Felipão elogia Carlos Eduardo pelo gol contra São Paulo: “Foi feliz no chute”
Felipão e Carlos Eduardo após o gol do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Divulgação/SE Palmeiras)

Felipão elogia Carlos Eduardo pelo gol contra São Paulo: “Foi feliz no chute”

Técnico do Palmeiras também falou sobre a inscrição de Juninho para a próxima fase do Paulista e a venda de Luan Cândido para clube europeu

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Isabella Molina

O Palmeiras enfrentou o São Paulo, neste sábado (16), no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Paulista. O Verdão venceu o Choque-Rei por 1 a 0.

Em entrevista coletiva, o técnico Luiz Felipe Scolari falou sobre a habilidade de drible e a velocidade de Carlos Eduardo, que marcou o gol do Palmeiras, seu primeiro pela equipe.

“É um atleta que vem trabalhando, vem conhecendo os seus companheiros. E os companheiros o vem conhecendo nos jogos de treinos. A qualidade do Carlos é velocidade, é o drible e é isso que nós precisamos fazer com que os nossos atletas entendam. O Carlos precisa entender que foi contratado por ter velocidade, por driblar, por chutar muito bem e aí uma coisa vai completando a outra. Mas não vamos nos esquecer que ele chegou em janeiro e nós estamos no início de março. Não é de um dia para o outro que a gente vai conseguir alguma coisa. Mas, felizmente, hoje conseguimos e acho que, com isso, uma parte do aspecto psicológico que ele vinha vivenciando por não fazer um gol em alguns momentos é deixado de lado e ele passa a ter uma atuação mais tranquila nos jogos que ele tenha que jogar. E os nossos atletas vão conhecendo melhor o Carlos. Vamos ver o que a gente consegue tirar de melhor em uma situação futura”, disse o treinador.

Felipão também analisou o resultado, afirmando que não existe resultado justo no esporte: “Resultado justo não existe no futebol. Quem aproveita melhor as oportunidades, ou uma ou duas, faz o gol, vence e pronto. Pode ter uma equipe com 70% de posse de bola, mas sem a qualidade de chegar à frente do gol, como uma outra equipe que tem 20%, chegou uma vez e soube fazer o gol. Acho que o jogo foi bem equilibrado. Se também terminasse em empate, não seria nenhum resultado catastrófico nem para nós, nem para o São Paulo”, afirmou.

Quando questionado sobre possível “puxão de orelha” nos jogadores durante o intervalo, no vestiário, o comandante do Verdão garantiu que isso não aconteceu.

“As oportunidades foram aparecendo para chutar um pouco de fora. A única coisa que a gente tentou corrigir no vestiário é que, quando tínhamos a bola para fazer a transição, quem tinha que aparecer da ponta para o meio era o Dudu e o Scarpa, porque, com isso, eles teriam a bola para trabalhar e teriam um espaço para o chute ou para o passe, coisa que no primeiro tempo não estávamos conseguindo porque a nossa saída era muito mais lenta. E aí, quando alguém puxa velocidade, abre um clarão para que a gente possa também trabalhar a bola. Foi isso que aconteceu no segundo tempo. Eles começaram a chutar um pouco mais e, em um desses trabalhos de bola, o Carlos Eduardo foi feliz no chute final”, disse.

Também perguntaram ao técnico se houve aproveitamento da situação de instabilidade do São Paulo pelos jogadores palmeirenses.

“Como técnico, eu não vejo assim. Não vejo a instabilidade do São Paulo porque eu não sei o que existe, o que não existe, então não posso falar. Eu vejo que, quando fizemos o gol, o São Paulo saiu um pouco mais, oportunizou que nós tivéssemos uma bola um pouco melhor trabalhada e, de vez em quando, uma bola um pouco mais alongada. Eu digo que é um passe mais longe e para alguém que tem velocidade como o Carlos Eduardo, que, segurando essa bola na frente, fazia com que nosso time viesse tranquilamente, trabalhasse e tudo mais. Foi isso que fez a diferença no segundo tempo. Além disso, no segundo tempo, em determinado momento, o Dudu foi fazer uma função de jogador de meio, o Goulart passou a centroavante e nós começamos a ter um pouco mais a bola e melhoramos um pouco. Mas, também tem o mérito do São Paulo no primeiro tempo, que não nos deixou fazer aquilo que queríamos”, elogiou.

Sobre os cartões e a ausência de jogadores na próxima partida, por suspensões ou convocações para seleção, Felipão garantiu que vai estudar para ver o que fazer.

“Tem sete ou oito aqui com cartões. Tenho que estudar. Além disso, eu não tenho o Gómez, não vou ter o Weverton, mas tenho tranquilamente os outros goleiros. Mas, de zagueiros, não tenho o Gómez, não tenho o Luan, o Antonio Carlos, com o terceiro cartão. Não tenho inscrito o Juninho, que, por sinal, é um jogador que, desde agora, vou anunciar a vocês que vou inscrevê-lo depois do jogo da Ponte Preta. Tenho gostado muito dos treinamentos e da forma como ele se comporta. Independente de uma outra pessoa, da torcida do Palmeiras, não gostar dele, é um jogador que tem se dedicado e nós precisamos de um zagueiro de pé esquerdo. Então, vou ver o que vou fazer para o jogo. Só tenho um zagueiro, só o Dracena, por enquanto. Vou arranjar um outro zagueiro. Mesmo o Vitão, que é o do júnior, machucado. Vou ver o que dá para fazer. É uma situação que a gente tem que estudar. Quem sabe, no improviso, o Thiago de zagueiro. Vamos ver. Agora, classificados, dá para relaxarmos um pouco”, afirmou o técnico.

O treinador do Palmeiras ainda falou sobre as convocações de Weverton e Gustavo Gómez para representarem suas seleções em amistosos.

“São datas FIFA. Não tenho nada que me queixar. São datas FIFA e tanto o Gómez quanto o Weverton foram convocados. O Borja só não foi convocado porque o Carlos Queiroz, conversando comigo, disse que, nesse momento, ele vai levar jogadores mais jovens para observar e ele está certo, porque depois vem a convocação para a Copa América e ele tem que saber, já que o Carlos é novo na seleção da Colômbia. Se o Borja também tivesse ido, tenho que respeitar. Sobre data FIFA, não se tem que falar nada e acabou o assunto. Quando se faz o calendário, nestas datas, não deveria existir o jogo, como é na Europa. Mas existe e não vamos discutir mais”, garantiu.

Felipão acredita que a venda de Luan Cândido para clube alemão foi uma excelente negociação.

“Eu acho que foi uma venda maravilhosa. Quando vem um clube da Europa e oferece 10 milhões de euros a qualquer jogador, de qualquer clube do Brasil, da primeira divisão, qualquer um vende. Mesmo sendo titular, pode ser até da seleção, vende. E nós vendemos o menino que é do júnior por 10 milhões de euros. Maravilhosa venda. O que o Alexandre e o Palmeiras têm feito é fantástico. E também têm feito outras coisas. Nós mantivemos Dudu, nós mantivemos Bruno Henrique, nós renovamos os contratos. O dinheiro não cai do céu. O Palmeiras vendeu um atleta de 18, 19 anos, por esse valor, continua com um percentual bom numa próxima transferência, segurou os grandes jogadores. Então, acho que o Palmeiras fez uma venda espetacular”, disse.

O comandante também comentou sobre as alternativas e as táticas de jogo.

“Penso que vocês têm notado que o Felipe Melo, quando joga, muitas vezes, vai buscar a bola nos nossos zagueiros. Nossos zagueiros abrem para jogar e os nossos laterais se aprofundam. Temos ainda o Diogo, que vai bastante, o Marcos Rocha, que vai muito. Nós procuramos alternativas. Às vezes, no jogo, essas oportunidades não surgem. Mas estamos trabalhando todos os dias, nos treinamentos, para que isso seja uma sequência para determinados momentos de um jogo. Quando queremos velocidade, temos Felipe Pires e Carlos Eduardo. E aí, a gente vai colocando como a gente colocou hoje. Vamos ver se a gente continua tendo uma sistemática de jogo que seja interessante para determinados tipos de jogos quando eles se apresentarem para que a gente possa fazê-lo”, afirmou.

O técnico finalizou a coletiva falando sobre inscrições de outros jogadores nas próximas fases do Paulista e em demais campeonatos.  

“Já estão inscritos 30 na Libertadores. Tanto é que o Hyoran, nos dois jogos da Libertadores, jogou. Isso é para que vocês notem o quanto valor eu dou. Agora, só pode inscrever 26. Não esqueçam que, 26, para as equipes do interior de São Paulo, que jogam Campeonato Paulista, é uma coisa. Para quem joga Libertadores e Copa do Brasil, é outra coisa. Não consigo entender esse raciocínio da Federação, mas é uma norma, então vamos cumprir. A partir do jogo da Ponte Preta, eu posso trocar quatro atletas. Vou trocar, no mínimo, dois, porque dentro das características e tudo mais, nós teremos que nos adaptar a uma outra situação, já que vem as quartas de final, semifinal. Dentro dessas prerrogativas, tenho o Juninho, que vai ser inscrito. O segundo eu vou ver ainda, estudar um pouquinho para ver ser realmente vale a pena”, finalizou o treinador palmeirense.

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