Em sua estreia no Náutico, Gilson Kleina lamenta empate e destaca poder de reação
Gilson Kleina, técnico do Náutico | Foto: Caio Falcão/CNC

Não foi neste fim de semana que o Náutico conquistou a primeira vitória em seu retorno à Série B. Na tarde deste sábado (22), o Timbu encarou o Juventude no Estádio dos Aflitos, no Recife/PE, pela quinta rodada da competição nacional. O jogo foi intenso, o placar foi movimentado e, ao fim das contas, empate em 3 a 3. O escrete alvirrubro de Rosa e Silva abriu 2 a 0 com gols marcados por Erick e Jean Carlos, mas a equipe gaúcha empatou ainda na etapa inicial e virou no segundo tempo com Rafael Silva e Dalberto (duas vezes). Na metade final, Jean Carlos marcou novamente para garantir um ponto para cada lado.

A partida marcou a estreia de Gilson Kleina à frente do comando técnico do representante pernambucano na segunda divisão brasileira. O pouco tempo de treino foi insuficiente para passar suas orientações como deseja a seus comandados, mas o treinador fez uma análise ponderada ao destacar pontos positivos e outros aspectos a serem corrigidos. Como questão favorável, Kleina fez questão de enfatizar a criatividade do time.

“O que mais me chamou a atenção é que saímos com dois gols de diferença e, quando a equipe começou a circular a bola e tomar conta do meio de campo, começou a ter criatividade pelos lados. Nós tivemos muitas situações com Willian Simões e o próprio Diogo Hereda sendo acionado do lado esquerdo. Tivemos um pouco mais de presença de área. Nós construímos os dois gols e isso é bom salientar, importante falar”, explicou.

Gilson Kleina, técnico do Náutico | Foto: Caio Falcão/CNC
Gilson Kleina, técnico do Náutico | Foto: Caio Falcão/CNC

O técnico alvirrubro afirmou que, depois de sofrer o primeiro gol, o Náutico sentiu o golpe e adotou uma postura mais defensiva. Gilson Kleina enxerga esse fato como elemento a ser melhorado nas próximas rodadas; porém, destacou o poder de reação do time quando sofreu a virada. Vale destacar que o terceiro gol do Timbu ocorreu quando a equipe tinha um jogador a menos – zagueiro Camutanga foi expulso aos 15 minutos da etapa final.

“Nós tomamos o primeiro gol em uma situação que, a meu ver, foi falta em Jorge Henrique. Uma bola cruzada que não fechamos a trajetória dela no primeiro pau. Nosso time começou a aceitar o jogo do adversário. Tenho que estimular o time a continuar com o bloco alto, circular a bola novamente, mas nós não conseguimos. Quando nós tivemos um erro na saída de bola, permitimos que eles fizessem o segundo gol e crescessem na partida. No segundo tempo, eles voltaram melhores e nosso time não estava na mesma energia. Mas não posso cobrar esse bloco alto porque é uma coisa que não conseguimos trabalhar. Tomamos o terceiro gol e fomos buscar com um homem a menos. Ainda tivemos oportunidade de virar e temos que exaltar o espírito de luta do grupo”, disse.

Com o resultado, o Náutico segue sem vencer na Série B, com quatro empates em cinco jogos. A equipe volta a entrar em campo às 21h30 da próxima sexta-feira (28), quando irá enfrentar o Guarani no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas/SP.

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