#DicaVAVEL: sete livros que contam histórias sobre o Grêmio
Imagem: Domínio Público

Considerando o aumento significativo de casos confirmados de Coronavírus (COVID-19) em todos os estados brasileiros, dão conta que até o momento são mais de 3.000 infectados e 77 mortes.

Diante desse cenário amedrontador, a necessidade em reforçar o isolamento social torna-se inevitável e como consequência dessa 'quarentena' o tédio acaba tomando conta de todos nós.

Pensando nisso, nós da Vavel Brasil aproveitamos esse período sem jogos do Grêmio e resolvemos selecionar alguns livros que falam sobre o seu time do coração ou de algum atleta que marcou época 
na história do clube, assim o torcedor tricolor gaúcho une o útil ao 
agradável, consequentemente  passará o tempo com a leitura.

Descrição dos livros sobre o Grêmio:
(descrição realizada pela própria editora)

  • Os Dez Mais do Grêmio - Marcelo Ferla (Editora Maquinários)

Os Dez mais do Grêmio tem o objetivo de celebrar dez jogadores 
considerados por alguns como ícones do tricolor do Rio Grande do Sul.

O torcedor gremista poderá ter acesso a histórias de jogadores como Eurico Lara, Alcindo, Everaldo, Hugo De León, Renato Gaúcho, entre outros.

  • 71 segundos – O jogo de uma vida - Luiz Zini Pires (Editora L&PM)

O profético nome do estádio onde ocorreu a batalha final entre Grêmio e Náutico por uma vaga na série A já dizia tudo: o Estádio dos Aflitos, em Recife, foi palco de um dos mais emocionantes jogos da história do país quando, no ensolarado 26 de novembro de 2005, o Grêmio alcançou a vitória contra o time pernambucano em uma partida repleta de emoções.

PIRES, LUIZ ZINI narra em uma prosa de prender o fôlego os preparativos e a eletrizante partida que reconduziu o tricolor gaúcho à primeira divisão. Relata ele mesmo incrédulo os 71 segundos que mudaram a história do Grêmio, que, com quatro jogadores a menos em campo, conseguiu defender um pênalti e em seguida marcar o gol do triunfo.

Zini segue os passos dos dirigentes, da comissão técnica e do memorável time para desvendar como, com apenas sete jogadores, após quatro expulsões, invasões de torcedores, intervenção do Batalhão de Choque da PM e uma paralisação de 23 minutos, o Grêmio ainda venceu por 1 a 0, com gol do garoto-prodígio Anderson, num malicioso e definitivo ataque pelo lado esquerdo, aos 60 minutos e 51 segundos do segundo tempo depois de quase 16 lancinantes minutos de prorrogação.

Jornalista experiente na cobertura futebolística, o autor narra passo a passo e de maneira crescente a chegada do time ao hotel afastado da cidade para driblar a torcida adversária, o temor dos dirigentes, que nada podiam fazer além de depositar total confiança no time e no técnico, os momentos imediatamente anteriores ao início da partida e, finalmente, o jogo que deixou gremistas de todo mundo com o coração na mão, culminando nas comemorações e no choro compulsivo dos que acompanharam essa façanha.

Como num replay, os leitores poderão rever esse emocionante jogo. 
Como COIMBRA, DAVID afirma em sua apresentação: O leitor de 71 segundos o jogo de uma vida vai deparar com um livro bem fornido de informações colhidas com a técnica das melhores reportagens, descritas com a qualidade dos melhores romances.

  • Reconquista: a trajetória do tricampeonato da América - Léo Gerchman e Lucas Uebel (Editora Belas-Letras)

Este é o registro definitivo da campanha que conduziu o Grêmio ao Tri da Libertadores da América. A história de cada jogo, com textos emocionantes e mais de duzentas imagens coloridas – a maioria inéditas – captadas pelo fotógrafo oficial da delegação.

Um documento precioso, em uma edição capa dura, com páginas coloridas e papel especial, em que você vai se sentir ao lado de Renato, o mito tricolor, e seus comandados, como convidado de honra desta memorável aventura.

  • Grêmio Hoje E Sempre: A História Tricolor Em Cada Dia Do Ano - Fernando Leite e Vicente Fonseca (Editora Dublinense)

Para cada dia do ano, os principais acontecimentos que marcaram a história do Grêmio naquela data. Para cada mês, uma narrativa baseada no depoimento de um grande personagem tricolor.

Para cada uma destas histórias, a recriação, ilustrada, de um momento marcante, eterno, imortal. Assim é o Grêmio hoje e sempre – a história tricolor em cada dia do ano, uma das maiores pesquisas já realizadas sobre o Grêmio, contada de uma maneira diferente de qualquer outra.

O livro conta com depoimentos exclusivos de grandes personagens da história gremista: Hugo de León, Baltazar, Roger, Valdir Espinosa, Dinho, Hélio Dourado, Jorge Veras, Galatto, Cacalo, Milton Kuelle, Cardoso e Paulo Paixão.

  • Seu Verardi e o Grêmio "Uma história de amor" - Antônio Carlos (Editora Buqui)

Eis um relato emocionante e rico em detalhes de uma história de amor. Entre sorrisos e lágrimas, Antônio Carlos Verardi, o Seu Verardi, revisita momentos marcantes dos seus 53 anos de dedicação e trabalho apaixonado pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Muito mais do que registrar os acontecimentos notórios da história do clube, ele se propõe a resgatar episódios de bastidores e, principalmente, homenagear todos os que se empenharam para fazer do Grêmio um colosso do futebol mundial, em termos esportivos e patrimoniais.

  • Grêmio - Eduardo Bueno (Editora Ediouro)

Eduardo Bueno chutou a imparcialidade para bem longe e escreveu a história do Grêmio. Como era de se esperar de um historiador de sua categoria, ele não se limita a falar sobre suas impressões. Detalhes da formação e da trajetória do clube também estão presentes, assim como a lembrança dos grandes títulos e dos ídolos, como Lara, Foguinho, Renato Gaúcho, De Leon e tantos outros.

  • Gremismo Crônico: glória e fracasso de um torcedor de futebol - Tiago Magalhães Ribeiro

Ao longo das décadas de 1980, 1990, 2000 e 2010 o autor deste livro foi exposto a altas doses de futebol. Futebol em todas as suas possibilidades: jogado, assistido na TV, no estádio, escutado pelo rádio, futebol de botão, futebol no videogame, álbuns de figurinhas de futebol, conversas intermináveis sobre futebol.

Mais do que futebol, o Grêmio. Nessas quatro décadas constituiu-se como um torcedor do Grêmio. Um sujeito lamentável, incapaz de relativizar esse gremismo. Capaz dos mais incríveis esforços dedicados ao acompanhamento intensivo do time do Grêmio, sua escalação, as 
contratações, as perspectivas, os esquemas táticos.

Como se a vida dependesse da manutenção desse tipo de relação de um indivíduo com um clube de futebol. Como se a vida pudesse ser suspensa para o Grêmio jogar. Como se as pessoas tivessem a obrigação de compreender. Um torcedor de futebol.

Uma autoanálise futebolística, o gremismo crônico é o relato de uma paixão, mas também de um excesso, uma catástrofe, uma passagem, uma passividade, um sofrimento, um assujeitamento, um sentimento ou uma doença. 

Definitivamente, é tudo isso. A crônica de uma vida de um torcedor de 
futebol incapaz de dormir ou de se concentrar em qualquer coisa sem 
projetar os próximos jogos, escalar mentalmente o time, organizar a rotina e os compromissos de acordo com o calendário esportivo do Grêmio.

Como se Hunter Thompson ou Jack Kerouac torcessem pelo Grêmio e não tivessem o talento que tinham, só uma ansiedade extrema, um medo e um delírio constantes girando em torno desse clube de futebol. É sobre futebol, mas não exatamente. É sobre o Grêmio, mas não exatamente. É a imersão subjetivista em uma forma não exatamente saudável de viver uma relação afetiva com um clube de futebol. Sempre desencaixado. Medindo a vida por meio de campeonatos, temporadas, escalações, na completa incapacidade de 
realização de qualquer coisa melhor, mais digna, mais importante.

Morrendo abraçado numa dependência emocional iniciada há muito tempo e que já não pode mais ser uma outra coisa. Porque ao fim e ao cabo, voltando para casa após uma derrota, debaixo de chuva, se perguntando por que isso continua se não há qualquer coisa minimamente próxima à felicidade envolvida, ou rolando pelo chão berrando, abraçando desconhecidos, celebrando um título após mais de uma década, o que fica é um torcedor. Um torcedor de futebol. 

Nada mais minúsculo, mesquinho e cotidiano. Nada mais ordinário. Nada pode ser maior.

Contém: Gremismo patológico. Parcialidade. Crônica esportiva. Subjetivismo hardcore. Interpretação radical. Ansiedade. Medo. Delírio.

OBSERVAÇÃO: Todos os livros estão disponíveis no site Amazon em formato impresso ou e-book, alguns são gratuitos e outros tem um valor acessível que cabem no bolso.

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