Fred participa de live de apresentação: “Muito feliz com o
retorno para casa”
Foto: Divulgação / Fluminense F. C.

Após a reprise do jogo em que o Fluminense conquistou o tetracampeonato brasileiro neste domingo (31), Fred participou de uma live de apresentação na "FluTV". O ídolo começou falando da felicidade de retornar ao clube no qual é ídolo e se emocionou.

Que prazer falar com vocês, família tricolor. Eu me emociono todas as vezes que falo do Fluminense e que vejo esses vídeos com a camisa tricolor. E eu vi durante esse tempo que fiquei longe de presença do Fluminense. Muito tempo que não sentia nervosismo com a câmera. Mas já, já a gente vai se soltar. Estou muito feliz com esse retorno para a casa” disse Fred.

Em seguida, prometeu lealdade total. E garantiu que vai haver entrega do início ao fim para dar o seu melhor ao torcedor. O atacante começou a live com uma camisa do Sócio Futebol. E então chegou o tão esperado momento: o de vestir a camisa do Fluminense. A escolhida foi a número 1, a tricolor.

Num momento de descontração, Fred pediu para Mário Bittencourt, presidente do clube, deixar o chamado “bigode do tetra”. E também brincou falando que veio para ser garoto-propaganda do Fluminense.

Eu vou ser uma espécie de jogador, repórter, modelo, apresentador... Vou fazer de tudo. Vou criar o "Big Bola Fluzão". Vai dar coisa boa!”.

Fred também aproveitou para pedir o retorno de outro ídolo do clube, o zagueiro Thiago Silva.

Galera, vou dar uma dica para vocês rapidinho, estou falando e meio à cabeça. Vamos ser sócio-torcedor, vai que o presidente se organiza logo e traz o Monstro, Thiago Silva. Vamos dar essa moral, todo mundo ser sócio-torcedor. Thiagão, nós estamos te esperando, irmão. Estamos te esperando! (risos) Vamos entupir a rede do homem!”.

A live também contou com a presença do mandatário do Tricolor. Mário reforçou a campanha do clube para ajudar no pagamento de funcionários que recebem menos de quatro salários mínimos. E prometeu deixar o tal bigode caso o número de ingressos vendidos para a transmissão do jogo chegasse a 30 mil.

Estou participando do desafio e cumprirei se ultrapassar (30 mil). Mas gostaria muito que a gente chegasse a 35, 40, 50 mil, porque essa verba, bem como disse o Fred, é pra gente continuar ajudando os nossos funcionários no período da pandemia. A gente vai reverter essa verba não só para cesta básica, a gente já fez uma cesta básica no dia do jogo do gol de barriga, mas vamos fazer para salário e que a gente possa começar a se preparar para quando lá na frente houver a retomada das atividades do clube, a gente ter exames para todo mundo, de boa qualidade, pela questão do Covid. A gente poder preparar um protocolo para poder receber as pessoas e minimizar os riscos de contágio, então é muito importante que o torcedor continue nos ajudando. Tem nos abraçado de uma maneira incrível. Torcida mais solidária do mundo somos nós”.

Entre os temas abordados na live, não poderia faltar a primeira vez que o atacante entrou em campo com a camisa do Fluminense. Sua estreia foi em 15 de março de 2009, no Maracanã, contra o Macaé. Na ocasião, o Tricolor venceu por 3 a 1 e o camisa nove balançou as redes duas vezes. Fred contou que espera que a reestreia também seja com gols e que vai comemorar com a torcida.

Eu lembro dessa minha estreia contra o Macaé em 2009, que eu fiz dois gols. Ali surgiu de forma natural a comemoração de jogar o coração para a torcida, que ficou até hoje. Tomara que seja do mesmo nível, se der para fazer quatro, melhor ainda (risos). Em todas as estreias eu fiz gol. E no Fluminense não vai ser diferente. Se eu conseguir um gol, estou muito feliz. Porque vou poder na volta ao Maracanã, já estou avisando, presidente, já pode colocar a multa aí, porque eu vou para torcida, vou dar um abraço (risos). Eu sei que vocês proíbem, para não tomar cartão amarelo, mas eu vou lá pra minha torcida abraçar. Volta dos sonhos”.

Ainda em 2009, o Fluminense protagonizou uma das arrancadas mais inesquecíveis do futebol. Para Fred, foi um dos momentos mais difíceis da carreira, pois estava se readaptando ao futebol brasileiro. Além disso, teve uma lesão que o tirou de algumas partidas. No entanto, houve quem acreditasse na volta por cima. E foi nessa época que o atacante e o agora presidente do Fluminense começaram a amizade.

Inclusive foi ali que comecei amizade com Mário. Depois daquele que já comecei a chama-lo já de presidente. Eu lembro quando a gente começou nossa amizade, a gente ficava na escada alia atrás nas Laranjeiras, a sala dos advogados, do pessoal, e a gente encostava ali e ficava trocando uma ideia. Ele muito novo e cheio de sonhos, de ideias. Eu também. Parecia que tinha poucas pessoas que acreditavam no Fluminense. A gente estava entrando, querendo e acreditando”.

Fred lembrou da chegada de Cuca e do primeiro jogo da arrancada, contra o Atlético-MG, no Maracanã. E uma frase se tornou o lema da equipe: “Lutem até o fim”. E afirmou que aquela experiência serviu de aprendizado para os anos seguintes.

Teve a chegada do Cuca também. Ele também chegou acreditando e colocando, tirou muita coisa também. O início daquela arrancada foi um jogo contra o Atlético-MG no Maracanã. Estava chovendo, mas tinham 20 mil torcedores. E eu lembro de um faixa "lutem até o fim". A imprensa começou a dar ênfase, o Mário e o Cuca começaram a colocar isso na cabeça, o jogador a assimilar isso. Ali começou uma arrancada que foi diferente. Acho que nunca mais vai ter isso que aconteceu em 2009, mas eu tive o privilégio de participar. Foi uma preparação para os anos vitorioso que a gente teve nos anos seguintes”.

Em 2012, o Fluminense foi tetracampeão brasileiro ao vencer o Palmeiras, fora de casa, por 3 a 2. Fred marcou dois gols na vitória. Aliás, o centroavante também foi o artilheiro da competição naquele ano. Tais fatos contribuíram para que se tornasse um dos ídolos do clube.

Foi um ano muito especial para mim. Foi o ano que me colocou de vez no coração da torcida tricolor. Foi um ano que fui muito efetivo, consegui jogar muito, fazer muitos gols, consegui jogar bem mesmo. E foi um título que marcou bastante na minha carreira profissional”.

Também foi revelado que o atleta virá de Belo Horizonte de bicicleta. A iniciativa faz parte de uma ação social para ajudar famílias carentes. Já que ele doará cestas básicas por quilômetro percorrido. Serão cerca de 600 km de distância. O novo reforço Tricolor também contou que antes desse projeto funcionar, ele já tem alimentos para ajudar mais de três mil famílias.

Há alguns meses, treinando com o Jefferson, meu preparador, e para fugir da pandemia, nós fomos para a roça. E lá a gente estava com dificuldade para encontrar campo mesmo, então a gente fazia trabalho com bola, trabalho físico, corria na estrada mesmo. E como o Jefferson já andava de bicicleta, ele falou: "Arruma uma bicicleta para você para gente andar". Fui, sofri, pedi uma bicicleta melhorzinha e comecei a andar. Naquele momento, todo mundo preso, sem poder sair de casa, você tem uma bicicleta, entra numa mata, depois sai numa montanha, depois sai no pé de uma pedra que você estava vendo 15km de distância, sai numa cachoeira. Eu comecei a gostar de pedalar, sofri muito, é desgastante, mas começou a me dar prazer, me fazer bem emocionalmente”.

Sobre artilharia, Fred ressaltou que seu papel é fazer gols. E exaltou a camisa nove do Tricolor que, segundo ele, é diferente. E garantiu que repetirá os gols de bicicleta, voleio, canela, cabeça. Logo, o torcedor pode esperar muitos gols.

Meu principal papel, eu sou centroavante, é fazer gols mesmo. Todo jogo eu quero fazer gols. A camisa do Fluminense, principalmente, a 9 é diferente. Ela torna todo jogador que coloca essa 9, ela sobe o nível. Inclusive aconteceu isso comigo. Eu consigo fazer coisas que não são normais que fazer com essa 9 tricolor. Mas com a 9 tricolor tudo sai: certeza que vai sair gol de bicicleta, voleio, canela, cabeça. Vão sair muitos gols”.

O contrato assinado começa a valer a partir de 1º de junho e vai até o dia 21 de julho de 2022, quando o Fluminense completa 120 anos. Fred ressaltou que quer seguir trabalhando para servir de exemplo para outras pessoas, inclusive os jogadores mais jovens do elenco Tricolor.

Eu tenho mais dois anos. O presidente falou que vou encerrar no aniversário de 120 anos do clube. Eu vou ter dois anos para fazer o máximo de gols possíveis. Eu não tenho colocado muito objetivo para mim, a única coisa que eu tenho muito clara na minha cabeça é exatamente o que o presidente falou: eu quero poder fazer um pouco do que fizeram por mim quando eu estava começando. Alguns às vezes demoram um pouco mais para amadurecer. Eu quero mostrar para quem me cerca a importância de valorizar o lugar que a gente está, o dom que Deus deu para gente, se dedicar ao máximo. Acho que a gente está vivendo essa era do futebol onde tem que se dedicar mesmo. Eu quero deixar essa boa impressão, além do futebol, das quatro linhas. Quero estar no meu dia a dia, trabalhando, inspirando as pessoas, aprendendo também. Inclusive com os moleques, que com a ousadia e com a responsabilidade deles, encorajam muito a gente”.

Fred ainda não estava no clube quando o Fluminense bateu na trave na Libertadores, em 2008. Portanto, esse segue sendo o sonho do Tricolor e o atacante acredita que, diante do trabalho que a diretoria vem fazendo, é uma questão de tempo para ser realizado.

Vamos, sim. Se Deus quiser, o mais breve possível. Por todo trabalho que está sendo feito, os campeonatos não se conquistam da noite para o dia, mas analisando o projeto que está sendo feito de reestruturação, de profissionalismo, essa unidade de diretoria, essa transparência, essa unidade com torcedor... Tenho certeza que essa questão de tempo para gente conseguir. O clube para conseguir título depende dessa reestruturação, organização, dedicação, transpiração dos atletas dos atletas, comissão e diretoria. E é um sonho de todos nós, torcedores, jogadores, do presidente. Eu cheguei no clube em 2009, eu lembro de gente se emocionando todas as vezes que falavam, os torcedores que eu conheço, hoje, quando falam dessa final, lembram, se emocionam, mas falam que foi uma das coisas mais bonitas que eles viveram, aqueles momentos no Maracanã”, finalizou.

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