Em clássico cheio de emoção, Fluminense bate Flamengo e vai à final da Taça Guanabara
(Foto: Lucas Merçon/ Fluminense F.C.)

Em clássico cheio de emoção, Fluminense bate Flamengo e vai à final da Taça Guanabara

Com várias homenagens aos meninos mortos na tragédia do Ninho, Tricolor é melhor, aproveita falha de Arrascaeta no fim, supera o favoritismo do Rubro-Negro e enfrentará o Vasco na decisão

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Rafael Lisboa
FlamengoDiego Alves; Pará, Rhodolfo, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar; Éverton Ribeiro (Arrascaeta), Willian Arão, Diego (Vitinho) e Bruno Henrique (Uribe); Gabigol. Técnico: Abel Braga
FluminenseRodolfo; Ezequiel (Marcos Calazans), Digão, Matheus Ferraz e Marlon (Caio Henrique); Bruno Silva, Aírton e Daniel (Dodi); Luciano, Yony González e Everaldo. Técnico: Fernando Diniz
PlacarLuciano (47'2ºT - 0 x 1)

Após a tragédia no Ninho do Urubu, que vitimou 10 jovens jogadores do Flamengo, o Rubro-Negro enfrentou o Fluminense pela semifinal da Taça Guanabara, nessa quinta-feira (14), no Maracanã. Em noite de muitas emoções pelas homenagens às vítimas, antes e durante a partida.

Com a bola rolando, o Tricolor foi melhor durante grande parte da partida e venceu por 1 a 0, gol de Luciano, superando o favoritismo do elenco estrelado rubro-negro e garantindo vaga na decisão do primeiro turno contra o Vasco, nesse domingo (17) às 17h, também no Maracanã.

A partida começou com as duas equipes se estudando. A primeira chance veio aos 6 minutos, mas Diego cobrou a falta por cima do gol. A resposta tricolor veio aos 9, mas Luciano tocou fraco e Diego Alves defendeu. Na característica de Diniz, o Fluminense teve mais a bola nos minutos iniciais.

Aos 10 minutos, mais uma emocionante homenagem dos rubro-negros aos jovens jogadores mortos na tragédia do Ninho. No contra-ataque, o Flamengo quase abriu o placar aos 14: Gabriel foi lançado pela esquerda e cruzou na medida para Bruno Henrique, mas Airton salvou na hora derradeira. A partida seguiu em ritmo morno até a parada técnica.

Com a partida reiniciada, o Tricolor seguiu pressionando e dificultando a saída de bola do Flamengo, mas sem conseguir criar grandes chances. Aos 25, Cuéllar acertou Everaldo no peito, e o juiz mostrou cartão amarelo para o colombiano, mesmo com a reclamação dos jogadores tricolores, o VAR confirmou a decisão inicial do árbitro.

Quatro minutos depois, a melhor chance da primeira etapa: após escanteio cobrado por Éverton Ribeiro, Rhodolfo subiu muito e cabeceou firme mas parou no goleiro tricolor, Rodolfo, que fez uma excelente defesa. Após isso, a equipe de Fernando Diniz voltou a comandar a posse de bola, barrando as investidas do Rubro-Negro, até o intervalo, e os dois times foram para os vestiários sem gols.

Para a segunda etapa, apenas o Flu mudou, com a entrada de Dodi no lugar de Daniel. Mesmo se classificando com o empate, o Flamengo voltou mais disposto para a metade final da partida, e pressionou o Tricolor. Aos 4, após cruzamento de Renê, Gabigol e Bruno Silva dividiram, e a bola ficou com Rodolfo. 

Depois disso, o Tricolor voltou a ficar com o controle da posse de bola, e passou a ameaçar o Rubro-Negro como pouco fez na primeira etapa. Em um "ensaio" disso, aos 11, Yony González recebeu um presente de Rodrigo Caio, mas na hora em que ia finalizar, foi desarmado na bola por Cuéllar.

Três minutos depois, Everaldo arrancou e serviu o colombiano, que chutou rasteiro para boa defesa de Diego Alves com o pé esquerdo. Aos 17, o Flamengo pressionou a saída de bola, Gabriel roubou e tocou para Bruno Henrique chegar chutando, mas para fora. Após a parada técnica, o clima seguiu quente entre os jogadores, e mais cartões amarelos foram apresentados pelo árbitro da partida.

Aos 23, uma linda jogada do Flu, com direito a dois toques de letra, deixou Luciano na cara do gol, mas o chute foi na rede por fora. Em nova oportunidade, dois minutos depois, o próprio atacante voltou a finalizar para fora, após cobrança de falta. Os dois treinadores passaram a colocar suas equipes para frente com as mudanças.

Jogando pelo empate, o Flamengo passou a conseguiu encaixar alguns contra-ataques que poderiam definir a classificação, mas desperdiçou. Aos 36, Arrascaeta deu um belo lançamento para Gabriel, que driblou dois marcadores mas chutou para fora. Aos 42, o meia uruguaio arrancou, e com quatro contra dois defensores, rolou para Renê cruzar, mas nas mãos do goleiro Rodolfo.

O castigo para a maioria dos mais de 54 mil torcedores presentes no Maracanã, que torciam para o Rubro-Negro, veio aos 47 minutos. Arrascaeta prendeu a bola no campo defensivo, foi desarmado e Yony cruzou para Luciano vencer Diego Alves e marcar o gol da vaga tricolor na final da Taça Guanabara, 1 a 0. Nos dois minutos finais, o Flamengo tentou empatar lançando bolas para a área desesperadamente, mas já era tarde demais. 

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