Com Estados Unidos de intruso, seleções europeias dominam quartas de finais pela primeira vez
Foto: Divulgação/FIFA

O velho continente está dominando as quartas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminina. O mundial realizado na França quebrou um recorde: das oitos seleções sobreviventes, sete são da Europa. O intruso é os Estados Unidos, tricampeão e favorito ao título.

Além das americanas, Noruega, Inglaterra, França, Itália, Holanda, Suécia e Alemanha carimbaram suas vagas nas quartas

Em contagem regressiva para saber qual das equipes que irá levantar o troféu, uma coisa é certa: os corações vindo das arquibancadas terão os batimentos acelerados. Cada partida possui uma média de 2.9 gols - significa que a rede foi balançada 126 vezes. As melhores pontarias vem das americanas. De 20 finalizações, acertou 19. Por sua vez, a  campeã Noruega é a que menos contribuiu das finalistas. Em sete jogos disputados, marcou cinco em sete oportunidades.

Classificação Equipe Jogos disputados Finalizações Gols marcados Gols contra
EUA 4 20 19 1
Alemanha 4 9 9 0
Itália 4 9 9 2
França 4 9 9 2
Austrália 4 9 8 6
Inglaterra 4 8 8 1
Suécia 4 8 8 3
Holanda 4 8 8 3
Noruega 4 7 5 4
10º Brasil 4 7 7 5

Fonte: FIFA

Confira as forças das oito finalistas

Inglaterra

Foto: Divulgação/FIFA   

Com um possível desfalque de Millie Bright, que está se recuperando de uma gripe, as Leoas estão em busca da sua melhor campanha em uma Copa do Mundo. Caso consiga o triunfo, vai chegar a cinco jogos sem perder. Durante a competição, a Inglaterra só levou um gol, contra a Escócia, pela segunda rodada do Grupo D. O técnico Phil Neville é considerado estudioso e busca os detalhes táticos das adversárias .

A atacante Ellen White é a artilheira da seleção inglesa. Com quatro tentos - todos marcados com a canhota-, a camisa 18 procura arrematar dentro da área. Ao todo, foram 10 tentativas e somente duas fora.

Noruega

Foto: Divulgação/FIFA     

Em busca do bicampeonato, a Noruega usa palavras de ordens como motivação. Desde a eliminação na fase de grupos em 2007 e nas oitavas no ano de 2015, a Gresshoppene resolveu mudar a maneira de pensar e como agir dentro do campo: respeito, união, profissionalismo e segurança. Tendo esta mentalidade, a meia-campista Guro Reiten realçou a importância para o convívio do grupo.

“Todo mundo tem dias ruins na Copa do Mundo, e é ótimo ter alguém para lhe dar um tapinha no ombro e dizer que vamos passar por isso juntas. Não cabe a você ou a mim - cabe a todos nós fazer isso em conjunto, e você vê isso em campo quando comete um erro e outra pessoa tenta imediatamente corrigir isso ”.

Com esses pilares, as escandinavas também exploram as habilidades de Caroline Graham Hansen. Apostando nas jogadas de velocidade, a jogadora de 24 anos possui 14 chutes, sendo a metade em direção ao gol. Todavia, já procurou servir as companheiras em 13 ocasiões.

França

Foto: Divulgação/FIFA     

A França  possui o Lyon como base de sua seleção. Com 100% de aproveitamento, a anfitriã conta com um elenco recheado. Kadidiatou Diani consegue jogar com facilidade pelos dois lados do campo e no meio. Amandine Henry é a dona do meio-campo. A capitã dos Les Bleues acertou a meta duas de três chutes em direção ao gol.

Mais quem usa a 10 é Amel Majri, que gosta de  defender, driblar, passar e atacar. A lateral-esquerda possui cinco finalizações. Porém, um dos seus pontos forte é o cruzamento, no qual, deu três assistência dos nove gols marcados da seleção.

Estados Unidos

Foto: Divulgação/FIFA     

A seleção estadunidense protagonizou a maior goleada da história das Copas, ao vencer a Tailândia por 13 a 0, na primeira rodada do Grupo F. As comandadas de Jillian Anne Ellis possuem uma invencibilidade de 13 jogos:  triunfaram 11 vezes e empataram duas. Alex Morgan é uma das estrelas do elenco. A camisa 13 marcou cinco gols - três com a canhota, uma com a direita e um de cabeça.

Megan Rapinoe e Carli Lloyd, estufaram as redes em três ocasiões. A primeira junta de Morgan, foram as que mais serviram as companheiras. Tendo cada uma três assistências.

Itália

Foto: Divulgação/FIFA      

Em seu segundo mundial, a Azurre tem a técnica Milena Bertolini como principal mentora. Dispondo da confiança das suas comandadas, a ex-atleta  vem mudando a escalação no meio-campo. A grade prova veio no duelo contra a China. As Steel Roses impediram as ações das italianas, e ainda no primeiro tempo, sacou a atacante Cristiana Girelli e colocou Aurora Galli. Uma troca do 4-3-3 para 4-1-4-1. Dessa forma, a seleção italiana se organizou e derrotou as asiáticas por 2 a 0.

Holanda

Foto: Divulgação/FIFA      

Atual campeã da Europa, a seleção holandesa nunca havia chegado nas quartas de finais. Para ajudar na caminhada, Lieke Martens fez sua melhor partida nas oitavas. Com  boa leitura de jogo, a meia-atacante marcou dois gols. Ao seu lado, temos Vivianne Miedema, de 22 anos. A jovem é a maior artilheira das laranjas com 60 tentos - recorde conquistado no mundial.

Alemanha

Foto: Divulgação/FIFA      

A bicampeã mundial, entrou na competição propondo a renovação. Mesmo sendo jovens, as atletas conhecem as dificuldades. Ao todo, 15 já disputaram a Copa do Mundo Feminina Sub-17 e Sub-20. Da novas revelações está Sara Däbritz. A meia do Bayern de Munique é autora de três gols. Em 17 finalizações, 10 foram dentro da área e sete fora. Além de contar com a experiência de Almuth Schult. A goleira ainda não viu suas redes balançar.

Suécia

Foto: Divulgação/FIFA      

A Suécia já possui uma heroína. A arqueira Hedvig Lindahl foi um dos destaques ao defender o pênalti de Beckie, da Seleção Canadense e garantiu a classificação das Blågula para as quartas. Na frente, poderão apostar na velocidade de Kosovare Asllani. De quatro tentativas em direção a baliza, a jogadora marcou dois gols e deu uma assistência.

Melhores edições das finalistas

Seleção Campanha Ano
Inglaterra Terceiro lugar 2015
Noruega Campeã 1995
França Quarto lugar 2011
Estados Unidos Campeão 1991, 1999 e 2015
Itália Quartas de finais 1991
Holanda Oitavas de finais 2015
Alemanha Campeã 2003 e 2007
Suécia vice-campeã 2003

 

VAVEL Logo