Palmeiras decacampeão: segundo turno quase perfeito garantiu mais um título Brasileiro
Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Palmeiras decacampeão: segundo turno quase perfeito garantiu mais um título Brasileiro

A chegada do treinador Felipão mudou as perspectivas do Palmeiras no campeonato e colocou o Verdão na rota do título

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Samuel Soares

O segundo turno feito pelo clube Alviverde justifica a conquista do campeonato nacional. A regularidade mostrada pelo clube de Dudu e companhia é o que se espera dos clubes que buscam chegar à glória. E foi exatamente esse o grande mérito do treinador Luiz Felipe Scolari. Quando o treinador medalhão chegou ao clube, os comentários eram de que a equipe provavelmente iria valorizar e ganhar as competições de mata-mata. Imaginava-se que a capacidade do campeão mundial de 2002 em gestão de grupos permitiria a vitória de confrontos na Libertadores ou Copa do Brasil. Não era esperado que o Palmeiras apresentasse um futebol vistoso, com inovações táticas e jogos de brilhar os olhos, mas o pragmatismo do treinador já era certo. Muitos foram surpreendidos.

A regularidade citada anteriormente como fator crucial para brigar por título em um campeonato de 38 rodadas foi o que fez a diferença. Ao final do primeiro turno, o alviverde era apenas o sexto colocado, oito pontos atrás do até então líder e rival, São Paulo. O título era dado como perdido pelas atuações apresentadas pelo clube que era treinado por Roger Machado. Os jogadores de nível técnico alto não rendiam o que era esperado, mas a permanência na Libertadores da América e na Copa do Brasil diminuía a pressão sobre o grupo. O aproveitamento ao final das primeiras 19 rodadas do campeonato era de apenas 57,9%.

A chegada do treinador mudou a perspectiva do clube quanto à competição nacional, os clubes que estavam nas quatro primeiras colocações tropeçaram após o primeiro turno. O líder São Paulo parecia não ter mais fôlego para disputar com elencos numerosos e de qualidade como de Palmeiras e Flamengo. Este último, acabou tropeçando em momentos importantes. O Internacional, apesar de vir da segunda divisão, conseguiu se manter na briga pelo título brasileiro, já que não disputava outras competições. E o Grêmio claramente priorizava a disputa da Libertadores. Felipão, com o grande elenco a sua disposição, teve o mérito de gerir muito bem o grupo, soube deixar claro a importância de todos para jogar mais de uma competição simultaneamente. Para ele não havia time A ou B, deixava claro nas entrevistas que usava sempre o que era considerado ideal para a situação. Enquanto muitos pensavam que o clube dava prioridade ao torneio continental, os jogadores que disputavam o brasileiro davam o seu máximo e o clube foi pontuando.

O resultado final foi a conquista de mais um título, com a quebra de número de jogos de invencibilidade. Luiz Felipe Scolari não teve vaidade, soube utilizar os jogadores certos no momento ideal. Tirou jogadores do banco para se tornarem peças importantes na rotatividade de um elenco campeão, Gustavo Gomez, Thiago Santos e Deyverson são exemplo disso. O treinador além da invencibilidade, possui 79,2% de aproveitamento e trouxe a regularidade e o equilíbrio que os adversários não conseguiram alcançar.

 

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