Mano Menezes reconhece mudanças na postura do Cruzeiro e afirma não querer ser o 'empecilho'
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro 

Mano Menezes reconhece mudanças na postura do Cruzeiro e afirma não querer ser o 'empecilho'

Treinador revelou que teve conversas com dirigentes celestes sobre sua situação no cargo 

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Paulo Alfaro

Após derrota no clássico para o Atlético-MG por 2 a 0, o Cruzeiro chegou a dez partidas sem vencer e sete derrotas no Brasileirão - número é o mesmo em jogos que a equipe não marca gol. O time celeste convive com a dura realidade da zona de rebaixamento (17°). Em nítida situação de crise, o técnico Mano Menezes enxergou diferenças na postura e encara a falta de gols como principal adversário na atual fase.

“Um clássico de 62% de posse de bola contra 38. Em termos de conclusão (6 contra 4), muito parelho com o Atlético. Mas, voltou a pecar no fundamento maior que a gente está pecando ultimamente: nós não estamos conseguindo fazer gol, em qualquer formação”   

Ainda sobre a escassez do ataque – a pior da história do clube – o treinador admitiu que o sofrimento dos jogadores atrapalha ainda mais a quebrar o tabu, e afirma o atual cenário como preocupante.

“Nós temos escolhido algumas coisas diferentes para os jogos, e até fui criticado por isso, pela linnha que escolhi para Libertadores e para o mata-mata, em função dessa dificuldade que estamos tendo por isso. Tem sido muito custoso para a gente fazer um gol, e quando é muito custoso você não pode sofrer, porque quando você sofre, você não consegue reverter ou não consegue empatar. Então, é preocupante mesmo. Nós estamos preocupados, juntamente com o torcedor, nós estamos preocupados.“

Mano também revelou à imprensa que conversou com os dirigentes quanto a sua situação frente ao clube, que tem sua pior campanha até a 13°rodada desde 2003 – era que deu início aos pontos corridos:

“Eu sempre trabalho com transparência. Antes de vir aqui (na sala de imprensa) eu fiz uma reunião lá dentro do vestiário e deixei as pessoas da direção muito à vontade se elas quisessem tomar uma atitude que não fosse pela continuação do trabalho. Comigo não há constrangimento. Eu sei do momento que estamos passando e como está grande este momento para a realidade do Cruzeiro e para a realidade dos treinadores do futebol brasileiro. Não quero ser eu o empecilho para a recuperação do Cruzeiro. Então, deixei bem claro antes de vir aqui. A direção colocou a confiança no trabalho do treinador, e eu tenho a confiança que posso fazer, juntamente com os jogadores, essa recuperação.”

O Cruzeiro tem, agora, suas atenções voltadas à Copa do Brasil, quando enfrenta o Internacional, quarta-feira (7), no Mineirão. Partida que dá início às semifinais do torneio.  

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