Fluminense empata com Cruzeiro e deixa classificação da Copa do Brasil em aberto
Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Vindo de momentos conturbados no ano, Fluminense e Cruzeiro foram postos frente a frente nas oitavas de final da Copa do Brasil para ver quem seria capaz de avançar para a próxima fase da competição. O tricolor, mandante da primeira partida - realizada no Estádio Maracanã - vem participando do torneio desde as fases iniciais. Para chegar até aqui, precisou bater o River (PI) na primeira fase, o Ypiranga na segunda fase, o Luverdense na terceira e o Santa Cruz na última fase - depois de dois duros jogos e a classificação garantidas nos pênaltis.

O time celeste, por sua vez, é o atual bicampeão da competição e já entrou direto na fase de oitavas de final da competição de mata-mata por estar na Copa Libertadores. A Raposa busca, dessa forma, seu terceiro título seguido no torneio e o sexto no total. A Raposa entrou em campo sem vencer o Fluminense por cerca de 11 anos jogando no Rio de Janeiro e esperava quebrar esse tabu.

Pensando no duelo, o mandante tinha o desfalque de seu principal jogador: o atacante Pedro. Para o lugar do camisa 9, Léo Artur foi o escolhido de Fernando Diniz. Na ausência de um centroavante, Yony González foi o escolhido para atuar na posição. Na última partida do clube, válida pelo Campeonato Brasileiro, o tricolor foi derrotado por seu rival Botafogo por 1 a 0.

No lado do time mineiro, Mano Menezes tinha absolutamente todo o seu elenco a disposição para enfrentar o tricolor. A única ausência - que já deixou o DM e está na transição da fisioterapia para o campo - era a de Marquinhos Gabriel. No mais, jogadores considerados titulares e que não participaram para a derrota para o Internacional na última partida do time celeste - como Robinho, Egídio e Orejuela - começaram entre os 11 iniciais contra o Fluminense.

Dentro da proposta dos dois clubes, o jogo começou como já era esperado. O Cruzeiro, muito técnico mas sem a costumeira posse de bola, jogou esperando os contra-ataques. O Fluminense, mesmo sem ter a característica da posse de bola no meio-de-campo, procurou justamente manter a bola nos pés nos minutos iniciais.

Com boas jogadas pelas laterais, nas frequentes subidas de Caio Henrique e Gilberto, Luciano e Yony González foram quase sempre chamados na frente e tentaram chutes de média distância, porém sem assustar o goleiro Fábio. A Raposa ficou os 20 primeiros minutos sem sequer chutar a gol ou tentar jogadas agudas em direção ao ataque do time carioca. A bola não chegava no artilheiro Fred.

Com bastante imposição, faltava apenas um bom “último passe” para o mandante, que muito tentava mas era incapaz de matar a jogada. Do lado do irreconhecível Cruzeiro, Rodriguinho e Robinho - os homens responsáveis pelo setor de criação do clube - não conseguiam trocar três passes e deixavam com que a bola ficasse quase que integralmente nos pés dos jogadores tricolores.

Os melhores lances do primeiro tempo passaram pelos pelos do lateral Gilberto, que se aproveitou como quis da fraca marcação de Egídio pelo lado direito do ataque e quase levou o Fluminense ao primeiro gol da partida. No final das contas, quem acompanhou o primeiro tempo no Maracanã viu uma partida péssima tecnicamente e bem improdutiva pelos dois lados. Fernando Diniz e Mano Menezes tinham muito o que fazer para abrir o placar na etapa final.

A volta do jogo foi bem mais animada que o final da primeira etapa. Logo de cara Matheus Ferraz subiu mais que a zaga cruzeirense e quase fez o primeiro dos cariocas. Yony González também tentou pelo lado esquerdo

Na marca dos 12 minutos, entretanto, na primeira grande chegada do time celeste no jogo, Robinho deu uma belíssima assistência para Pedro Rocha sair em velocidade, chutar forte e cruzado para abrir o placar no Maracanã. O gol saiu na primeira finalização do Cruzeiro no jogo e com mais uma assistência de Robinho na temporada.

Após o gol o Cruzeiro começou a sair mais para a partida, o que culminou com a baixa da produção ofensiva do ataque tricolor. Mesmo atrás no placar, o Fluminense tentou responder com um chute fraco de Léo Artur.

Na metade do segundo tempo Mano Menezes sacou Rodriguinho para colocar o volante Jadson, buscando dar mais um backup defensivo no meio-de-campo do time azul. No time da casa, Ewandro entrou na vaga de Daniel para mandar o tricolor para cima. O próprio meia-atacante deu profundidade para o time e foi exigido em duas oportunidades seguidas de ataque.

Aos 35’ quase o Fluminense empatou o jogo no Rio de Janeiro com o garoto Marcos Paulo. O meia chutou de fora da área e a bola pegou no travessão de Fábio, para o desespero dos mais de 16 mil torcedores presente no estádio.

Só que, aos 48 minutos do segundo tempo, após um bate-rebate em jogada de escanteio, João Pedro sobrou livre na pequena área para igualar o placar para o tricolor, praticamente nos últimos segundos da partida.

E dessa forma a classificação ficou aberta para o segundo jogo. Em uma partida bastante abaixo do aceitável para o nível das duas equipes, o placar ficou em 1 a 1 e muitas emoções prometem para o segundo duelo. O Cruzeiro bateu a gol apenas por uma vez na partida, contra 20 tentos dos mandantes. Após um primeiro tempo muito morno, o segundo tempo foi mais acelerado e proporcionou os gols da partida no Maracanã.

Os times agora se enfrentam no dia 5 de julho pela partida de volta, que será realizada no Estádio Mineirão, às 19h15.

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