Agora finalista do Mundial, Jorge Jesus afirma: "Estamos em um patamar superior"
Foto: Divulgação / FIFA

Classificado! O Flamengo está na final do Mundial de Clubes e agora aguarda o adversário que enfrentará no sábado (21), às 14h30 (de Brasília) valendo o título. O Rubro-Negro se classificou após bater o Al-Hilal por 3 a 1, no Estádio Internacional Khalifa, nesta terça-feira (17). Os gols da vitória foram marcados por Arrascaeta, Bruno Henrique e Al-Bulayhi (contra).

A partida foi complicada, com os brasileiros sofrendo para criar as jogadas no primeiro tempo, o nervosismo deu lugar à desatenção. Em uma dessas, Alburayk recebeu na entrada da área e tocou para Salem abrir o placar. No segundo tempo, após conversa com Jorge Jesus, o Flamengo melhorou. Diego entrou e a bola começou a rodar. Bruno Henrique encontrou Arrascaeta, para empatar a partida e pouco tempo depois virou para o Mais Querido. Próximo do fim, Al-Bulayhi fechou o placar contra a própria rede ao tentar cortar um cruzamento de Bruno.

Após a partida, o técnico Jorge Jesus concedeu entrevista coletiva, onde falou sobre a partida e a dificuldade encontrada pelo Flamengo:

"Quando você tem uma equipe que passa por duas situações em que precisa mudar o resultado e acredita até o fim, é importante. O Al Hilal esperou pelos momentos. O Flamengo é uma equipe que vai ter que mandar o jogo na maior parte. O Al Hilal foi muito melhor nos primeiros 30 minutos. Depois, conseguimos subir o nível de três jogadores na qualidade individual. E o jogo foi transformado com uma superioridade muito maior do Flamengo na segunda parte."

Ao ser perguntado sobre o momento que vive o Rubro-Negro, o Português foi enfático ao afirmar:

Já estamos em um patamar superior, como o Bruno Henrique diz. Claro que é o jogo mais importante da minha carreira, assim como do outro treinador que for à final. É a cereja em cima do bolo na temporada que o Flamengo fez. É a final mais importante da minha carreira.”

Sobre quem o treinador prefere enfrentar na final? Veja o que ele respondeu:

"Claro que o Liverpool é favorito, sem dúvida nenhuma, mas vamos com respeito. Quando chegamos já pensávamos em ser campeões do mundo, agora mais ainda [...] Não vou escolher adversário. Quando você chega à Copa do Mundo, todas as equipes são fortes. Portanto, vamos nos preparar para o que acontecer. Nunca debruçamos análise tática sobre o Liverpool, porque tínhamos o Al-Hilal. Assim faremos."

O Flamengo volta a campo neste sábado (21), às 14h30 (de Brasília) para jogar o seu último compromisso no ano: a final do Mundial de Clubes. O adversário será definido nesta quarta-feira (18), na partida entre Monterrey (MEX) e Liverpool (ING).

Confira outros trechos da coletiva:

Entrada e boa atuação do camisa 10, Diego:

"Diego tem sido um jogador fundamental para a equipe. Ele tem criado condição física, técnica e tática. Hoje, diferente de Lima, era preciso um jogador como ele. O Gerson não estava fazendo o que normalmente faz. Sabia que o Al Hilal teria quebras táticas e físicas. Não precisava de um jogador que defendesse muito, precisava de um jogador que tivesse bola. O Diego chega mais." 

A dificuldade do lado esquerdo da defesa

“Nosso lado esquerdo passou a ser vulnerável quando o Hilal criou superioridade numérica e criou espaços. Tivemos que alterar posicionamento para que a equipe fosse mais equilibrada. Quem não é equilibrado defensivamente, não sabe atacar.”

Maior expressividade do treinador na segunda etapa e a consequente melhora do time

“É sempre o jogador que alimenta uma equipe, mas o treinador é peça fundamental para chegarmos a situação de finalização para fazer gol. Nos primeiros 30 minutos, o Flamengo não criou. Mérito do adversário. É isso que quero que entendam: o Flamengo não joga sozinho. Tem treinadores que ficam sentados e não sentem o jogo, não mexem."

"Saber aproveitar as situações e quebra dos adversários é fundamental. É preciso perceber o que está acontecendo para passar a mensagem do que você acha que é melhor. Na segunda parte, a equipe foi muito mais solta e dinâmica. "

O grupo mais forte

"São jogadores que se completam muito. Quando você vê um jogo do Flamengo, sabe quem a qualquer momento vai fazer gol. Se é a melhor equipe ofensivamente que treinei? Não sei. É uma das melhores. Já tive grandes jogadores individualmente no meu primeiro ano de Benfica. A diferença que eu acho é a forma como os jogadores aceitaram as minhas ideias, aí é o grupo mais forte que treinei, não tenho dúvida nenhuma."

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