Barroca enaltece chances criadas pelo Botafogo, mas lamenta empate: "Não nos agrada"
Foto: Vitor Silva / BFR

Barroca enaltece chances criadas pelo Botafogo, mas lamenta empate: "Não nos agrada"

Treinador alvinegro também elogiou a Chapecoense, que soube se organizar e defender muito bem no Nilton Santos

caiocarvalho97
Caio Carvalho

Nesta última segunda, Botafogo e Chapecoense se enfrentaram no Nilton Santos e, em um jogo morno, empataram em 0 a 0. A partida encerrou a 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Alvinegro se manteve na nona posição, com 23 pontos. Já a Chape foi a 14, e segue na zona de rebaixamento. 

Após a partida, Eduardo Barroca concedeu entrevista coletiva e mostrou-se insatisfeito com o tropeço dentro de casa. Porém, enalteceu o volume de chances criadas pela sua equipe, principalmente na segunda etapa, onde chegou a colocar uma boa na trave com Alex Santana.

"A gente enfrentou equipe que jogou com duas linhas de quatro bem compactadas e que não abriu as costas em nenhum momento. Você precisa de soluções próximas ao gol ou geralmente quando está pressionado. O Botafogo, mesmo com dificuldade, criou várias chances. No primeiro tempo, um pouco menos, mas mesmo assim tivemos cabeçada do Diego Souza e um cruzamento do Luiz Fernando. Tivemos dificuldades no meio das duas linhas de quatro, faltou ordem para atacar a última linha com maior clareza".

"No segundo tempo, tivemos chances mais claras. Tivemos a bola na trave do Alex, outra dele no fim do jogo e duas do Diego Souza, uma em que ele chutou por baixo, e a outra no fim. Mas foi insuficiente. O resultado não nos agrada. Cabe a gente tentar se desenvolver, porque faltam três jogos nesse final de ciclo (até o final do primeiro turno). Dentro das metas que colocamos, a pontuação que projetamos é factível de atingir. O Botafogo está fazendo campeonato digno, mas temos que virar a chave e se preparar para enfrentar o Inter".

O treinador do Glorioso comentou sobre a queda de rendimento do time após a parada para a Copa América. Nesse intervalo do Brasileirão, o Botafogo perdeu alguns jogadores e, de acordo com o comandante, busca solução motivando o grupo e mantendo o bom comportamento dentro da competição.

"Desde que cheguei, perdemos Kieza, Ferrareis, Erik, Biro Biro e agora o Jonathan. Diante desse cenário, é preciso ser realista. A gente tenta buscar as soluções da maneira que estamos tentando, que é tentar em casa. Diante do cenário do clube, é difícil buscar fora do Botafogo. Não cabe fazer reclamação. Tanto direção quanto jogadores encaram a situação de frente. Buscamos com empenho dos jogadores e de toda a comissão que aqui já estava".

"É bom exaltar todo o corpo técnico que aqui já estava.Temos uma das equipes que menos se machuca. O Botafogo é uma das duas ou três mais disciplinadas. Teve só um vermelho, que foi o do Gilson. Publicamente falado que foi um cartão vermelho equivocado. Todos estão cientes da nossas dificuldades".

Barroca também analisou a atuação de Diego Souza, que finalizou com perigo três vezes e quase marcou nos acréscimos do jogo. Para ele, a importância do centroavante é enorme, tendo em vista que o jogador é decisivo e experiente.

"Sobre o Diego, já falei anteriormente que é um cara importante pra gente. Tem história na competição, dá peso à nossa equipe. Pode fazer outra função. No fim do jogo, voltou um pouco mais para o Rangel ficar adiantado. Teve duas oportunidades e finalizou mesmo diante de muita dificuldade. Goleiro esperava bola por cima, e o Gum foi muito feliz de conferir. Diego chegou quase dividindo com o goleiro e conseguiu finalizar por baixo".

"É um jogador importante do nosso grupo, foi decisivo em diversas partidas, contra o Vasco, contra o Athletico-PR, foi decisivo contra o Fortaleza, com passe pro Alex; foi decisivo contra o CSA, onde deu o passe para o Cícero; e a gente ganhou todos esses jogos".

Por fim, o treinador do Alvinegro carioca falou sobre a meta estipulada para a equipe nesse primeiro turno. De acordo com Barroca, o Botafogo está perto de atingir esse objetivo, terminando o primeiro turno próximo da zona de classificação para a Libertadores.

"Estabeleci que no segundo ciclo a nossa meta excelente seria igualar os 15 pontos do primeiro ciclo. A meta de excelência seria igualar, chegar a 30 pontos. Nível de excelência máxima. Hoje estamos com oito pontos, então faltariam sete para chegar a esse nível. Trabalhamos também com proximidade da zona de Libertadores e distanciamento de zona do rebaixamento".

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