Superioridade do Botafogo paira no Nilton Santos diante da Cabofriense
Foto: Vitor Silva / Botafogo

A campanha "Vidas Negras Importam" no combate ao racismo e a gratidão aos profissionais de saúde que trabalham durante a pandemia da Covid-19 foram estampados na camisa do Botafogo, que neste domingo (28) voltou aos gramados após três meses e dominou a Cabofriense com vitória por 6 a 2 no Estádio Nilton Santos.

Para completar, o alvinegro entrou em campo com a faixa "Protocolo bom é o que respeita vidas", um manifesto contra a retomada do Campeonato Carioca. Os jogadores também ajoelharam no gramado em mais uma referência à luta antirracista.

Punido pela Justiça Desportiva, o técnico Paulo Autuori conseguiu um efeito suspensivo, mas em sinal de protesto abdicou do direito de comandar a equipe à beira do gramado. Ele assistiu ao jogo no camarote e viu o auxiliar Renê Weber orientar o elenco do banco de reservas.

A preparação do Botafogo para esta partida aconteceu após oito dias de treinamento. Sendo assim, Paulo Autuori precisou remontar a equipe pois alguns atletas não estavam em plena condição física, como o goleiro Gatito Fernández, que passou parte da quarentena no Paraguai e sequer foi relacionado. O zagueiro Kanu e o volante Caio Alexandre estavam como opções. 

Como foi o jogo

O Botafogo demorou apenas três minutos para abrir o placar com Pedro Raul, que finalizou boa jogada de Luis Henrique. Ele cruzou, a bola passou pelo goleiro, o centroavante apareceu na segunda trave e, de carrinho, desviou para o gol.

Na sequência a Cabofriense teve duas oportunidades para empatar, mas pecou na finalização. O Botafogo também respondeu com Luiz Fernando, em cabeçada que passou rente à trave, e um chute de Luis Henrique que bateu na zaga.

Aos 38 minutos, o Botafogo ampliou quando Luis Henrique tocou para Cícero na intermediária. O veterano meio-campista arriscou de longe e disparou no canto do goleiro: 2 a 0.

Ainda no primeiro tempo, o goleiro Diego Cavalieri sentiu dores e recebeu atendimento médico, mas continuou em campo até o apito final.

Recheio de gols no segundo tempo

Depois do intervalo, Emerson Carioca tentou duas vezes e em uma delas correu para o abraço - a primeira em cobrança de falta que assustou Cavalieri, e a outra de cabeça, que aí sim balançou a rede do goleiro do Botafogo.

A Cabofriense nem teve tempo de comemorar o empate e buscar uma reação porque quatro minutos depois Pedro Raul fez o terceiro gol do Botafogo. Ele se movimentou por trás da defesa, entrou na área e recebeu cruzamento de Bruno Nazário. O camisa 9 ajeitou com a direita e emendou o chute para fazer 3 a 1.

O segundo gol da Cabofriense surgiu em lance polêmico. Diego Sales invadiu a área e desabou após dividida com Luiz Fernando. O árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda marcou o pênalti e o próprio camisa 10 cobrou com precisão. 

O Botafogo continuou pressionando e num intervalo de cinco minutos fez mais dois gols, com Bruno Nazário, que recebeu um lindo lançamento de Caio Alexandre, dominou no peito e bateu de direita, e Luis Henrique. O camisa 7 arrancou em diagonal pela esquerda e limpou a defesa da Cabofriense, passando por quatro jogadores, antes de fazer o quinto. 

Weber utilizou quatro das cinco substituições que tinha direito. Um dos que entrou foi Caio Alexandre, que aos 44 minutos sacramentou a vitória com um golaço. O jovem revelado na base do Botafogo recebeu na entrada da área e bateu de primeira: 6 a 2.

A partida foi tranquila em termos disciplinares, com apenas um cartão amarelo (Cícero) e 21 faltas, sendo 14 do Botafogo. 

Com este resultado o Botafogo chegou a sete pontos e assumiu a vice-liderança do grupo A, atrás do Flamengo. Sendo assim, o alvinegro depende apenas de si para avançar à semifinal da Taça Rio.

Na última rodada, o time pega a Portuguesa-RJ fora de casa, enquanto a lanterna Cabofriense encara o Bangu em Moça Bonita.

 

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