Réver admite que ficou 'assustado' com protocolos de segurança ao chegar na Cidade do Galo
Foto: Divulgaçãp/Agência Galo/Atlético

O Atlético-MG retornou aos treinamentos nesta terça-feira (19) após mais de dois meses sem atividades por conta da pandemia de Covid-19. O capitão Réver demonstrou felicidade de estar em campo novamente após os trabalhos desta quarta-feira (20).

É muito bom poder voltar depois de muito tempo parado. Mesmo que você faça as atividades em casa, não é a mesma coisa de estar no dia a dia com os companheiros", afirmou.

Diante da restrição do acesso ao centro de treinamento, o zagueiro conversou apenas com a "TV Galo" e respondeu perguntas enviadas pela imprensa ao departamento de comunicação do clube.

De acordo com Réver, a saudade da rotina de treinamentos já estava batendo à porta.

A gente se sente feliz, mesmo não sendo 100% de como temos o costume, a imprensa, o dia de visita do Galo na Veia no CT. É algo que nos chama atenção porque, às vezes, você sai de um treino cansado e tem que dar uma entrevista, isso está fazendo falta, a gente vem sentindo falta desse contato, do carinho que a gente acaba recebendo sempre do nosso torcedor. Isso acaba mexendo muito com a gente. Mas, se Deus quiser e permitir, isso logo estará acabando e teremos nossa rotina normal”, comentou.

O defensor alvinegro revelou que o período de quarentena também foi uma fase de adaptação para ele, em razão da falta de costume de ficar tanto tempo em casa.

"Foi uma experiência interessante pelo fato de não ter tanto contato ao longo dos anos, devido aos jogos. Então, foi algo fantástico que eu não tinha passado ainda, de ficar todo esse tempo ao lado dos meus filhos, da minha esposa. Acabei aproveitando ao máximo e exigindo deles ao máximo para compensar todo esse tempo distante que tive deles. Agora, retornando às atividades, coisa que também amo fazer e que já estava sentindo falta”, destacou.

Réver acredita que a volta aos treinos será bastante positiva para o elenco atleticano, no sentido de se adaptar ao perfil de jogo do técnico Jorge Sampaoli, mesmo com o trabalho sendo realizado em grupos separados.

"Com a chegada do Sampaoli, esse retorno acaba ajudando para que os jogadores conheçam o perfil do treinador, o que ele pede taticamente para os jogadores. Então, acredito que, mesmo sem data (para voltar a jogar), a gente tem um ganho importante, mesmo nesse período em que estamos treinando em grupos separados, setorizados. Isso vai acabar nos ajudando a nos condicionar fisicamente e fazendo com que a gente entenda, num todo, o que o treinador nos pede taticamente”, disse.

“É um trabalho totalmente diferente da semana que tivemos, antes do jogo contra o Villa Nova, onde você tinha o grupo completo. Agora, treinando separadamente, acaba exigindo algo diferente. São apenas dois treinamentos nessa volta, mas já dá para entender bem a característica, o que ele quer da equipe e almeja de nós, jogadores. Então, espero que possamos ter essa tranquilidade para trabalhar nesses dias, cabeça boa, para que possa surtir efeito, mesmo com essa pandemia e essa dificuldade que estamos enfrentando”, acrescentou.

O capitão alvinegro se mostrou impressionado e até certo ponto assustado com os protocolos de segurança ao chegar à Cidade do Galo.

Nesses 60 dias que se passaram, eu ainda não havia visto ou encontrado várias pessoas dessa maneira, de máscara. Então, foi até assustador chegar ao CT e passar por todos os procedimentos até poder chegar ao campo. E todo mundo usando máscara, toando os devidos cuidados, necessários. É algo assustador, mas é a nossa realidade de hoje e temos que enfrentá-la da melhor maneira possível, tomando todos os cuidados necessários para não correr esse risco. Estamos nos cuidando da melhor maneira possível. Espero que, em breve, a gente possa chegar ao CT e dar um abraço nos companheiros, cumprimentar as pessoas da maneira que elas merecem, que todos possam logo retirar essa máscara e voltar à vida normal”.

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