Retrospectiva VAVEL: Para o ano que vem, Atlético-MG busca não repetir os mesmos erros de 2018
(Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL)

Retrospectiva VAVEL: Para o ano que vem, Atlético-MG busca não repetir os mesmos erros de 2018

Eliminado de todas as competições durante o ano, o Galo busca reencontrar o caminho das conquistas em 2019

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Leonardo Almeida

Austeridade. Essa foi a política adotada pelo presidente Sérgio Sette Câmara e o vice Lásaro Cândido ao vencer a disputa presidencial em dezembro de 2017. O Atlético-MG iniciou a sua pré temporada com o técnico Oswaldo de Oliveira, que foi mantido no cargo após o término do Campeonato Brasileiro de 2017.

O time estreou bem no Campeonato Mineiro, mas, a partir daí, o grupo caiu de rendimento e culminou na demissão do experiente técnico na primeira quinzena de fevereiro. Com dificuldade de achar um treinador, o auxiliar Thiago Larghi assumiu a equipe de forma interina até a parada da Copa do Mundo. O time não foi tão irregular no primeiro semestre, mas pecou de forma dura nas eliminações precoces para Chapecoense na Copa do Brasil e San Lorenzo no primeiro jogo da Copa Sul-Americana.

Melhor Momento da temporada

Como mencionado antes, apesar da equipe ter sofrido duas grandes eliminações (Copa do BR e Sul-Americana) e perder a o campeonato regional para o rival Cruzeiro, foi exatamente no primeiro semestre que a equipe alvinegra teve o seu melhor momento na temporada. Alguns jogos antes do intervalo da Copa, os comandados de Thiago Larghi engrenaram na competição - destaque para o atacante Róger Guedes, que foi vendido para o futebol chinês em julho - vencendo quase todos os jogos e terminando o campeonato antes da parada em 2° lugar, atrás somente do São Paulo.

(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Com o bom momento, a diretoria atleticana viu o sonho do Brasileirão possível e efetivou Thiago Larghi como treinador e buscou reforços para o restante da temporada. Destaque para o colombiano Yimmi Chará, que o Atlético foi buscar no Junior Barranquilla por 6 milhões de dólares (R$ 23,75 mi).

Pior momento da temporada

Demissão de Oswaldo logo no início e eliminações para Chapecoense e San Lorenzo não são apenas os piores momentos do Atlético na temporada. Após a Copa do Mundo, a equipe atleticana voltou muito irregular, o que fez o Galo cair para a sexta colocação e permanecer por ali durante muitas rodadas.

Depois de começar ter a vaga no G6 ameçada, a diretoria agiu e demitiu o técnico Thiago Larghi e o diretor de futebol Alexandre Gallo na segunda quinzena de outubro.

Quem foi destaque

Mesmo com o ano ruim do Atlético, podemos eleger alguns poucos destaques da equipe durante a temporada: o goleiro Victor, que salvou o time de alguns resultados negativos, Ricardo Oliveira (Artilheiro do time no ano), Gustavo Blanco, que machucou durante a parada da Copa e o atacante Rogér Guedes, vendido em julho.

Outros até foram fundamentais para o Atlético em 2018, porém não foram regulares quando o time precisou, como por exemplo: o equatoriano Cazares e o venezuelano Romulo Otero, emprestado ao Al-Wehda.

Quem decepcionou

Ao assumir em dezembro de 2017, Sérgio Sette Câmara anunciou Alexandre Gallo como diretor de futebol. Este, provavelmente, foi o mais atacado pela torcida do Atlético em 2018. Várias contratações por empréstimo e apostas que deram errado, fizeram com que Alexandre Gallo perdesse o seu cargo dentro do clube.

(Foto: Bruno Cantini/Atlético)
(Foto: Bruno Cantini/Atlético)

Edinho, Arouca, Samuel Xavier, Tomás Andrade, Juninho, Erik, Nathan, Martin Rea, Leandrinho e Denilson foram contratações feitas também pelo diretor e que dificilmente permanecerão no Galo para 2019.

Treinadores

Oswaldo de Oliveira, Thiago Larghi e Levir Culpi. Assim como em 2017, o Atlético teve três treinadores em 2018. O primeiro pouco ficou, sendo demitido ainda em fevereiro. Thiago Larghi foi o que mais comandou a equipe, sendo demitido em outubro para a volta de Levir Culpi em sua quinta passagem pelo Atlético-MG.

Um time campeão precisa da continuidade de um treinador. Um exemplo disso é o Grêmio e Cruzeiro, que foram muito bem nesta temporada. Sérgio Sette Câmara depositou seus votos em Levir Culpi, e espera que o treinador fique no Atlético até o fim de seu mandato, no final de 2020.

O que esperar para 2019

As eliminações durante o ano, negociações ruins e a sexta colocação no campeonato fizeram o Galo chegar até atrasar os salários. Ao assumir a equipe em outubro, Levir Culpi tentou colocar o Atlético nos trilhos e conseguiu, levando a equipe à Copa Libertadores depois de ficar 2018 de fora.

Em sua última entrevista coletiva no ano, Levir adiantou que o time terá muitas mudanças no elenco em relação ao atual. O presidente do Galo afirmou que 2019 será também um ano de austeridade. Com R$ 20 milhões em caixa para contratações, o Atlético busca qualificar o elenco para a Libertadores e não cometer os mesmos erros de 2018. O clube deve fazer caixa com alguns jogadores valorizados para colocar as contas em dia e viabilizar o estádio próprio. 

Por enquanto, Marques, que assumiu o cargo de diretor após a demissão de Gallo, continua com a função vigente até 31 de dezembro. A cúpula alvinegra ainda avalia a permanência do ídolo atleticano ou a contratação de um diretor experiente para o cargo.

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