencer o clássico local contra o Avaí no último sábado. Com o ponto valioso ganho, o Furacão segue na 6º posição com 37 pontos, prosseguindo a bater na porta do g-4, dessa vez tendo diferença de quatro pontos para o próprio Avaí e para o Goiás, times com 42, que hoje teriam lugar na elite nacional de 2019.

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Primeiro tempo agitado e com gols

Como era esperado, com dois times buscando aspirações altas na competição: mandantes manterem a liderança e visitantes tentando lugar no g-4, o jogo iniciou da melhor forma possível. Costumeiramente como faz quando joga em casa, o Fortaleza foi para cima, adiantou as linhas e incomodava na zona de defesa do Figueirense, que por sua vez conseguia marcar bem. Isso até os 23 minutos. Marcinho em linda jogada individual sofreria falta na lateral da área. Na cobrança, quando todos esperavam um cruzamento ou um chute direto, Dodô deu de trivela com a bola saindo da área. De primeira e sem deixar cair, Felipe encheu o pé o saiu para o abraço. Apesar de Felipe ter pegado muito bem na bola, o goleiro Denis parecia inteiro no lance, mas um desvio na cabeça do zagueiro Cléberson tirou completamente sua chance para fazer o que seria uma difícil defesa. Jogada ensaiada com êxito e Fortaleza 1 a 0.

O empate do Figueirense saiu quatro minutos depois. Mas, antes disso, já havia tido uma espécie de "aviso prévio". Pouco antes do gol do Fortaleza, o Furacão quase havia marcado primeiro: cruzamento no segundo pau em uma falta lateral e bola na trave. Do centroavante Elton, que se esticou todo e quase cala o Castelão. O gol sairia da mesma forma. Só que com premissas diferentes. Cruzamento no segundo pau, dessa vez em um escanteio. E gol de Nogueira, dessa vez de cabeça. Predominante no ar, o zagueirão subiu mais alto que dois zagueiros do Fortaleza e fuzilou com a testa. Sem dar chances a Marcelo Boeck, que minutos depois evitaria a virada pegando um chute á queima roupa de Gustavo Ferrareis.

Por úlimo,para encerrar um primeiro tempo frenético, uma polêmica. Depois de chute forte de Jean Patrick, Denis rebateu para o meio. No rebote, Dodô encheu o pé e decretou a vantagem no placar novamente para o Fortaleza. Bem, deveria. O meia-atacante estava em posição claramente regular, mas o bandeirinha, desatento, acabou por levantar o bastão e anulou o gol tricolor. Para fúria de Rogério Ceni, que martelou o ouvido do auxiliar até o juiz apitar o final dos primeiros 45 minutos.

Figueira busca empate com um a menos e leva ponto importante para Santa Catarina

Dando total ideia do que queria para o segundo tempo, Rogério Ceni abriu mão do meio-campista Jean Patrick, mesmo com este a fazer um bom jogo, e acionou o veloz atacante Romarinho. Mais homens preenchendo o ataque e maior tendência em jogadas pelos lados, talvez visando explorar o jogo aéreo excelente do centroavante Gustavo. E foi numa dessas jogadas de lado de campo que o segundo gol nasceu. Só que numa falta. Em posição parecida com a do primeiro gol e novamente com Dodô na bola. Dessa vez sem jogada ensaiada. Confiante, o meia-atacante bateu direto, mesmo que sem tanto ângulo. A bola ultrapassou o goleiro Denis e caprichosamente antingiu o travessão. Na volta, pegou no corpo do volante Matheus Sales e entrou. Dodô saiu comemorando mas o gol foi assinalado como contra. Mas isso pouco importou para os torcedores do Leão, que outra vez cantaram mais alto na Arena Castelão e viram seu time desafogar o que até então era um jogo de extrema dificuldade. 

As coisas pareciam enfim tranquilas. Não só pelo gol marcado, mas também pela expulsão de Patrick, jogador do Figueirense, quase que no minuto seguinte. O jogador havia entrado ainda no primeiro tempo no lugar do machucado Matheus Ribeiro e cometeu duas faltas pesadas em Marcinho. Ambas que foram passivas de cartão amarelo. Um a mais e vencendo o jogo, tudo parecia caminhar para outra noite feliz do líder. Mas, contrariando a nuance passageira, Renan Mota e Gustavo Ferrareis fizeram linda jogada na ponta direita e o lance terminou em Elton, que na pequena área encheu o pé e não desperdiçou. 2 a 2 e provocação: ex-jogador do Ceará, grande rival do Fortaleza, Elton não deixou de alfinetar a torcida tricolor, pondo as mãos nos ouvidos em referência ao momentâneo silêncio na Arena.

Ter feito o gol não foi o suficiente para Elton terminar os 90 minutos em campo. Com um a menos e o ponto parcial garantido, o treinador Milton Mendes se viu na obrigação de tirar o camisa 9 e pôr o zagueiro Henrique Trevisan na partida. Tendência clara de que o jogo, á partir dali, viraria um ataque contra defesa. Tanto que, numa via completamente oposta Rogério Ceni deu a ordem para que o também zagueiro Diego Jussani se aventurasse no campo de ataque. Passando assim, a ser um companheiro atípico de Gustagol dentro da área. Não que Rogério não tivesse outras peças de ataque no banco de reservas. O problema é que ele já tinha feito ás três alterações permitidas. Muitas bolas alçadas, muito volume, zagueiros no campo de ataque e Figueirense sem passar da intermediária. A partida se desenhou assim, mas não surtiu efeito para mais nada. O placar de 2 a 2 continuou até o fim e nem mesmo os 6 minutos dados de acréscimos pelo juiz foram suficientes para que o Fortaleza conseguisse marcar o gol da vitória.

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