Após empate do América-MG, Adilson Batista critica calendário no Brasil: "Não vale nada"
Foto: Mourão Panda/América

Após empate do América-MG, Adilson Batista critica calendário no Brasil: "Não vale nada"

O comandante do time alviverde reclamou da forma como é programado os jogos e frisou está foi a pior partida que dirigiu

IzabelleFranca
Izabelle França

O América-MG ficou no empate sem gols com o Ceará, na tarde deste domingo (9), pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Independência. Com o placar, o Coelho caiu para 10ª posição, com 30 pontos conquistado. 

O treinador Adilson Batista ficou bastante insatisfeito com que produziu em campo. Segundo ele, o calendário brasileiro acaba prejudicando o bom futebol.

"Dava para ter colocado às 17h, você ameniza, dá para tirar as 20 datas de Estadual, que não vale nada, não leva a lugar nenhum, não joga contra ninguém. Só por causa da Federação, recebe R$ 100 mil e fica esses campeonatos estaduais. Aí fica esse futebol que vocês estão vendo: lento, preguiçoso, e eu mostrei para eles. Eu vi Brasil e Estados Unidos, você vê futebol de alto nível, jogadores tops, todos fazem andar rápido. É muita velocidade, muita intensidade. Ninguém fica penteando a bola", afirmou.

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Adilson ainda comentou que números excessivos de partidas no Brasil é desgastante para os jogadores. O técnico do time alviverde ainda expressou que ninguém quer fazer nada para mudar.

"Aí você tem que viajar para Uberaba, Uberlândia, tem que ir lá para Ituiutaba, aí vai chegar aqui, meio de agosto e setembro, está cansado. Mas quem comanda o futebol não enxerga isso. Não adianta eu ficar falando, outros treinadores já falaram. Tem 44 finais de semana, tem 88 datas, quarta e domingo para fazer decentemente um Campeonato Brasileiro. Mas não querem. É político, é um reflexo do que estamos vendo aí, só tem ladrão neste país", frisou.

Adilson ainda confessou que o pior que esteve a beira do gramado. Além disso, destacou que é preciso ter sabedoria com os jogos no meio de semana.

"Foi o pior jogo que eu trabalhei em função do jogo de quinta. O nosso time foi moroso, lento, cadenciou, rodou, não teve infiltração, não teve velocidade. Um jogo perigoso, onde o Ceará jogou bem, bem melhor que a gente. As vezes, a gente tem que entender o porquê. Acho que foi uma sobrecarga de segunda-feira. Acho que a gente tem que ter cuidado com esses jogos no meio de semana, para a gente rever, às vezes mexer alguns jogadores. Ser pontual, para que a gente mantenha o equilíbrio, principalmente físico", finalizou.

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