Focos distintos: Grêmio mira Libertadores contra CSA desesperado para não cair
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O encerramento da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A 2019 reserva um fato curioso. Na noite desta quinta-feira (7), às 21 horas, o Grêmio recebe o CSA na Arena do Grêmio, em Porto Alegre/RS. As equipes estão em situações completamente opostas, de certa maneira esperadas. O Imortal Tricolor ocupa a quinta posição, com 50 pontos ganhos, e briga por uma vaga direta na Taça Libertadores da América em 2020. O Azulão do Mutange está na outra ponta, com 29 pontos, no 18º lugar, dentro da zona de rebaixamento.

Porém, o histórico de confrontos, embora curtíssimo, não leva em consideração esses fatos supracitados. São apenas dois jogos. Um em 1975, outro no último mês de julho. Na década de 1970, vitória do CSA por 1 a 0. Na atual edição do Brasileirão, empate sem gols. Os gaúchos vão em busca da primeira vitória diante dos alagoanos, fundamentais para suas pretensões na competição; assim como os azulinos miram a invencibilidade no confronto para somarem pontos vitais.

Tricolor com zaga titular

O Grêmio vem animado na sequência de dois jogos em casa, até porque o primeiro foi uma vitória contra o arquirrival Internacional. A vitória não apenas serviu para abrir distância aos colorados, mas também contou com insucessos de outros concorrentes para estar inteiramente inserido na briga por uma vaga na fase de grupos da Libertadores.

O técnico Renato Portaluppi não poderá contar com o volante Michel, o centroavante Felipe Vizeu, o goleiro Júlio César e o meia Jean Pyerre, todos no departamento médico. Em contrapartida, preservados do penúltimo treino, os zagueiros Pedro Geromel e Kannemann, além do meia Alisson, serão escalados no time titular. Geromel concedeu entrevista coletiva e falou sobre a preparação gremista para o CSA.

“Nosso planejamento vai ser simples, jogo a jogo. Vale os mesmos três pontos. Vamos fazer nosso melhor para conquistar o G-4. Não é fácil pela competitividade, mas vamos buscar. Cada jogo tem sua especificação. Tem jogo que a gente chega na cara e faz o gol, outros times se abrem, a gente tem mais chance de fazer um placar elástico. Cada jogo tem sua peculiaridade”, explicou.

Equipe modificada

O CSA segue com melhora no desempenho, mas os resultados não acompanham a ascensão, principalmente nos jogos como visitante. O Azulão do Mutange venceu apenas uma partida fora de casa e os números longe da torcida estão diretamente ligados à posição do clube na tabela de classificação. Apesar do elenco estar no limite, vai haver a busca por pontos no Rio Grande do Sul.

Para o confronto, o técnico Argel Fucks não poderá contar com o zagueiro Luciano Castán e o volante Dawhan, suspensos. Por conta do desgaste físico elevado de alguns atletas, jogadores podem ser poupados, como Apodi, Jonathan Gómez e Ricardo Bueno. Com foco nos lances de bola parada e na rápida troca de passes nos contra-ataques, a escalação não foi definida pelo comandante, que vai motivar os escalados a buscarem o jogo de alto nível.

“Faltam oito jogos, precisamos ganhar cinco. Nós temos o problema de logística e desgaste dos jogadores. Temos que poupar porque os jogadores não são máquinas. A gente trabalha para ganhar o jogo, respeita os adversários e vai competir com o Grêmio, não há outra saída. A melhor defesa é o ataque”,  disse.

_________________________________________________________________________

Grêmio – Paulo Victor; Leonardo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon, Matheus Henrique e Alisson; Diego Tardelli, Luciano e Everton. Técnico: Renato Portaluppi.

CSA – João Carlos; Celsinho, Alan Costa, Ronaldo Alves e Euller; João Vitor e Nilton; Warley, Jonathan Gómez e Héctor Bustamante; Ricardo Bueno. Técnico: Argel Fucks.

Arbitragem de campo – José Mendonça da Silva Júnior (CBF/PR), auxiliado por Bruno Boschilia (FIFA/PR) e por Rafael Trombeta (CBF/PR), com Lucas Guimarães Rechatiko Horn (CBF/RS)

Arbitragem de vídeo – Paulo Roberto Alves Júnior (CBF/PR), auxiliado por Lucas Paulo Torezin (CBF/PR) e por Ivan Carlos Bohn (CBF/PR)

VAVEL Logo