Análise: Flamengo, enfim, mostra que poderá contar com seu elenco na temporada
(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

Após a grande vitória sobre o San José-BOL, na altitude de Oruro (BOL), o Flamengo enfrentou o Vasco, no último sábado (9), com uma equipe praticamente reserva, visando o duelo contra a LDU-EQU, nessa quarta-feira (13), pela Copa Libertadores.

Apesar de entrar com seis jovens jogadores, e ter colocado mais dois na segunda etapa, a maioria deu uma resposta positiva ao técnico Abel Braga. César mostrou segurança, e quase pegou o pênalti de Máxi López. Thuller e Hugo Moura, este improvisado na zaga apesar da baixa estatura (1,77m), não comprometeram mesmo com a preocupação na bola aérea, apesar da penalidade duvidosa cometida pelo jovem zagueiro.

No meio, o volante Ronaldo começou a partida cometendo muitos erros, mas acabou tendo um bom desempenho no restante da partida, inclusive chegando ao ataque. Camisa 9 no clássico, Vitor Gabriel acabou sendo pouco participativo, e mostrou um nervosismo natural para quem estrava na equipe titular em jogos oficiais, e logo no clássico.

Lucas Silva e Klebinho, que entraram na metade final da partida, participaram ofensivamente, mas perderam algumas chances que poderiam ter definido o clássico. Além dos jovens, os jogadores "veteranos" também se destacaram. 

No meio, o paraguaio Piris da Motta foi um leão em campo. Com muita raça e vontade, o volante mostrou ter os pulmões em dia, conseguindo grandes recuperações na defesa, impedindo os ataques vascaínos. Também no meio-campo, o uruguaio Arrascaeta enfim voltou a jogar na parte preferida do gramado, e comandou a equipe-rubro-negra.

No ataque, Éverton Ribeiro e Vitinho participaram bastante da partida ao lado do uruguaio. O camisa 7 apareceu mais na primeira etapa, quando entrou mais na grande área, enquanto o camisa 11 ganhou 7 de 8 duelos individuais, e infernizou a vida do lateral-direito Raul Cáceres.

No segundo tempo, Vitinho sofreu com dores no adutor da coxa - será reavaliado nessa segunda-feira (11) - e deu lugar a Bruno Henrique, que entrou mantendo o nível e, até quando foi deslocado para a função de falso 9, se destacou, inclusive deixando Rodinei na boa para marcar, mas o camisa 2 perdeu o gol de maneira inacreditável.

Apesar do empate, o Flamengo mostrou que, enfim, poderá contar com seu elenco após três anos aumentando os investimentos, reforçando o elenco, e mesmo assim tendo um leque de opções reduzido, na maioria das partidas. Agora, o Rubro-Negro, embora ainda precise de alguns ajustes na equipe titular, mostra ter capacidade para encarar o forte elenco do Palmeiras, principal rival no futebol brasileiro.

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