Atlético-MG desperdiça oportunidades e perde para Cerro Porteño pela Libertadores
(Foto: Reprodução/Instagram Cerro Porteño)

Atlético-MG desperdiça oportunidades e perde para Cerro Porteño pela Libertadores

Estreando na fase de grupos da competição e jogando no Mineirão, o Galo conheceu sua primeira derrota no torneio

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Gabriel Andrea

Após passar das duas fases de mata-mata e derrubar dois times uruguaios na Copa Libertadores da América, o Atlético-MG estreou pela fase de grupos da competição. O primeiro compromisso foi contra o Cerro Porteño e saiu derrotado por 1 a 0.

Para o primeiro desafio no grupo, Levir Culpi teve apenas uma mudança em relação à equipe que costumeiramente vem entrando em campo. Jair foi titular ao lado de Adílson. O volante, ex-Sport, entrou na vaga de Zé Welison. Além da única mudança dentro das quatro linhas, outro fator foi o mando de campo - isso porque o time alvinegro optou por estrear na Copa Libertadores no Estádio Mineirão ao invés de atuar no Independência.

Com a bola rolando, os minutos iniciais já deram o que falar. As primeiras jogadas de ataque cada time levaram muito perigo. O Atlético foi o dono do primeiro ato de ataque, com Elias. O volante apareceu livre na área, chutou fraco e viu a defesa adversária tirar. No próprio contra-ataque do Cerro, Valdez foi lançado e chutou cruzado, levando perigo ao gol de Victor.

Aos 8 minutos, veio a polêmica da primeira etapa. Cazares cobrou falta com força em direção ao gol e a bola acabou entrando direto. O árbitro, porém, assinalou que, por tratar-se de um tiro livre indireto, a bola não poderia ter entrado sem antes tocar em algum outro jogador. Sendo assim, o Galo teve seu gol anulado.

Na sequência, Cazares arriscou de fora da área, a bola desviou na zaga da equipe paraguaia e bateu no travessão. No rebote, Ricardo Oliveira pegou mal e mandou para fora. Aos 20 minutos, o juiz novamente anulou o que poderia ser o gol do Atlético, com Ricardo Oliveira. O atacante estava em posição ilegal.

O time mineiro dominou todas as ações dentro de casa até o final da primeira etapa, sem dar chances para o Cerro, que via o contra-ataque como uma possível arma agredir o time brasileiro. Os paraguaios, entretanto, eram muito previsíveis e não conseguiam criar.

Ainda na primeira etapa, Elias ainda tentou de fora da área, mas mandou por cima do gol de Carrizo, sem levar muito perigo. No final, Ricardo Oliveira também tentou, mas sem êxito. O primeiro tempo acabou com bastante superioridade ofensiva por parte do Atlético, que foi infeliz na hora de finalizar suas jogadas.

O jogo retornou na mesma intensidade que teve durante os primeiros 45 minutos. Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Ricardo Oliveira pegou rebote e mandou por cima do gol do Cerro, o que causou um alvoroço logo cedo para o torcedor do time alvinegro.

Aos 8 minutos, Carrizo levou perigo ao cobrar uma falta direto ao gol atleticano e exigir a boa intervenção de Victor, que agarrou a bola com firmeza. No minuto seguinte o técnico Fernando Jubero mudou sua equipe e sacou o centroavante Valdez para a entrada de Churín.Llogo em sua primeira jogada de ataque, foi exigido e mandou de cabeça por cima do gol do time mandante.

No Atlético-MG, Culpi respondeu com a saída de Elias para a vaga de Chará, o que daria um “gás” às produções ofensivas do time atleticano. Aos 16 minutos, quase sai um golaço do time da casa. Luan puxou a jogada pelo lado esquerdo do ataque, parou a bola e enxergou Cazares na entrada da área, o meia cortou um dos defensores e chutou colocado, vendo a bola passar a centímetros do gol de Carrizo. O goleiro foi exigido novamente, na jogada seguinte, após um chute fraco de Jair.

Com 20 minutos veio a melhor chance do Atlético na partida. Patric chegou com velocidade pelo lado direito, acerta cruzamento preciso para Ricardo Oliveira, que mandou livre para fora, de cabeça. Nova chance clara desperdiçada pelo time da casa.

Saindo à todo momento, o Atlético começou a se expor para o time paraguaio, que pouco fazia para aproveitar as jogadas de ataque mal aproveitadas pela equipe atleticana. O Cerro não conseguia trocar passes no meio-de-campo. Restava, entretanto, que o Galo soubesse aproveitar seus lances ofensivos de forma objetiva.

Faltando pouco mais de 10 minutos para o final do jogo, veio o castigo para o time alvinegro. Churín recebeu boa bola cruzada de Ruíz, se antecipou à zaga atleticana, tocou fraco para o gol e cobriu o goleiro Victor. O atacante do time paraguaio estava em posição ilegal, mas o árbitro não anulou o gol.

Fábio Santos ainda tentou responder para o Atlético, mas Carrizo agarrou em dois tempos. A pressão só aumentava para o Alvinegro. O próprio lateral-esquerdo quase conseguiu o empate, aos 41 minutos do segundo tempo, depois de um chute forte, rente à trave esquerda do gol do Cerro Porteño. O jogo virou um completo drama no final da partida. Para completar, no último minuto, Ricardo Oliveira ainda teve um gol bem anulado pelo juiz, já que estava à frente do último zagueiro do time paraguaio.

Com a vitória, a equipe paraguaia conquistou seus três primeiros  pontos no Grupo E e espera o resultado de Zamora e Nacional para garantir a primeira colocação momentânea. Na próxima rodada da Copa Libertados, o Atlético-MG viaja para o Uruguai, onde encara o Nacional.

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