Terceiro presidente do Figueirense em 16 meses, Honigman é citado na Lava-Jato; clube nega
Honigman, João Fortes (empresário) e Vernalha posam ao lado de André Santos (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)

Terceiro presidente do Figueirense em 16 meses, Honigman é citado na Lava-Jato; clube nega

Cláudio Vernalha deixa comando principal do clube para assumir o Conselho de Administração da empresa que comanda o clube; Claudio Honigman, citado na Operação 'Lava-Jato', assumirá o posto

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Bruno da Silva

Figueirense anunciou nesta quinta-feira (13) mais uma mudança de presidente sob o comando da empresa 'Elephant'. Claudio Vernalha vai assumir o Conselho de Administração e será subsituído por Claudio Honigman, que vinha atuando como Diretor Comercial e de Marketing, mas havia feito apenas duas aparições públicas durante todo o ano de 2018. O vice-presidente será Fernando Kleinmann, que também trabalhava no departamento de marketing.

O primeiro mandatário do clube nesta nova administração, Alexandre Bourgeois, havia saído do Figueirense por motivos internos - o clube alegou que investimentos não estavam sendo feitos como prometido e havia muita interferência no dia-a-dia do clube pelo CEO. Questionado sobre sua saída, Bourgeois citou a presença de Honigman, agora novo presidente, como um dos motivos de seu incômodo de continuar no Alvinegro.

"Minha saída se deu por vários pontos. Primeiro que eu estava incomodado. Existe um investidor (Honigman) que eu não estava me sentindo à vontade com sua presença. Não gosto dele, tem muita coisa por trás. O motivo da minha saída não é uma coisa só", disse em novembro de 2017 ao 'Globoesporte.com'.

Vernalha acabou deixando a presidência após uma reestruturação estratégica do Figueirense, que também resultou na criação do Conselho Administrativo, que substituirá o Comitê Gestor no clube. Durante 2018, o Alvinegro teve problemas graves de salários atrasados, que culminaram em uma ameaça dos funcionários de paralisarem as atividades durante esta semana e até a rescisão de contrato do meia Daniel Costa, que acionou a Justiça após meses sem recebimento de salário.

Vernalha deixa a presidência do Figueirense após pouco mais de um ano (Foto: Divulgação/Figueirense FC)
Vernalha deixa a presidência do Figueirense após pouco mais de um ano (Foto: Divulgação/Figueirense FC)

Honigman será o terceiro presidente da administração 'Elephant', que comanda o Figueirense desde agosto de 2017. Quando Vernalha assumiu a presidência, negou a ligação de Honigman com o clube, mas, tempo depois, ele passou a ser tratado como investidor, antes de assumir o cargo de Diretor de Marketing.

O nome de Claudio Honigman, assim como o de outros executivos da 'Elephant', foi citado em março por uma reportagem da 'Folha de São Paulo' sobre a Operação 'Lava-Jato'. Na época, o clube negou a participação dos citados dentro do clube, apesar do desejo de Vernalha, citado em entrevista à Rádio 'CBN Diário', de contar com Honigman por ser um 'investidor muito bem-sucedido e respeitado no mercado financeiro'.

O novo comandante administrativo do Figueirense teve seu nome ligado ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e também do ex-mandatário do Barcelona, Sandro Rossell - o trio é suspeito de desviar dinheiro de amistosos da Seleção Brasileira. Além disso, Honigman recebeu em 2009 dinheiro da empresa de Alberto Yousseff, doleiro envolvido em casos de lavagem de dinheiro. A MO, de Yousseff, também pagou R$ 170 mil em pensões alimentícias para parentes de Honigman.

Honigman esteve foragido em 2015, quando procurado para esclarecimentos, e atualmente mora em Nova Iorque. O clube negou em nota oficial a participação dele em operações policiais, afirmando "que seu novo presidente, Cláudio Honigman, não responde a nenhum processo na Justiça".

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