Filipe Luís projeta ida contra o Inter na Libertadores: "Não podemos tomar contra-ataques"
Foto: Reprodução / FLA TV

Filipe Luís projeta ida contra o Inter na Libertadores: "Não podemos tomar contra-ataques"

Lateral-esquerdo do Flamengo concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (20)

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Leonardo José

Na véspera do primeiro jogo entre Flamengo e Internacional pelas quartas da Libertadores, o lateral-esquerdo Filipe Luís concedeu entrevista coletiva na Gávea na manhã desta terça-feira (20). Estreante na competição continental, o jogador flamenguista abriu a entrevista falando sobre sua ansiedade de estar em campo nesta quarta-feira, a partir das 21h30.

"Ansioso por esse jogo. Depois de tantos anos jogando Europa League e Liga dos Campeões, jogar Libertadores é especial, porque é uma competição diferente. Por mais que seja contra times brasileiros, mas é especial. Nunca tive a oportunidade. Quando eu estava no Figueirense fui inscrito na Sul-Americana, mas não tive a oportunidade de jogar. Acho que para ter uma carreira completa tem que passar pela Libertadores. Então, como eu falei, estou bem ansioso para poder estrear."

Filipe também projetou uma espécie de "jogo ideal" para sair vitorioso no encontro de ida, no Maracanã. Além de ressaltar a importância de não sofrer gol em casa, ele exaltou Guerrero e o estilo tático do time gaúcho.

"Levar gol é ruim no primeiro jogo. O importante é fazer um jogo sólido, ser sólido na marcação, firme nas linhas juntas, compactas, mas, principalmente, quando a gente estiver atacando. Porque a gente já sabe que o Inter é um time que defende também junto. Tem um bom contra-ataque, tem um Guerrero, que é um jogador espetacular e faz a diferença. Então nós temos que, na hora que estivermos atacando, estar bem posicionados. Não podemos tomar contra-ataques, porque a gente viu que a grande força deles é essa. Com essa solidez, com essa tensão, essa vigilância na hora de marcar, a gente vai conseguir fazer um jogo sólido e tomara a Deus conseguir um grande resultado."

Flamengo favorito?

Sem puxar a responsabilidade para o lado rubro-negro, Filipe Luís disse que todo essa questão de favoritismo fica para os torcedores e para a imprensa. Segundo o jogador, dentro do Flamengo ninguém se deixa levar por essa superioridade dita fora do grupo de atletas.

"Pelo nome, pela camiseta... todo mundo pode pensar assim, mas nós, dentro do nosso vestiário, a gente sabe que não é assim. Um jogo que vai ser super complicado. O Inter tem também umas das melhores equipes do Brasil, quem sabe da América. Jogadores muito experientes, jogadores que já estão acostumados a jogar esses tipos de jogos. Não podemos nunca pensar que somos favoritos pelo nome. Temos que mostrar dentro de campo, fazer um belo jogo. Até mesmo porque a gente sabe que o poderio ofensivo deles é muito forte, que eles costumam fazer gols em todos os jogos. Temos que estar melhor que nunca para poder avançar nessas quartas de finais."

"Na Libertadores, a intensidade aumenta, toda a concentração, o jogo é, sem dúvida, muito corrido, até mesmo pelo horário do jogo, porque à noite é mais intenso."

Tendo o melhor ataque dos últimos anos, o Flamengo chama atenção dos analistas de futebol por se bem efetivo nas finalizações. No Brasileirão, o Rubro-Negro precisa de 6.7 chutes para fazer um gol, estando empatado com o Athletico-PR como os melhores ataques da competição. Assim, Filipe Luís pontuou a qualidade do grupo, que, segundo ele, tem calma para decidir as jogadas.

"Temos um ataque espetacular, mas eu acho que o Flamengo ganhou nesses últimos anos exatamente isso (força no ataque). Quando você tem um time completo, com gente desse nível no banco, gente importante que pode entrar e resolver, é quando você está formando um grupo campeão. Porque você vê que tem, mesmo que não coloque todos os titulares, muitos recursos no banco. E hoje o Flamengo está com um plantel completo. com gente muito poderosa tanto no ataque quanto na defesa, no meio. Mas, obviamente que a qualidade que nós temos nos jogadores de ataque é uma coisa excepcional.

"Mas o que eu estou vendo é que eles estão decidindo bem no último passe, lá na área. Estão com calma na frente do goleiro, estão com calma para finalizar, estão com calma nessa última jogada. Isso é a diferença do jogador importante, que faz gol e que dá assistência. Espero que todos estejam num ótimo nível, porque a concorrência é importante dentro do grupo. Espero que o treinador tenha muita dor de cabeça para escolher."

Ensinamentos de Jorge Jesus

"Quando ele fala de correr errado quer dizer que o time não está posicionado da forma que ele quer. Então, às vezes, algum erro de posicionamento ou alguém sai para apertar, tentar roubar a bola fora da posição, isso faz com que as linhas não fiquem compactas como têm que estar, e o time acaba correndo mais. Ele fala muito nisso, do time estar bem, estar fechado, estar compacto, para que todo mundo possa correr menos, mas correr certo. Quando você não está bem taticamente você acaba correndo mais e isso dá uma falsa sensação que o problema é físico. Então ele tenta corrigir isso sempre nos treinamentos e em vídeos nas reuniões."

Fase individual e parceria com Arrascaeta

"Desde o meu primeiro jogo eu sempre me senti muito bem. Muito melhor do que eu esperava depois de estar um mês parado. Consegui me adaptar rápido ao sistema do Jorge. Com meus companheiros consegui entender bem os movimentos deles, dos jogadores de ataque. Me sinto muito bem com o Arrascaeta, jogando do lado dele."

Críticas após derrota para o Bahia

"É claro que, fisicamente, depois de estar um mês parado não era o ideal, mas cada jogo, cada treino, cada minuto dentro de campo que vai passando eu vou me sentindo melhor, vou me soltando um pouco mais. E o importante é isso: que o time vença, continue ganhando, não importa quem jogue. Mas como eu falei, conforme as vitórias vêm vindo, a confiança vai aumentando, a gente vai cada vez mais se sentindo melhor dentro do campo e esse entrosamento vai melhorando."

Diferenças entre Brasil e Europa

"O que notei no futebol brasileiro é que o jogador está adaptado aos tipos de gramados diferentes. Aqui todo mundo consegue sair de uma jogada com a bola quicando. Isso aí é uma coisa que é diferente, porque na Europa a gente está acostumado a jogar sempre com o mesmo gramado em todos os estádios, e aqui passamos por essas dificuldades. Mas, por outro lado, me surpreendeu positivamente o nível, os jogadores, a forma que os clubes têm de competir aqui. O nível de competitividade é muito alto. Todo mundo quer ganhar. E, realmente, estou muito feliz em poder viver essa volta ao Brasil."

"Quanto mais jogar, mais rápido vai ser a adaptação. Como Juanfran falou, é um futebol mais pegado até pelo tipo da grama, que segura um pouco mais, e aí acaba que ficando muita gente perto da bola. Mas, lá na Europa, como o futebol é mais rápido pelo tipo da grama, acaba sendo um jogo mais intenso pela velocidade da bola."

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