Palmeiras decacampeão: A força do elenco Alviverde na  conquista de 'La Décima'
Divulgação / SE Palmeiras

Palmeiras decacampeão: A força do elenco Alviverde na  conquista de 'La Décima'

Time reserva? Felipão provou que não existia jogador reserva ou titular na equipe. Mas analisando pelos que não jogavam com o técnico Roger Machado, era nítido os “reservas de luxo” de Luiz Felipe Scolari

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Marcella Azevedo

Quando Felipão retornou ao comando do time Alviverde, muitos torcedores ficaram receosos e outros muitos esperançosos. Eram dois pesos e duas medidas. Qual técnico viria? Aquele que ganhou uma Libertadores em 1999, deixando para trás diversos adversários e jogando com categoria ou aquele que priorizou a Copa do Brasil em 2012, foi campeão com um time péssimo, mas deixou o brasileiro de lado e o final todos já sabem: série B.

Roger Machado estava fazendo um bom trabalho na Copa Libertadores da América (vencendo até mesmo diante do Boca, na Argentina) e na Copa do Brasil, idem. Mas o trabalho dele no brasileiro, estava indo de mal a pior e após perder para o Fluminense por 1 a 0, na 15ª rodada da competição nacional, o técnico caiu.

Diante do Paraná, o elenco super valorizado, ganhou por 3 a 0, com o técnico do Sub-20 Wesley Carvalho no comando. O que estava por vir, nem o mais otimista torcedor imaginava. Felipão chegou dando cara nova ao time. E conseguiu montar dois elencos: Um para as Copas, outro para os pontos corridos. E não é que deu certo?

Claro, algumas peças eram fundamentais e 100% titulares, por exemplo: Weverton e Dudu, que embora fossem poupados em algumas partidas, foram utilizados na maioria do brasileirão, mesmo sendo absolutos nas copas.

Jogadores como, Mayke, Luan, Gustavo Goméz, Thiago Santos, Hyoran, Lucas Lima e Deyverson, eram poucos utilizados na era Roger Machado. Quando jogavam, não rendiam tão bem quanto o torcedor esperava. Deyverson era alguém que a torcida já estava pegando no pé, e perdendo a paciência, pois faltava qualidade no atacante, não finalizava e deixava a desejar. Bastou Felipão chegar, que o camisa 16 começou a mostrar resultados: Marcou o primeiro gol, diante do Vasco e depois disso começou a ajudar muito mais, tanto no ataque, quanto voltava para defender, também. Mostrou-se competente ao fazer o único gol diante do arquirrival Corinthians, para delírio do torcedor Palmeirense.

O mesmo torcedor que pedia a cabeça de Deyverson, se jogou aos pés dele. Que ainda tinha muito o que aprender, principalmente como se portar mais em jogo, pois a torcida sentia que precisava dele, mas ele ainda precisava da sua “maracujina”, como disse Felipão certa vez em coletiva, explicando o temperamento do atacante em alguns jogos.

Luan e Gustavo Goméz, deram a confiança que a zaga precisava e foram os reservas de luxo, de Edu Dracena e Antonio Carlos. No brasileiro, a dupla ficou oito rodadas sem tomar gol. O torcedor pedia a “dupla reserva” como titular na Copa Libertadores da América. O resultado não foi tão bom.

Mayke conseguia substituir muito bem Marcos Rocha, pela lateral direita. O jogador começou a aparecer, fazendo cruzamentos e até marcou gol. Não comprometia e até mesmo o técnico da seleção brasileira, estava de olho no palmeirense.

Lucas Lima foi outra surpresa importante e fundamental no esquema de Felipão. Mais do que toques de lado, o camisa 20 aparecia sempre que acionado. Brigava em campo e mostrava que estava no banco de reservas, mas que caçava a vaga de titular, fácil. E assim foi, era reserva na libertadores e titular na conquista dos pontos corridos. O time com ele tinha uma velocidade maior e mais liberdade para atacar.

A verdade é que nem mesmo o torcedor sabia quem era reserva e quem era titular nesse time. Nem mesmo os rivais conseguiam falar quem era o Palmeiras. Os reservas seriam titulares em qualquer outro elenco do Brasil, e eles se continham com o banco. Tinham humildade de aceitar e não reclamar, nem questionar o professor. Com calma, tranquilidade e um querer enorme, os “reservas do Palmeiras” conquistaram a décima taça do brasileirão. A primeira de Felipão na era dos pontos corridos.

Parabéns, Palmeiras.

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