Sem garantias do governo federal, Brasil retira candidatura à sede da Copa do Mundo Feminina de 2023
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (8) decidiu retirar a candidatura do Brasil à sede da Copa do Mundo Feminina de 2023. Uma combinação de fatores levou a esta decisão, tomada com grande responsabilidade.

Análise da Fifa sobre a documentação da candidatura brasileira considerou que não foram apresentadas as garantias do governo federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento.

A CBF ressalta que compreende a necessidade da Fifa de obter tais garantias e sabe que elas fazem parte do protocolo padrão da entidade internacional, sendo elemento fundamental para conferir a segurança necessária para efetiva realização de eventos deste porte.

O governo federal, por sua vez, elaborou para a FIFA uma carta de apoio institucional na qual garantiu que o país está absolutamente apto a receber o evento do ponto de vista estrutural, como já o fez em situações anteriores.

No entanto, ressaltou que, por conta do cenário de austeridade econômica e fiscal, fomentado pelos impactos da pandemia da Covid-19, não seria recomendável, neste momento, a assinatura das garantias solicitadas pela Fifa.

A CBF afirma que entende a posição de cautela do governo brasileiro, e de outros parceiros públicos e privados, que os impediu de formalizar os compromissos no prazo ou na forma exigidos.

Além disso, a CBF destaca que o acúmulo de eventos esportivos de grande porte realizados em curto intervalo de tempo no Brasil - Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014, Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Copa América 2019 e Copa do Mundo FIFA Sub-17 2019 - poderia não favorecer a candidatura na votação do próximo dia 25 de junho, apesar de serem 'provas incontestáveis de capacidade de entrega'.

Sendo assim, a CBF decidiu retirar a candidatura brasileira e apoiar a Colômbia na disputa para a sede da Copa do Mundo Feminina de 2023, com uma candidatura única da Conmebol.

Segunda a CBF, isso aumenta as chances sul-americanas na votação, além de reforçar a unidade que marca a atual gestão da entidade.

Em nota, a CBF agradeceu a todas e todos que participaram da candidatura brasileira e reafirma seu 'compromisso com o desenvolvimento do futebol feminino no país'.

Segundo o comunicado, a CBF segue 'com o objetivo de realizar uma edição da Copa do Mundo Feminina em gramados brasileiros' e a 'trabalhar para que isso aconteça assim que possível'.

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