Pouco experiente como treinador, Domènec Torrent é uma aposta no Flamengo
Foto: Reprodução/MLS

Domènec Torrent já tem apelido entre os rubro-negros: "Dome". Apenas pelo fato de ser europeu ele já carrega uma expectativa no Flamengo, tendo em vista o sucesso deixado pelo português Jorge Jesus. O espanhol de 58 anos chega ao Brasil com status de "ex-auxiliar de Pep Guardiola", com quem trabalhou junto por dez anos, vivendo fases áureas no velho continente. Mas, ainda nenhuma como treinador. E é nesse ponto que o alerta fica ligado.

Em 2018, quando o francês Patrick Vieira deixou o comando do New York City, Torrent apareceu como treinador em sua primeira experiência como um líder de grupo. No clube estadunidense, ficou por uma temporada e meia (assumiu em junho de 2018 e ficou até o fim de 2019). Nessa última época, seu clube foi o campeão da conferência leste, com 64 pontos em 34 jogos (18 vitórias, 10 empates e seis derrotas). Porém, se despediu no primeiro mata-mata seguinte, quando não aguentou o Toronto FC na semifinal.

Percebe-se que nenhum enorme feito foi feito em sua recém-nascida carreira de treinador. O Flamengo é o maior clube que ele dirigirá como técnico, tendo que resolver todos os problemas que venham a surgir no vestiário. Sem contar também em como será sua reação com a torcida, mas é sabido que Dome é descontraído e bastante estudioso do futebol. É normal ter receio para com um treinador novato, mas ele é um treinador novato com bastante vivência vitoriosa na bagagem.

Para se manter em "outro patamar"

"Dome" chega para otimizar o time. Ímpeto e raiz ofensiva já faz parte do DNA flamenguista. Na escola Guardiola, a posse de bola é priorizada acima de tudo. A verticalidade deixada por Jorge Jesus pode muito bem ser aperfeiçoada pelo controle de jogo de Torrent.

Trazer novamente um treinador europeu demonstra que a diretoria do Flamengo acerta novamente quando o assunto é restrito ao futebol — muito por conta de um vice-presidente de futebol visionário como é Marcos Braz. Com certeza, é uma postura e filosofia de quem teve "culhão", como diria o treinador Cuca, para ousar com o português Jesus e bancar o espanhol Domènec Torrent.

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