Análise: Além do troféu na bagagem, Flamengo volta ao Brasil com confiança renovada
(Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo)

Análise: Além do troféu na bagagem, Flamengo volta ao Brasil com confiança renovada

Campeão da Flórida Cup, Rubro-Negro roda o elenco, e vê a moral ser elevada para o começo da temporada, onde será pressionado pela torcida, que quer voltar a conquistar títulos de expressão 

rafalisboa
Rafael Lisboa

Dois jogos, invencibilidade, boas atuações e título. A temporada do Flamengo mal começou e veio a primeira conquista, na vitória por 1 a 0 sobre o Eintracht Frankfurt-ALE, pela Florida Cup 2019. Após o empate contra o Ajax, e a vitória nos pênaltis, apenas o triunfo no tempo normal nessa sábado (12) daria o título ao Rubro-Negro.

Mais do que a simples conquista de um torneio de pré-temporada, que serviu para que o técnico Abel Braga rodasse o elenco, dando chances a jogadores pouco utilizados nos últimos meses, e até temporadas. Porém, a principal conquista foi fora de campo.

Muito pressionado após seguidos fracassos mesmo com alto investimento em jogadores nos últimos anos, o Rubro-Negro encarou dois bons times europeus, voltará ao Brasil sem ter perdido e, melhor, com a conquista do torneio que, se não vale para se vangloriar, serve para levantar o psicológico do grupo, que enfrentará as principais competições da temporada a partir do próximo domingo (20), contra o Bangu, na estreia do Campeonato Carioca.

Mesmo sem colocar pressão pelo título antes da partida desse sábado, Abelão lembrou, após a conquista que, apesar de não valer muito, a moral do grupo de jogadores foi elevada após a competição: "Falam tanto quando um grande não ganha nada. Começar ganhando moraliza e nos deixa com um mental forte".

Em sua apresentação, no início do mês, o experiente treinador também havia comentado sobre o que estaria levando o Flamengo a não conquistar os títulos, mesmo sendo apontado como favorito nas competições em que vem entrando. Prometeu também reconectar o time com o torcedor nas arquibancadas:

"Não gosto de promessa porque é muito usual. Agora, essa identidade eu conheço. Tem de haver uma identidade maior porque os caras estão indo. Os caras vão. Não é normal todo ano começar com favoritismo grande e depois falhar no momento que tem de dar o salto, tem de vencer. Isso aí que vamos ter de descobrir. Quero que o torcedor saiba que vou tentar identificar e criar algo semelhante do que se acontece na arquibancada e no campo", afirmou.

Para ajudar nessa mudança de chave e na criação dessa identidade, Abelão ganhou três reforços para a temporada - e espera por mais. O zagueiro Rodrigo Caio, que jogou as duas partidas e foi elogiado pelo treinador, o meia Arrascaeta, e o atacante Gabigol. Os dois últimos ficaram no Rio e já estão treinando no CT rubro-negro.

VAVEL Logo