Hemerson Maria desabafa sobre salários atrasados no Figueira: "Clube está agonizando por ajuda"
Foto: John Léo/Figueirense FC

Hemerson Maria desabafa sobre salários atrasados no Figueira: "Clube está agonizando por ajuda"

Time briga pelas primeiras posições da Série B, mas jogadores estão com salários atrasados desde maio

jessicaalbuquerque
Jéssica Albuquerque

O técnico do Figueirense, Hemerson Maria, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (19) após o empate em 1 a 1 com o Londrina, pela Série B do Brasileirão. Apesar da boa campanha, o comandante falou sobre a situação dos jogadores, que estão há dois meses sem receber e não treinaram durante dois dias em protesto contra o atraso.

"Estou de saco cheio com o que está acontecendo. Passou pela minha cabeça (sair), mas com apelo dos atletas e de funcionários eu senti que sou importante aqui. Quando eu sair daqui, quero que as pessoas sintam a minha falta. Tenho integração legal com funcionários, e eles são heróis. O clube está agonizando por uma ajuda, que alguém venha e o resgate. Tem que ser resgatada a dignidade do Figueirense. Falam em notáveis, mas os reais notáveis são os torcedores e os funcionários do Figueirense", disse.

Entre as declarações, o treinador afirmou que recebeu propostas de outros clubes, inclusive fora do país, mas que optou por permanecer no Figueira. "Tenho mercado na Série B, na Série A. Recebi alguns convites. Tive uma proposta para ganhar 500 mil dólares no mercado árabe. Ajudaria bastante na questão financeira, mas eu não poderia dar as costas para o clube que é responsável por eu estar aqui".

Além de não terem treinado por dois dias, os jogadores também não foram para a concentração antes da partida contra o Brusque, pela Recopa Catarinense. Na última segunda-feira (15), o Figueirense adiantou a quinta cota das seis que a instituição tem direito junto à CBF. Hemerson Maria apoiou o elenco.

"Disseram que jogador tem que jogar. Mas o jogador tem conta para pagar, colocar gasolina no carro, aluguel. Esse grupo do Figueirense, em termos financeiros, custa um terço do que o grupo do ano passado. Me deram garantia de pagamento em dia. Eu me comprometi com os jogadores dizendo que tinha promessa de não atrasar. Não sai porque tenho afinidade com estes atletas. Precisa haver harmonia. Se não fosse resolvida a situação, o presidente fosse lá conversar, os jogadores não iriam entrar em campo, porque eu nunca vi um grupo tão fechado", finalizou.

Sexto colocado da Série B com 17 pontos, o Figueirense volta a campo na terça-feira (23) diante do Paraná, às 19h15, novamente no Orlando Scarpelli.

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