CSA é derrotado pelo Vasco, perde sequência invicta em casa e se aproxima da Série B
Foto: Carlos Gregório Júnior/Vasco da Gama

Era o jogo que o CSA não podia perder de jeito nenhum. Uma partida que não sacramentaria o rebaixamento do time alagoano em caso de revés, mas poderia dar alívio se fosse bem-sucedido ou sensação de fracasso se tivesse insucesso. As torcidas compareceram ao Estádio Rei Pelé, em Maceió/AL, e a visitante, ainda que em menor número, saiu mais feliz. Em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, o Vasco da Gama foi mais eficiente e venceu por 3 a 0. Raul, Oswaldo Henríquez e Carlinhos (contra) marcaram os gols do duelo.

Com o resultado, o Gigante da Colina subiu para o 11º lugar, com 42 pontos, muito perto de livrar-se de qualquer possibilidade de rebaixamento. Por outro lado, o que era difícil complicou de vez. O Azulão do Mutange sofreu a terceira derrota seguida, perdeu a invencibilidade como mandante após sete partidas e afundou na zona de rebaixamento. Os alagoanos seguem no 18º lugar, com 29 pontos, cinco atrás do Fluminense, primeira equipe fora da degola.

As equipes entram em campo no próximo fim de semana. O CSA tem duelo nordestino contra o Fortaleza às 19 horas do domingo (17), na Arena Castelão, em Fortaleza/CE. Por sua vez, o Vasco da Gama recebe o Goiás às 19h30 da segunda-feira (18), em São Januário, no Rio de Janeiro/RJ.

CSA intenso, mas Vasco abre vantagem com eficiência

Mal a bola rolou e o CSA já chegou com perigo. Essa era a estratégia de Argel ao escalar o CSA com meio de campo formado por laterais reforçados em vez de atacantes que atuassem na função de pontas. Logo aos 30 segundos, Carlinhos cruzou e Apodi subiu para testar com perigo. O início do jogo foi bem movimentado porque o Azulão assustava, mas cometia erros que propiciavam ao Vasco da Gama chegar nos contra-ataques. Aos sete minutos, Felipe Ferreira cobrou falta com muita categoria e João Carlos fez defesa milagrosa, a primeira de algumas que o arqueiro faria em toda a partida.

O time da cruz de malta também tinha um bom goleiro, Fernando Miguel, que interveio bem quando acionado. Ricardo Bueno rolou para Euller. O meia trouxe ao pé direito para livrar-se da marcação e bateu para a boa defesa do defensor da meta vascaína. Na resposta, Rossi finalizou de fora da área, mas chute saiu fraco. O contra-ataque era fundamental para o Vascão encontrar espaço e finalizar. E a estratégia reativa deu certo. Aos 25 minutos, Raul avançou pela direita, deu caneta em Luciano Castán e finalizou na saída de João Carlos para abrir o placar e fazer um golaço.

O gol atestou vacilos azulinos ao não manter fielmente o que tinha trabalhado na primeira metade da etapa inicial. Espaços começaram a aparecer, alguns jogadores não conseguiam encaixar passes e a intensidade pelo lado esquerdo diminuiu. Ainda assim, o time teve uma chance clara quando Carlinhos cobrou lateral na área, Ricardo Bueno escorou de cabeça e Dawhan perdeu uma chance clara. Sozinho na segunda trave e na pequena área, o volante testou para cima em vez de cabecear para baixo e mandou para fora. Com mais espaços, os cariocas continuaram a usar os contragolpes. Em um deles, Raul acionou Yago Pikachu. O lateral-direito cruzou rasteiro e Lucas Ribamar não chegou a tempo de empurrar para o gol vazio.

Foto: Carlos Gregório Júnior/Vasco da Gama
Foto: Carlos Gregório Júnior/Vasco da Gama

Tudo dá errado ao CSA e Vasco sacramenta vitória

O esperado seria o CSA voltar com toda a intensidade do primeiro, quando foi melhor na posse de bola, nas finalizações e nas chances reais de gol. Porém, o clube voltou atordoado, sentido, abatido. Nada acertava, nada dava certo. Euller era o único responsável pelo time avançar. Os mandantes chutaram sete vezes ao gol em 20 minutos e quatro dessas tentativas foram com Euller. Foi quando o técnico Argel Fucks tirou o jogador de campo junto com Jean Cléber e promoveu as entradas de Alecsandro e Warley.

As consequências de tirar o principal ponto de ataque do Azulão logo foram sentidas. No primeiro lance após as modificações, Rossi tabelou com Fredy Guarín na área e finalizou para João Carlos fazer milagre ao defender com o pé. Era o início de uma sequência de escanteios. No primeiro, Guarín cobrou escanteio, Richard cabeceou no ângulo e João Carlos voou para buscar a bola e realizar outro milagre. No segundo, Danilo Barcelos cobrou e Alan Costa cortou para a linha de fundo. No terceiro, Danilo Barcelos mandou para o meio e o zagueiro Oswaldo Henríquez, sozinho na pequena área, cabeceou para marcar o segundo gol do Vasco da Gama aos 21 minutos.

O CSA teve duas chances quase que consecutivas de diminuir. Na primeira, Dawhan recebeu de Jonatan Gómez dentro da área e bateu cruzado. Richard apareceu para evitar o gol. Na segunda, foi a vez de Dawhan dar o passe em cobrança de falta para Luciano Castán cabecear para fora, à direita de Fernando Miguel. Enquanto o Vasco realizava modificações no meio de campo para manter a consistência, o Azulão do Mutange ia desesperado ao ataque com três atacantes que pouco rendiam. O resultado foi desastroso. Aos 35 minutos, Rossi cruzou fechado no meio de campo para Raul, o volante tocou para o meio da área e Carlinhos foi tentar cortar, mas desviou para o próprio gol.

O gol contra matou as chances de qualquer ponto somado e trouxe muita decepção ao torcedor marujo. Até o fim do jogo, repertório vazio e time entregue. Aos 37 minutos, Jonatan Gómez, que já cumpriria suspensão na próxima rodada por ter recebido o terceiro cartão amarelo, recebeu o segundo no período de cinco minutos e foi expulso. Momentos depois, Warley foi derrubado por Fredy Guarín. A princípio, a arbitragem marcou penalidade máxima. Depois de três minutos em conversa com a arbitragem de vídeo e mais três para analisar o lance na cabine do VAR, a marcação foi revista e a falta foi marcada fora da área, o que nada interferiu, mas serviu para irritar ainda mais a massa azulina, chateada com duro revés.

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