Nos pênaltis, Athletico Paranaense bate Junior Barranquilla e vence a Copa Sul-Americana
Jogadores levantando a taça (Foto: Divulgação/Athletico.com.br)

Nos pênaltis, Athletico Paranaense bate Junior Barranquilla e vence a Copa Sul-Americana

É o primeiro título internacional do estado do Paraná, que leva o Athletico para a Libertadores 2019

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Victor Cunha
athletico-pr: Santos, Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi; Lucho (Wellington, min. 74), Bruno Guimarães, Marcelo Cirino (Rony, min. 45), Raphael Veiga e Nikão (Marcinho, min. 99); Pablo (Bergson, min. 98)
Junior de BarranquillaVieira, Piedrahita, Gómez (Ávila, min. 91), Prez e Fuentes; Cantillo, Navárez, Sanchéz (Yoni González, min. 74) e Barrera (Moreno, min. 100); Díaz e Téo Gutiérrez
Placar1-0, min. 27, Pablo. 1-1, min. 58, Téo Gutiérrez. Pênaltis: 4-3
INCIDENCIASJogo válido pela final da Copa Sul-Americana, disputado na Arena da Baixada, para 40. 263 pessoas

É campeão! Na última quarta-feira (12), no último jogo da temporada, o Athletico Paranaense, que está de visual novo para 2019, conseguiu seu primeiro título internacional da história, sendo o primeiro do Paraná a conseguir tal feito, batendo o Junior Barranquilla na Arena da Baixada. Pablo abriu o placar para o furacão. Téo Gutiérrez empatou a partida que passou por uma árdua prorrogação. Mas, nos pênaltis, com Thiago Heleno batendo o final, o Athletico venceu e se sagrou o campeão da Copa Sul-Americana de 2018!

O jogo começou em um altíssimo nível por parte dos donos da casa. Logo aos 5 minutos, Nikão bateu uma falta de muito longe com força. Pablo devisou a bola no meio do caminho, fazendo ela passar com perigo perto do travessão.

O Athletico começou o jogo pressionando, tentando finalizar e, até que naturalmente, ficando mais com a posse de bola no campo de ataque, aproveitando a pressão da torcida. O Junior se defendia e fechava os espaços. Mas o time colombiano não era só defesa. Aos 13 minutos, Téo Gutiérrez puxou um contra ataque, tocando para Barreira na entrada da área, que pegou de primeira e mandou a bola muito perto do travessão.

Aos 23, o Athletico ainda mostrava a sua fome. Lucho bateu uma falta pela direita, que foi tirada pela defesa colombiana. No rebote dessa tirada, Renan Lodi bateu de fora da rea, obrigando o goleiro Vieira a fazer uma belíssima defesa, tirando a bola da direção do gol.

Já aos 27, veio o êxtase rubro-negro. Uma bate rebate no meio de campo sobrou, com uma dose de sorte, para Pablo. O camisa 5 tocou para Raphael Veiga e o meia devolveu de primeira e sem olhar para o atacante que, cara a cara, não perdoou. Ele bateu no cantinho, abrindo o placar para o Athletico.

Após isso, o Junior se manteve mais no ataque, se impondo mais com a bola nos pés. O Athletico aceitava essa imposição dos visitantes e começava a se mostrar ansioso, coisa que foi percebida e aproveitada pelo Junior Barranquilla, mas sem conseguir chances claras de gol.

Logo com 30 segundos do segundo tempo o furacão tentava garantir o título. Raphael Veiga fez um repeteco do gol e achou Pablo dentro da área. O atacante bateu cruzado e Vieira defendeu milagrosamente a bola. Aos 8, Téo Gutiérrez pedalou, tirou o marcador e bateu forte, no alto, para uma ótima defesa de Santos.

Aos 13 minutos veio a decepção para a torcida do furacão: Téo Gutiérrez, o nome do segundo tempo, empata a partida. A bola veio em um escanteio, que foi desviada por Gómez no meio da área e foi mais uma vez desviada por Téo, mas para as redes de Santos, empatando o jogo.

Aos 21, Téo recebeu uma bola na meia lua. Ele balançou na frente do marcador e bateu no cantinho, com força, perdendo a chance de virar a partida. Aos 24, Díaz puxou contra ataque e tocou para Barrera. O meia bateu forte, na rede, mas pelo lado de fora. O Junior empilhava chances perdidas.

Durante quase todo o segundo tempo, quem fitou o ritmo foi o Junior Barranquilla. O time colombiano criava chances, sem conseguir finalizar e mantinha o Athletico acuado no próprio campo. Mas a última chance do tempo regulamentar foi do furacão. Raphael Veiga bateu escanteio que foi tirado pela defesa. No rebote, Nikão bateu de cima pra baixo, fazendo a bola passar perto da trave, assustando o goleiro Vieira.

Prorrogação: pênalti perdido por Barrera leva a decisão para os... pênaltis!

A prorrogação foi bem mais equilibrada do que a partida em si. Foi uma prorrogação lá e cá, onde a primeira chance dela foi com Díaz, que acertou pegou um cruzamento de Barrera, dominou levantando e pegou de bicicleta, mas mandou por cima do gol. No segundo tempo, Téo Gutiérrez enfiou uma bola para González, que foi derrubado por Santos e o juiz deu o pênalti. Barrera bateu mal a penalidade, mandando por cima e acertando a arquibancada.

Logo após esse lance, Bergson arriscou de longe e obrigou Vieira a fazer uma bela defesa com a ponta dos dedos. E assim seguiu a prorrogação, sem grandes chances e morna, até os pênaltis.

Pênaltis: A primeira vez a gente nunca esquece!

A grande maioria dos jogadores bateu muito bem seus pênaltis. Com a exceção de Fuentes, que acertou a trave, Téo Gutiérrez, herói do Junior no tempo normal, que mandou pra fora e Renan Lodi, cria da base do Athletico, que bateu pra fora, mas apenas adiou o título. O último pênalti ficou por conta do zagueiro Thiago Heleno. O zagueiro bateu forte, no alto, no canto esquerdo, sem deixar o goleiro se mover e deu a taça ao Athletico Paranaense!

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