Retrospectiva VAVEL: América-MG foi do céu ao inferno em apenas um turno
(Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL)

Retrospectiva VAVEL: América-MG foi do céu ao inferno em apenas um turno

Análise do ano turbulento e cheio de oscilações do Coelho, que sonhou com a Sul-americana e acordou com mais um rebaixamento

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Gabriel Andrea

O América iniciou 2018 cheio de expectativas após o acesso à Série A, principalmente seguido do título da segunda divisão. Outra aposta para o sucesso era a permanência do técnico Enderson Moreira que, no América desde a metade de 2016, era o técnico mais longevo do futebol brasileiro.

A diretoria americana num time mais experiente para encarar a Série A com tranquilidade. Nomes como os de Luan, Rafael Moura, Carlinhos, Wesley, Leandro Donizete e Gérson Magrão dariam o sonhado equilíbrio ao elenco do Coelho para um promissor Campeonato Brasileiro. Porém, após vários momentos de oscilação, o time acabou rebaixado no campeonato nacional.

O AUGE DA TEMPORADA

O time viveu momentos instáveis nas competições que disputou. No entanto, tudo parecia caminhar bem após a chegada do técnico Adilson Batista, quando o América obteve uma importante sequência de vitórias e chegou a sonhar com a classificação para a Copa Sul-Americana.

No final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o América era o 10º colocado e mirava uma classificação para a competição internacional. O time estava bem encaixado e cumpria um bom papel como mandante, usando o Estádio Independência como uma de suas maiores armas para acumular pontos no torneio.

DESTAQUES

De forma geral, não é possível cravar o maior destaque no time durante 2018. O zagueiro Messias, o volante Juninho, o meia Serginho e Enderson Moreira tiveram papeis fundamentais para o Coelho durante toda a temporada, sem abaixar muito o nível de suas atuações.

Serginho foi um dos destaques do Coelho em 2018 (Foto: Mourão Panda/América-MG))
Serginho foi um dos destaques do Coelho em 2018 (Foto: Mourão Panda/América-MG))

Mesmo deixando a equipe em meados da competição, Serginho ainda foi uma peça de mera importância para que o América-MG almejasse alto na competição de pontos corridos. O antigo treinador também tem uma boa parcela na união do grupo e no esquema que vinha dando certo até a metade do ano. No que se refere a Messias e Juninho, foram dois jogadores que, indiferentemente do momento da equipe no torneio, não deixavam de ter vagas cativas no time principal e serem xodós do torcedor americano.

O PIOR MOMENTO DO ANO

O América-MG começou a desandar na reta final do Campeonato Brasileiro. A queda de produtividade do Coelho teve relação direta com a saída de Serginho, um dos principais pilares do time. O meia, que estava emprestado ao América-MG pelo Santos, recebeu uma oferta do futebol japonês e deixou a equipe mineira. Com isso, o time perdeu muito em ofensividade e culminou numa rápida decrescente do time.

O final de Brasileiro do América foi culminante para o rebaixamento da equipe. Da 29ª à 34ª rodada, o time desandou e não venceu nenhum dos 5 jogos que disputou, chegando a ser o vice-lanterna do campeonato. A derrota para o Paraná - último colocado do torneio - na 33ª rodada, foi o copo d’água do péssimo momento do time e praticamente afundou a equipe para as rodadas finais.

QUEM DECEPCIONOU?

A maior decepção do América foi seu ataque. Muito improdutivo durante todo o ano, o Coelho fez apenas 30 gols e levou 47. Luan e Rafael Moura foram os maiores exemplos do insucesso do time lá na frente. Na hora de assumir as maiores responsabilidades, os experientes atacantes se omitiram e não colaboraram para que a equipe deixasse aquela situação.

Outro fator era a falta de peças de reposição no banco de reservas. Marquinhos, Ruy e Judivan (que não rendeu e nem sequer terminou o campeonato com a camisa americana) foram outras decepções e não desencantaram pelo América-MG.

OS TREINADORES

Até a saída de Enderson Moreira do América, o treinador tinha 43 vitórias e mais de 48% de aproveitamento pela equipe mineira. Após Enderson deixar o time para assumir o Bahia, Adílson Batista chegou mantendo o bom momento da equipe e até o sonho com a Sul-americana. Por vários fatores, entretanto, a produtividade do América caiu bruscamente e Adílson não foi capaz de conter o mau momento da equipe. No final do ano Givanildo Oliveira retornou ao comando técnico da equipe americana, mas não conseguiu fazer o time reagir e viu o América-MG ser rebaixado para a segunda divisão.

EXPECTATIVAS PARA 2019

Para o próximo ano, o América-MG já anunciou que, devido ao baixo orçamento proporcionado pela disputa da segunda divisão, uma limpa na folha salarial da equipe deverá ocorrer. Apesar das saídas, alguns jogadores já foram anunciados pela equipe mineira. Foram eles: Felipe Azevedo, Leandro Silva, Marcelo Toscano, João Paulo e Neto Berola.

A tendência é que, pela tradição do time na disputa da Série B, o América-MG não encontre muitos obstáculos para subir divisão novamente no ano que vem. O clube também garantiu a manutenção de Givanildo Oliveira para o próximo ano.

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