Presidente do TJD-RJ avalia chance de expulsão do Fluminense no Carioca: “Remotíssima” 
Foto: Lucas Merçon/FFC

Presidente do TJD-RJ avalia chance de expulsão do Fluminense no Carioca: “Remotíssima” 

Denúncia pedia suspensão preventiva do Tricolor, mas acabou sendo indeferida por Marcelo Jucá 

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Vitor Melo

Após negar acusação que solicitava suspensão preventiva do Fluminense do Campeonato Carioca 2019, na última segunda, 18, o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Marcelo Jucá, se pronunciou sobre a denúncia concedida ao Tricolor. O mandatário considerou como “remotíssima” a possibilidade de afastamento do clube na competição, além de afirmar que pareceu não existir qualquer movimento doloso por parte do Flu. 

As acusações por parte da procuradoria do TJD-RJ surgiram depois de o clube acionar a Justiça Comum, em prol de uma liminar para fazer jus ao seu o direito de ocupar o setor sul do Maracanã, antes mesmo de se encaminhar à Justiça Desportiva. Uma vez indeferida, a denúncia foi manifestada por Jucá, que declarou o julgamento sendo maioria por clubes de menor porte. Em entrevista concedida ao portal Globoesporte.com, Marcelo comentou o assunto em tese. Confira: 

“Na qualidade de pesquisador, com tese de Mestrado tratando justamente sobre a Justiça Desportiva, posso afirmar que foram poucos os casos de julgamentos no artigo 231 do CBJD e que na maioria das vezes são clubes de porte menor que utilizam desse expediente com o objetivo de tumultuar um campeonato. Falando apenas em tese sobre o caso específico, entendo que o Fluminense optou por defender um direito legítimo garantido em contrato e que este é conflitante com o regulamento da competição. A questão é contratual com reflexos desportivos diretos e dai, o grande desafio sobre a competência. Em uma hipótese como essa a chance de exclusão do torneio é remotíssima, pois seria necessário dolo específico de se atingir a competição, o que não parece ter ocorrido” - apontou Jucá. 

O caso envolvendo as denúncias entre o Tricolor e seu presidente, Pedro Abad, ainda serão julgados no tribunal. 

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