Retrospectiva VAVEL: Athletico-PR vai da luta contra o rebaixamento para o maior título de sua história
(Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL)

Retrospectiva VAVEL: Athletico-PR vai da luta contra o rebaixamento para o maior título de sua história

Clube teve altos e baixos na temporada, mas terminou o ano levantando a taça.

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Matheus Gabriel

 O ano de 2018 foi histórico para o Athletico-PR. Teve título paranaense, luta pelo G6 no Brasileirão e título inédito da Copa Sul-Americana. Além das conquistas, o ano também ficará marcado pelas mudanças no símbolo, nome e camisa do clube, que dividiram opiniões dos torcedores.

Campeonato Paranaense

Quem comandou a equipe durante todo o campeonato foi o técnico interino e desconhecido, Tiago Nunes, que se mostrou inovador e com um futuro brilhante pela frente. Como de costume, o Athlético aproveitou o paranaense para dar tempo de jogo aos jovens atletas da equipe, com nomes como Zé Ivaldo, Renan Lodi, Bruno Guimarães e Leo Pereira se destacando e se tornando peças fundamentais para a sequência do ano rubro-negro. O jogo que provou a força do elenco chamado alternativo foi no grande clássico contra o Coritiba. Em pleno Couto Pereira, a equipe de jovens comandados por Tiago Nunes conseguiu vencer por 1 a 0 e assegurar uma vaga na semifinal da primeira fase. Os times que avançaram para a semifinal foram Foz do Iguaçu, Coritiba, Athlético-PR e Rio Branco. O Furacão acabou sendo eliminado após disputa nos pênaltis contra o Rio Branco, e terminou a primeira fase invicto, enquanto assistiu o rival, Coxa, conquistar a Taça Dionísio Filho.

O Athlético-PR continuou a segunda fase do paranaense com o time alternativo, novamente dando chances aos mais jovens e terminado invicto, só que desta vez conquistando a Taça Caio Júnior e uma vaga na Super Final contra o Coritiba. Finalmente a primeira derrota veio, e o Coxa saiu na frente, com o 1 a 0 conquistado dentro de casa. Mas não foi suficiente, pois o Athlético conseguiu reverter o placar e ser campeão paranaense de 2018.

Mesmo com o título conquistado por Tiago Nunes, o técnico escolhido para dar seguimento no trabalho foi Fernando Diniz, que já estava no clube desde janeiro.


 

Campeonato Brasileiro

A primeira partida do campeonato Brasileirão de 2018 deu esperanças ao torcedor rubro-negro, tudo por conta da vitória por 5 a 1 sobre a Chapecoense, em casa, deixando o Furacão na liderança. Depois vieram dois empates fora de casa contra Grêmio e Bahia, mas o 4º jogo mostrou um Athlético-PR problemático, perdendo de 3 a 1 para o Palmeiras dentro de casa. Aí começou uma bola de neve. 3 derrotas seguidas e 6 jogos sem vencer colocaram o Furacão na zona de rebaixamento. Até a parada para a Copa do Mundo, o Athlético tinha apenas 2 vitórias, 4 empates e surpreendentes 7 derrotas.

Na volta da Copa do Mundo, Fernando Diniz foi demitido, e Tiago Nunes assumiu seu lugar. A partir daí começou a recuperação do Athlético-PR no campeonato,  alcançando a marca histórica de 12 vitórias seguidas dentro de casa e lutando pelo G6 com o Atlético-MG.

Outra marca história foi vencer o Flamengo nos dois jogos pelo Brasileirão. O primeiro marcou o renascimento do elenco de 2018, na Arena da Baixada, vencendo por 3 a 0, e o segundo, vencendo na última rodada por 2 a 1 em pleno Maracanã.

O Athlético-PR terminou a Série A em 7º lugar, com 16 vitórias, 9 empates e 13 derrotas, com um aproveitamento exato de 50% dos pontos. Foram 54 gols marcados e 37 sofridos.



 

Copa do Brasil

O Athlético enfrentou o Caxias-RS na primeira fase, e conquistou a vaga com um empate por 0 a 0, já que o regulamento prevê que o time visitante tem a vantagem do empate. Na segunda fase o adversário foi o Tubarão-SC. Desta vez, na Arena da Baixada e com muitos gols: 5 a 4 para o Athlético e vaga na terceira fase. O caminho começou a ficar mais estreito, e o adversário agora era o Ceará, que também disputou a Série A de 2018. Agora, os jogos eram de ida e volta, e o Furacão conseguiu a classificação nos pênaltis após dois empates. Na quarta fase o Furacão tinha um gigante pela frente: o São Paulo. Mas com duas boas atuações, a equipe garantiu uma vitória por 2 a 1 em Curitiba e buscou o empate por 2 a 2 em São Paulo, avançando para a as oitavas de final. E o Furacão ficou pelo caminho enfrentando o Cruzeiro - que viria a ser campeão mais tarde -, com uma derrota por 2 a 1 em casa e um empate por 1 a 1, o Athlético-PR deu adeus a competição nacional.

Sul-Americana

O caminho do Athlético-PR já começou difícil, enfrentando o tradicional Newell's Old Boys, da Argentina, na primeira fase. Mas um surpreendente 3 a 0 na Baixada deixou a equipe paranaense com uma mão na classificação, que foi confirmada com a derrota por 2 a 1 no jogo de volta. Na segunda fase mais pedreira, desta vez o gigante Peñarol, do Uruguai. Tão gigante quanto o clube uruguaio foi a goleada imposta pelo rubro-negro na partida de volta, onde conquistou um 4 a 1 em pleno Campeón del Siglo, somando 6 a 1 no agregado geral. Nas oitavas de final o Furacão viajou até a Venezuela, para enfrentar o Caracas, e venceu por 2 a 0, sem muitas dificuldades. Na volta, o placar por 2 a 1 garantiu a vaga nas quartas de final. Desta vez um brasileiro pela frente: o Bahia. Foram dois jogos tensos, com vitória por 1 a 0 das equipes visitantes, levando a decisão para os pênaltis. Em noite não muito inspirada, o Bahia perdeu 2 penalidades, e o Athlético-PR avançou para a semifinal. Mais uma vez um clube brasileiro pela frente: o Fluminense. O Athlético foi ao Maracanã com uma boa vantagem de 2 gols, e poderia até mesmo perder por 1 gol de diferença que garantiria a vaga na grande Final da Sul-Americana, mas os jogadores queriam mais, e em uma partida história, venceram novamente por 2 a 0, em pleno Maracanã.

O Furacão então esperou a decisão do seu adversário na grande final, que sairia dos colombianos Junior Barranquilla e Santa Fé. O Junior venceu as duas partidas e avançou.

A final não poderia ser diferente, muita emoção e reviravolta. Com as duas partidas empatadas em 1 a 1, a decisão na Arena da baixada foi para a prorrogação. E parecia que a final terminaria ali, quando Yony González saiu cara a cara com Santos e sofreu o pênalti, no segundo tempo da prorrogação. Mas Barrera foi pra bola e isolou, mantendo viva a esperança do torcedor atleticano.

A decisão foi então para os pênaltis, e com os erros de Téo Gutiérrez e Fuentes, a penalidade final ficou para Thiago Heleno cobrar. Ele tomou bastante distância e fuzilou o goleiro Viera, tornando o Athlético-PR o primeiro clube paranaense a conquistar um título internacional.


Mudança de nome, símbolo e uniforme

A terça-feira, 11 de Dezembro de 2018, ficará marcada na história do clube como a data em que nome, símbolo e uniforme foram repaginados. O escudo antigo foi substituído por um novo, mais moderno e que representa o Furacão. A grafia do nome ganhou um H, retomando o nome antigo do clube, Athlético-PR.

''Dentro da nossa nova identidade, a nossa proposta também é resgatar o passado. Começamos com Club Athletico. Temos também que assumir que o Atlético é o Atlético Mineiro. Queremos resgatar o nosso nome de registro. Na nossa caminhada mudamos, mas não há nenhum registro dessa mudança'', disse Petraglia.




Estatísticas

O Athlético-PR termina a temporada de 2018 com dois títulos: o paranaense  e a Copa Sul-Americana. Foram 74 jogos, com 36 vitórias, 21 empates e 17 derrotas. Sob o comando de Fernando Diniz foram 5 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, enquanto Tiago Nunes alcançou 31 vitórias, 14 empates e 8 derrotas.

Foram 86 gols no total, com Pablo sendo o artilheiro marcando 13 deles. O atleta que mais atuou foi Bruno Guimarães, com 45 jogos, completando 3.155 minutos em campo. O líder de assistências foi Nikão, com 9.
 

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