Flamengo se recupera no Brasileiro, mas Jorge Jesus ressalta: “Não há prioridades”
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Flamengo se recupera no Brasileiro, mas Jorge Jesus ressalta: “Não há prioridades”

Equipe se comporta bem e vence Grêmio em noite com mais de 57 mil presentes no Maracanã

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Louise Wine

Depois de ser derrotado por 3 a 0 no último domingo, na Fonte Nova, o Flamengo recebeu a chance de retomar as rédeas em busca da vitória dessa vez em casa, contra um Grêmio recheado de reservas. Ainda com alguns desfalques Jorge Jesus mesclou sua forma de jogar com os jogadores disponíveis e venceu com autoridade o tricolor gaúcho por 3 a 1 em mais uma noite de Maracanã lotado.

Na entrevista coletiva logo após a partida, o treinador português falou sobre a opção de começar com Everton Ribeiro no banco. O camisa 7 entrou no decorrer do segundo tempo.

“Foi uma vitória importante. Everton não foi primeira opção porque tem jogado fora da condição melhor, clinicamente teve alguns problemas. Tentei uma ideia diferente de jogo. Preferi usar ele com o adversário mais cansado”, explicou.

Já perguntado sobre o desempenho do time dentro de casa, Jesus deu ênfase ao grande poderio ofensivo da equipe rubro-negra. Embora a estatística esteja a favor do Flamengo no ataque, o sistema defensivo não tem sido tão eficiente.

“Os números justificam isso. Fizemos no Maracanã 12 gols. Mostra nossa forma ofensiva. De fora da área é um dado importante. Aqui somos muito criativos, temos muito poder. Temos que melhorar a componente defensiva. Hoje teve o pênalti. Não pode acontecer”, evidenciou Jorge Jesus.

Ainda falando sobre pênaltis, dessa vez na penalidade cometida por Rafael Galhardo em cima de Bruno Henrique, não marcada pela arbitragem, o Mister mostrou incredulidade.

“Não entendi como foi possível não marcarem o pênalti no Bruno Henrique. Puxão dentro da área vão marcar quatro, cinco pênaltis”, disse.

Um dos jogadores que receberam destaque na coletiva foi o volante Willian Arão. Os elogios ao camisa 5 não se restringiram às redes sociais, que fizeram de seu nome um dos ‘trending topics’. Muitos elogios vieram também do comandante português.

“O Arão é muito competitivo, joga 90 minutos com muita intensidade. Tecnicamente rende mais jogando de frente, como primeiro volante. O Diego, o pensador do jogo, não conto com ele. Isso me obrigou a olhar para o Arão e outros jogadores de forma diferente”, detalhou Jesus.

O Flamengo enfrenta o Vasco da Gama no próximo sábado, dia 17, às 19h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O terceiro colocado busca encostar ainda mais no líder Santos, 5 pontos a frente.


Outros trechos da coletiva

Prioridades

“Não. Não fui formado como treinador dar prioridade a nenhuma competição. Fui educado a tentar ganhar todas as competições. Não há prioridade entre Libertadores e Campeonato do Brasil. Quero ganhar os dois.”

Balotelli no Mengão?

“Não vou falar muito do Balotelli. Não é jogador do Flamengo. Pedi um centroavante. Ainda não chegou nenhum. Cada vez mais difícil. Balotelli conheço bem, não tenho dúvida sobre o valor dele. Mas até onde sei não há nada que justifique eu sonhar com ele.”

Mudanças no sistema

“Entrei com um sistema diferente. Já tinha dito que tínhamos um plano B, se o A não entrasse. O time  começou a perder organização no meio, o Luan com muita liberdade. Mudei e tudo deu certo. Arão fez o gol. No segundo tempo insisti nesse esquema e deu certo. Às vezes não dá.”

Gerson, o curinga

“Tem 22 anos. Não entendo como deixaram voltar da Itália. Não é novidade para mim. Não deram nada pelo Gerson. Grande jogador. É o nosso joker (curinga). Taticamente muito evoluído. Seja onde for, tem influência.”

Rafinha suspenso

“O Rafinha tem feito bons jogos, muito levezinho, bom jogo ofensivo. Não é fácil marcar no 1 contra 1. Muito experiente. Não vai jogar agora... entra outro. Nas laterais, jogando ou outro, no time não vai sentir a diferença.”

Adaptação na zaga

“O Thuler está crescendo jogo a jogo. É forte fisicamente. Falta um pouco de posição, como também ao Pablo. Se conhecem pouco. Verdade que o Grêmio não criou muitos problemas. Se preocupou mais com a posse de bola.”

Influência de Abel

“Este grupo é especial. Nunca tive chance de ver um time tão unido. Isso é por causa do Abel Braga, que escolheu esse grupo. Se preocupam uns com os outros. Fantástico.”

Campeão brasileiro?

“O Brasileiro é uma maratona. Na Europa olhamos para o nacional um pouco diferente. Chegamos com oito pontos atrás, mas não nos preocupou. É possível recuperar, se tiver time. Reduzimos para cinco. Será jogo a jogo. Ser mais regular do que os outros”, afirmou, por fim.

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