Baseado na união, Ricardo Tenório anuncia candidatura à
presidência: “O Fluminense é maior”
(Foto: Divulgação/ Ricardo Tenório)

Nesta terça-feira (30), Ricardo Tenório, ex-vice de futebol e candidato à vice de Mario Bittencourt na eleição de 2016, anunciou sua candidatura à presidência do Fluminense. A chapa tem o nome de “Libertadores” e ele explicou a escolha.

A Libertadores é um sonho de todos os torcedores têm. Mas o nome da chapa é mais do que isso. É libertar o clube dessas amarras. Da falta de transparência e de governança. Temos um clube sem projeto, sem planejamento. Temos de libertar o clube disso” disse.

Tenório também destacou que o clube precisa de união para sair da lona em que se encontra, segundo o candidato à presidência.

No Fluminense as pessoas têm a tendência de derrubar biografias. Mas a gente tem é que discutir o Fluminense. Aí cabe diálogo e união em torno de um projeto maior. Porque o Fluminense está na lona e precisamos tirá-lo dela”.

Em relação à crise financeira que o clube enfrenta, Ricardo Tenório ressaltou que o caminho para sair de tal situação envolve um marketing forte, que faça o torcedor voltar a frequentar os jogos.

A crise não é de agora. O problema financeiro é real: a dívida é crescente. Se a gente não discutir, não teremos solução. Temos a marca e precisamos explorar melhor ela. Para isso, precisamos de um marketing forte para gerar dinheiro para o clube e para trazer o torcedor de volta. Ouço que a culpa é do torcedor por não ir aos jogos. Não é isso. O torcedor é vítima”.

Tenório falou sobre a ruptura com Mário Bittencourt e Celso Barros. Ele explicou o motivo de seu desligamento e ressaltou que a relação com os dois permanece ótima.

A primeira questão é responder por que não eu como candidato? Já fui duas vezes vice de futebol e colaborei com o Fluminense. Na última eleição, fui vice do Mário. Um ano depois, nos unimos com o Celso. A essência do triunvirato era não ter personalismo. Era o projeto. Ao longo do tempo, isso se diluiu. Quando eu vi que a coisa era para uma pessoa, eu decidi seguir meu caminho. Tenho ótima relação com os dois, não briguei com ninguém. Tenho projeto. O Fluminense passa por uma crise enorme e eu acredito que posso conduzir isso de forma pacífica. Não cabe mais o Fla-Flu interno. Vivemos uma briga insana”.

Sobre as diferenças com Mário Bittencourt, Tenório afirmou que não há nenhuma em relação à amizade e lembrou que foi ele quem levou Mário ao futebol. No entanto, afirmou que sabe lidar com todos os grupos políticos, diferente do amigo.

Conheço o Mário desde 2007. Em 2009, fui eu quem levou o Mário ao futebol. Ele estava no departamento jurídico. Eu o trouxe e tivemos a trajetória de sucesso. Não vejo nenhuma diferença no sentido da amizade. Porém, em 2016, eu tinha uma candidatura. Tinha um grupo que queria me lançar. Na época, achei que o nome dele era melhor para combater a situação. Quando vi que a coisa virou pessoal, mudei o caminho. Eu posso liderar isso, com todos os grupos políticos. E não sei se posso dizer isso dele”.

Tenório falou sobre seus projetos para Laranjeiras e um estádio próprio. O candidato defendeu a revitalização da sede do clube e falou sobre a parceria do Tricolor com o Flamengo na administração do Maracanã.

A revitalização de Laranjeiras é importantíssima. Não tendo custo ao clube, tem de fazer. A história do futebol brasileiro começou ali. Não tive muito acesso ao projeto, mas sou a favor de revitalizarmos.

É importante ter a relação comercial do Flamengo no Maracanã. Mas não podemos ser abaixo deles. Isso tem de ser revisto. Temos de colocar os tributos em dia para conseguir a CND e seguir a relação de igual para igual. O Maracanã é a casa do Fluminense, é essencial. Vou lutar para isso.

Acho que cabe ao torcedor decidir sobre o estádio próprio. Ao fazer o CT, se consulta jogadores e pessoas do mercado. Para o estádio, tem de fazer essa consulta. Vou ser ali a pessoa que dará alternativas para decidir. O projeto do Pedro Antonio é válido, vou avaliar”.

Sobre os esportes olímpicos, ele afirmou que não é a favor de extinção. E explicou o que deve ser feito para que ganhem destaque.

Não defendo a extinção. Temos história. Um não é excludente do outro. É uma visão equivocada. O que tem de ser feito é uma divisão de centro de custo. E cada departamento tem de buscar receita para ser viável. O futebol é uma marca superavitária. Além disso, aí coloco o social junto, tem de ser sustentável. E é o que vamos fazer. Vou tratar tudo com o devido respeito”.

Ricardo Tenório afirmou também que conta com a ajuda de Pedro Antonio para terminar as obras do CT. E voltou a afirmar que o caminho para o Fluminense é a união geral dos tricolores.

Ele está inacabado. Respeito o Pedro Antonio. Ele falou que não será candidato e que não apoiará ninguém. Eu eleito, vou convocá-lo para terminar o CT. No Fluminense, não cabe a indiferença. Todo o tricolor tem a obrigação de ir lá e votar. As candidaturas estão aí. Prefiro uma união geral”.

Tenório contou que a paixão pelo Fluminense foi o que motivo que o levou a querer ser presidente do clube. E afirmou que se sente capaz de liderar as mudanças necessárias ao bem do Tricolor.

O que me leva é a paixão. E o entendimento de liderar essa união. A crise é gravíssima e sem precedente. A marca desportiva é muito forte. Me sinto capaz de fazer isso, de liderar essa empreitada. Eu acabei de desembarcar de uma situação, que não tive outra alternativa. Estou conversando, fui inflado por empresários a me lançar. Respeito os grupos políticos, mas acho que o maior é o Fluminense”.

Sobre os planos para o futebol, Tenório ressaltou que, caso vença, não irá fazer mudanças radicais no primeiro momento. E defendeu que o clube não pode mais agir com amadorismo.

Eu assumindo no dia 10, vou pegar um carro andando. Seria insano pegar e fazer uma mudança radical. Tenho de dar condição de trabalho à comissão técnica. Claro que vamos mostrar a nossa filosofia vencedora. Entendo que há de tomar cuidado com os profissionais que lá estão e, se for o caso, mudar em 2020.

Parreira é meu amigo, foi nosso consultor na campanha passada, mas agora não pode nos ajudar. Tenho pessoas que podem ajudar.

Defendo a austeridade sempre. É um mote da minha vida. Sou empresário, não sou aventureiro. O Fluminense é coisa séria, não é brincadeira. Se tem de criar condições de investir no futebol. Sempre foi assim: se investe e depois se busca. Temos de buscar receitas extras. O clube precisa ser mais empresarial e menos amador”.

Finalizou com uma mensagem ao torcedor, que, segundo ele, é vítima. E ressaltou que é preciso recuperá-lo, para que ele volte a frequentar os estádios.

A fragmentação só diminui o Fluminense. Se as pessoas deixarem a vaidade de lado, só o Fluminense ganha. O torcedor é vítima. Ouço que a culpa é de que o torcedor não vai ao estádio e a culpa é dele. A gente maltrata o torcedor. Falta carinho ao torcedor. Isso foi esquecido e vamos recuperar” encerrou.

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