Diante da repercussão negativa, Operário-MT volta atrás e desiste do goleiro Bruno
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em nota oficial, o Operário de Várzea Grande, Mato Grosso, confirma nesta quinta-feira (23) a desistência da contratação de Bruno Fernandes, goleiro ex-Flamengo, acusado de participar do sequestro e homicídio da ex-modelo Eliza Samúdio, em 2010. 

Bruno foi condenado a 20 anos e 9 meses de prisão em 2013, porém, pode cumprir pena em Mato Grosso. O interesse do clube em contar com o goleiro que se destacou no Flamengo durante 2006 até 2010 se oficializou nesta última terça-feira (21), quando o jogador assinou contrato com o clube, através de uma licença da Justiça de Mato Grosso e do Ministério Público de Minas Gerais.

Contrato

O goleiro teria vínculo com o clube por um ano, e salário entre R$3 mil até R$5 mil. Sem participação na publicidade do clube, Bruno já havia iniciado os treinamentos no time que atualmente é terceiro colocado no estadual mato-grossense.

Patrocinadores

Segundo o portal Época, as empresas Sicredi e Martinello retiraram suas respectivas logomarcas no uniforme do clube, já no dia em que Bruno assinou contrato (21).  Apesar de o supervisor de futebol do clube, André Xela, dizer ao mesmo site que há dois patrocinadores "engatilhados" para estampar na camisa do Operário. A Locar Gestão  de Resíduos havia decidido suspender o contrato por tempo indeterminado, deixando apenas a Prefeitura Municipal de Várzea Grande como patrocinadora oficial do clube.

Reviravolta

Dois dias depois de anunciado, Bruno não jogará mais pelo Operário-MT. Em nota, o clube se desculpa pelos equívocos e afirma não ter mais ligação com o atleta. 

Confira parte da nota:

O Operário Futebol Clube, equipe sediada em Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul e fundado em 21 de agosto de 1938, vem a público esclarecer que o goleiro Bruno Fernandes não foi contratado para integrar seu elenco em 2020 e em nenhum momento sequer houve contato com tal atleta, ao contrário do que alguns usuários estão apontando nas redes sociais.

A contratação de Bruno foi feita por clube homônimo, o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, criado em 1º de maio de 1949 e da cidade de Várzea Grande, no vizinho Estado de Mato Grosso. Devido a repercussão negativa, o mesmo também já recuou do acordo [...]

Defesa

Após a repercussão da notícia, a advogada de Bruno, Mariana Migliorini lamenta a decisão do clube, e revela que depois da confirmação, o goleiro havia se mostrado profundamente triste. Divulgado no portal Uol, Mariana revela: "Os empresários de Várzea Grande [cidade que é sede do Operário] não querem ter o nome do Bruno vinculado a eles por conta da repercussão social. Querem ele morto. Isso não é pena, não é algo civilizatório. O Bruno já cumpriu a pena, Deus perdoa. A sociedade não".

Dividindo opiniões na cidade de Várzea Grande, mulheres e torcedores do clube protestaram contra a chegada do goleiro. A hasthag Goleiro Bruno Não, foi levantada pelas pessoas que aderiram ao protesto. Relatado pelo Portal Direto, diretores do clube sofreram ameaças de torcedores, para cederem à pressão. Por fim, Xela ressalta que o acordo com Bruno não era por visibilidade na mídia, mas sim pelo potencial do atleta na busca do título estadual.

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