Apesar da vitória, Diniz lamenta baixo aproveitamento ofensivo e pede ‘mais precisão’ ao São Paulo
Foto: Divulgação / São Paulo

Na noite desta última quinta, o São Paulo quebrou um jejum de vitórias que já durava quatro jogos ao bater o Vasco por 1 a 0, no Morumbi, com gol de Antony. Apesar do bom resultado, que aproximou a equipe de conquistar uma vaga direta na Libertadores, Fernando Diniz não deixou o estádio completamente satisfeito.

Em entrevista coletiva após a partida, o treinador disse que o placar foi 'injusto' devido ao número de chances criadas pelo Tricolor, mas fez questão de lamentar e criticar o baixo aproveitamento do time na hora de tornar as oportunidades em gol.

"O resultado não traduz o que foi a partida. Eles tiveram uma ou duas chances, que o Volpi foi bem. Tivemos um volume grande de finalizações. Eu gostei do desempenho do time no ataque, só não gostei do baixo aproveitamento das chances criadas. Poderíamos ter feito um placar melhor, contaria melhor a história do jogo".

Perguntado sobre o motivo do São Paulo vir pecando tanto na hora das conclusões, Diniz afirmou não ter uma resposta concreta, mas deixou claro que a melhor maneira de corrigir os erros é seguir trabalhando e buscando a excelência. 

"Essa pergunta é fácil de fazer, mas difícil de responder. Se a gente soubesse já teríamos resolvido o problema. Podem ser inúmeras coisas, uma casualidade, é difícil precisar. O time foi muito agressivo, do começo até o final do jogo. No primeiro tempo tivemos mais volume, não sofremos quase nada. É continuar trabalhando. Temos que parabenizar que criamos muitas chances, pelos dois lados, por dentro, bola parada. É continuar com essa produção e procurar concluir com mais precisão".

O comandante também comentou os elogios do goleiro Tiago Volpi durante a semana. De acordo com ele, sua maior missão como técnico é tirar o melhor dos jogadores e fazer com que eles evoluam em todos os âmbitos.

"Recebo com muita alegria. Já falei e vou repetir. Meu trabalho é direcionado aos jogadores, para eles crescerem como atletas e indivíduos, para eles retribuírem ao torcedor. Eu gosto dos jogadores, de verdade. A análise do jogador, para mim, é a mais saudável que tem no futebol. Quem está fora não sabe absolutamente nada do meu trabalho e sobre quem eu sou. O que mais importa é a opinião dos jogadores. Se eles estão gostando é porque o caminho está sendo percorrido de maneira positiva".

Por fim, questionado sobre a situação política complicada que vive o clube, Diniz não entrou muito no assunto, mas fez questão de deixar claro que sua relação com Raí é a melhor possível.

"É uma pergunta surpresa até, não estou sabendo. Minha relação com o Raí é ótima, ídolo do clube, é uma pessoa que nos ajuda diariamente. Eu tenho uma relação extremamente positiva. Internamente a gente se blinda trabalhando constantemente, melhorando o jogador".

O São Paulo soma 57 pontos e está na sexta colocação, a quatro pontos do Corinthians, atualmente seu principal rival por uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2020. Na próxima rodada, o Tricolor paulista enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre.

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