Cruzeiro despacha Palmeiras e se classifica à segunda final consecutiva na Copa do Brasil

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro/Divulgação

Cruzeiro despacha Palmeiras e se classifica à segunda final consecutiva na Copa do Brasil

Equipe mineira se aproveita da vantagem no placar agregado e Corinthians será seu adversário; Ânimos exaltados ao fim da partida geram clima desconfortável

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Natália Furlan

Duas finais consecutivas na Copa do Brasil. Este foi o feito conquistado pelo Cruzeiro na noite desta quarta-feira (26) no estádio do Mineirão, onde recebeu o Palmeiras na partida de volta das semifinais da competição. A Raposa havia a vantagem de 1 a 0 garantida no jogo em São Paulo e, em seus domínios, bastou o empate por 1 a 1 diante do Verdão para sacramentar a classificação. Na final, enfrentará o Corinthians. Logo após o apito final, alguns jogadores se estranharam e partiram para a agressão física. Mayke (que ficou na reserva) e Diogo Barbosa, do Palmeiras, e Sassá, do Cruzeiro, foram expulsos.

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O Cruzeiro conseguiu fazer com que o Palmeiras ficasse acuado na sua forte marcação, evitando se expor para não ceder espaços ao Verdão. E essa estratégia surtiu efeito positivo, tanto que na única grande chance que surgiu no primeiro tempo, conseguiu balançar as redes aos 26 minutos com gol de Barcos. O Palmeiras ainda conseguiu o gol de empate aos quatro minutos do segundo tempo com Felipe Melo, mas não foi o suficiente para frear a segunda classificação consecutiva da equipe mineira à final da Copa do Brasil.

Na etapa inicial, a postura mais ofensiva foi criada pelo Palmeiras, que buscou pressionar desde o primeiro minuto, mas os donos da casa procuraram trocar passes na defesa para diminuir intensidade. A partir daí o jogo seguiu sem muitas emoções. O Verdão demonstrava muita dificuldade em conseguir ter mais posse de bola, enquanto o Cruzeiro cumpria bem seu papel de mandante fechando os espaços e acertando a marcação, garantindo o equilíbrio na partida. Até a metade do primeiro, nenhuma finalização de ambas as equipes.

A marcação forte de ambas as equipes dificultava qualquer chance de infiltração na área, deixando o jogo um tanto quanto truncado, até que em um vacilo no setor defensivo alviverde, Barcos recebeu bom passe de Lucas Silva, avançou até a área e driblou o goleiro Weverton para balançar as redes e abrir o marcador a favor do Cruzeiro aos 26 minutos do primeiro tempo.

Com a vantagem do placar, os donos da casa procuraram fechar ainda mais os espaços, impedindo qualquer tentativa do Palmeiras de avançar ao ataque tanto em jogadas coletivas quanto nas jogadas individuais, tanto que a primeira finalização da equipe alviverde no primeiro tempo aconteceu aos 39 minutos após Moisés receber bom passe de fora da área e mandar uma bomba em direção ao gol. Atento ao lance, Fábio fez boa defesa e mandou a bola pela linha lateral.

Antes do fim do primeiro tempo, o Cruzeiro ainda chegou mais duas vezes ao ataque com Rafinha, que conseguiu passar pela marcação de Marcos Rocha com facilidade, mas na hora de concluir o lance faltou capricho, encerrando a etapa inicial com o placar de 1 a 0 para a equipe mineira.

Buscando corrigir os erros do primeiro tempo, Felipão realizou alterações precisas no intervalo para ter mais força ofensiva em sua equipe. E deu muito certo. Após boa chegada ao ataque, o Palmeiras ganhou escanteio, que foi cobrado por Dudu. Dentro da área, Felipe Melo venceu Dedé na disputa de bola e cabeceou para o fundo das redes do goleiro Fábio, deixando tudo igual no Mineirão aos quatro minutos da etapa complementar.

Após igualar o marcador, o Palmeiras mostrou uma melhora no setor ofensivo, conseguindo marcar mais presença no campo de ataque e levando mais perigo ao gol de Fábio, o que deixou o jogo mais aberto e com mais velocidade. O Cruzeiro também levava perigo, mas sem muita efetividade.

Aos 21 minutos, uma jogada inacreditável aconteceu e por pouco os donos da casa não fizeram seu segundo tento. Após retomar a posse de bola, Robinho armou o contra-ataque e se infiltrou na área, driblou Marcos Rocha e ficou livre de marcação. Porém, na hora de dar continuidade ao lance, acabou se atrapalhando e tocou errado na cara do gol, devolvendo a posse de bola ao Palmeiras.

Lá e cá, tanto Cruzeiro quanto Palmeiras tentavam mudar os números do marcador abusando dos escanteios e jogadas de velocidade nos contra-ataques, mas ninguém conseguiu muita efetividade a ponto de balançar as redes novamente, muito pela boa atuação dos goleiros Fábio, da Raposa, e Weverton, do Verdão.

Para evitar a pressão adversária, o Cruzeiro procurava deter a maior posse de bola, enquanto o Palmeiras resolveu ir para o abafa nos minutos finais, e aí o clima esquentou após uma dividida entre o goleiro Fábio e o zagueiro Antônio Carlos aos 46 minutos. Segurando a pressão alviverde, a Raposa garantiu o empate e, no placar agregado, classificou-se à final da Copa do Brasil. Após o apito final, uma confusão generalizada entre jogadores das duas equipes acabou fazendo o clima esquentar, mas logo foram contidos pelos companheiros de grupo e seguranças ali presentes.

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