A individualidade como principal fator no avanço do Fluminense sobre o Figueirense
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Na noite desta terça-feira (25), Fluminense venceu o Figueirense por 3 a 0, no Maracanã, com três gols do meia-atacante Nenê, o primeiro aos 14 minutos na etapa inicial em uma bela cobrança de falta, o segundo aos 9 minutos com uma finalização de fora da área que teve desvio na zaga alvinegra enganando o goleiro Sidão, e o terceiro em cobrança de pênalti aos 35 minutos da etapa final. Com este resultado, a equipe carioca obteve a classificação para a quarta fase na Copa do Brasil.

No início da partida a surpresa veio à tona quando a equipe do Figueirense partiu pra cima nos primeiros minutos para tentar aumentar a vantagem, porém, esbarrando na limitação técnica e também na defesa do Fluminense.

Figueirense tentou alargar a vantagem, mas não obteve sucesso

Um dos principais jogadores do time, o volante Geovane, foi uma das armas principais do alvinegro para criar chances com lançamentos aéreos a fim de alcançar o trio de ataque Keké, Éverton Santos e Diego Gonçalves. A qualidade no passe do camisa 99 chamou a atenção na última partida da equipe na vitória por 1 a 0 contra o Botafogo-PB pela Série B.

Entretanto, a atuação foi abaixo do esperado e fez com que a equipe ficasse à mercê de um contra-ataque, pois o meio-campo com o Marquinho sendo o principal articulador apareceu em poucas oportunidades e não contribuiu para armar as jogadas. A troca de passes organizada pelo Tricolor, fez com que a equipe catarinense entrasse em uma roda de bobinho ansiosa para roubar a bola, mas com pouco sucesso.

O brilho isolado do meia-atacante Nenê

Em uma noite especial, o meia-atacante Nenê encontrou três gols suficientes para convencer e classificar o Fluminense para a próxima fase da Copa do Brasil. A atuação do camisa 77 rendeu por ter jogado como meia centralizado, a sua posição de origem que o privilegia para apoiar e criar jogadas de perigo, diferente da forma que foi bastante utilizado pelo técnico Odair Hellmann nas partidas anteriores que o deixava isolado na ponta-direita cortando pra dentro, e muitas vezes perdendo a bola ou sofrendo falta paralisando a partida.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

A compactação da equipe tricolor foi bastante beneficiada com esta mudança que deu mais liberdade para o camisa 77 ficar mais livre para apoiar os atacantes e arriscar de fora da área, além de ajudar nas cobranças de falta e pênalti.

Entretanto, a saída de bola do Fluminense ainda é deficiente, pois apesar da boa fase do volante Dodi, o mesmo precisa de segurança para tentar acrescentar no meio-campo, o que não tem, pelo fato do seu parceiro de posição, Yuri, não ter qualidade no passe para sair jogando entre os zagueiros tricolores, Nino e Luccas Claro.

A partir daí, encontramos a transição defensiva que sofreu, embora tenha sido em poucas oportunidades, nos contra-ataques do Figueirense. E foram poucas porque no lado direito com o camisa 31, Calegari, que também é volante, soube fazer a cobertura ajudando bastante na marcação para evitar as chances de perigo da equipe catarinense. Na lateral esquerda, Egídio não comprometeu, mas quando foi acionado cometeu erros que poderiam ter prejudicado na classificação.

Ataque sem velocidade e pouca munição

O trio de ataque formado por Marcos Paulo, Evanílson e Michel Araújo foram um dos pontos mais fracos da partida, com um pequeno adendo ao meia-atacante uruguaio que foi 'raçudo' em boa parte do jogo para tentar criar lances de perigo. Enquanto Marcos Paulo e Evanílson não foram eficientes na transição ofensiva e deixaram a desejar.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

O camisa 99 desperdiçou duas chances de gol, uma delas quando ficou cara a cara com o goleiro Sidão, finalizando com pouca força no canto esquerdo do adversário que fez uma defesa sem nenhuma preocupação.

A classificação rendeu R$ 2 milhões aos cofres tricolores, mas além disso, foi de bastante importância para dar um pouco de tranquilidade ao técnico Odair Hellmann, que estava sendo bastante criticado devido à inconsistência nos resultados e também na formação tática da equipe.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

No entanto, além da importância de obter a classificação na Copa do Brasil, a partida foi contra uma equipe que contém um elenco inferior ao do Tricolor, dando o benefício da dúvida mais uma vez para a torcida quando se deparar com um adversário mais qualificado.

Portanto, com as mudanças tardias no meio-campo, deslocando Nenê para a sua posição de origem, e beneficiando a possível chance de colocar atacantes mais velozes para aproveitar os contra-ataques na formação reativa do técnico gaúcho, a equipe consiga encontrar a tão sonhada solução para jogar com mais tranquilidade e qualidade.

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