Com estilos diferentes, Fluminense e Vasco fazem clássico que promete fortes emoções
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Na noite deste sábado (29), Fluminense e Vasco se enfrentam no Maracanã, às 19h, partida válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Em meio ao Clássico dos Gigantes, as equipes chegam ao jogo com a moral alta, pois foram classificados para a quarta fase de grupos da Copa do Brasil no meio desta semana. No entanto, fora de campo os clubes vivem momentos distintos com relação à filosofia de jogo.

Os dois profissionais são novos na carreira como técnico de futebol, no entanto, no caso de Ramon Menezes, exibe um currículo um pouco mais recheado que o de Odair Hellmann. Desde a época que aposentou dentro de campo e em seguida foi parar na área da comissão técnica, Ramon treinou clubes de menor expressão obtendo sucesso em alguns deles, porém só chamou a atenção quando conquistou vitórias expressivas adaptando estratégias conforme cada adversário se comporta dentro de campo pelo Vasco, dando alcunha ao nome de “camaleão” para o estilo de jogo cruzmaltino.

A estratégia e posse de bola

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

Adepto ao estilo de jogo que prioriza a posse de bola, Ramon enxergou em alguns jogadores diferentes funções que poderiam ser apresentadas em determinados jogos. No caso de Henrique, o lateral-esquerdo do Vasco, passou a jogar mais recuado como um “lateral-base”, auxiliando a zaga e permitindo que o lateral-direito Ricardo Graça avance.

O estilo jogo beneficiou bastante o lateral Henrique que passou a ter mais segurança dentro de campo. O volante Andrey, que na época de Abel Braga jogava mais recuado, agora joga com deslocamento livre para aproveitar a boa qualidade técnica que possui, além de chegar com mais perigo na intermediária próximo ao camisa 10, Martín Benitez.

O volante Fellipe Bastos, bastante contestado pela torcida, começou ter mais confiança para avançar na área e também para arriscar finalizações de fora da área, e uma delas já entrou no gol dando mais confiança ao jogador.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

Com relação ao ataque, mudanças foram feitas também, um dos beneficiados é o atacante Germán Cano, artilheiro da equipe vascaína na temporada com 12 gols em 17 jogos. É um dos jogadores que menos tocam na bola, mas é o que mais coloca no fundo da rede. No entanto, não marca há dois jogos e o clássico contra o Fluminense será mais uma oportunidade para acabar com a seca. 

No entanto, como todo time há falhas, ainda mais pelo elenco ter uma grande quantidade de jogadores com limitações técnicas que ao decorrer da partida entregam de bandeja lances que podem culminar em jogadas perigosas para o adversário, e a defesa vascaína comete falhas defensivas que podem beneficiar o Tricolor nesta partida.

A individualidade promissora e reativa

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Para o lado do Fluminense, Odair Hellmann é adepto ao estilo de jogo reativo, exibindo desde a época que comandou o Internacional, a prioridade por três volantes no meio-campo formando uma tripé com estilo compacto para sair jogando com passes curtos e apoiando o também trio de atacantes, Marcos Paulo, Evanílson e Nenê.

Entretanto, apenas Evanílson joga na posição de origem, pois Marcos Paulo é meia-atacante que joga por dentro e também arrisca como referência na área. Enquanto Nenê, também meia-atacante, joga com mais segurança como meia central apoiando por trás quase no último terço do campo.

A formação tática de Odair está sendo bastante contestada por não apresentar uma boa transição ofensiva e defensiva, começando pela primeira pelo fato de deslocar Nenê e Marcos Paulo, na ponta-direita e esquerda respectivamente, impossibilitando que os jogadores acionem Evanílson por serem mais técnicos do que velozes, e também por jogarem atrás da linha da bola criando um bolo na mesma altura que os volantes e zagueiros quando são sufocados pelo adversário.

A formação só começou a ser feita de acordo com as posições de origem há duas semanas, onde o Tricolor conquistou duas vitórias seguidas, uma delas na classificação pela Copa do Brasil com o Nenê fazendo 3 gols em cima do Figueirense jogando no estilo de um camisa 10. Enquanto que com a transição defensiva esbarra na limitação técnica dos laterais, Igor Julião e Egídio, o primeiro já substituído por Lucas Calegari e agradado nas últimas partidas.

Entretanto, quando ainda era titular ao lado de Egídio, as laterais sofriam para atacar tanto quanto para se defender, permitindo que espaços fossem aproveitados pelo adversário quando atacavam em cima de Nino e Luccas Claro. 

Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C
Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C

Fora esta preocupação, o Tricolor também possui um artilheiro, e este jogador é Evanílson, um dos artilheiros da equipe tricolor com sete gols em 20 jogos, atacante promissor de apenas 20 anos, exibe desde que assumiu a titularidade boas atuações, porém não balança as redes há três jogos, e será mais um jogador com fome de gols nesta grande partida.

Os clássicos movem bastante as emoções dentro e fora de campo, e será um dos grandes incentivos da partida pelo fato dos estádios não permitirem ainda a entrada das torcidas por precaução e cuidado com a saúde devido à pandemia do novo coronavírus.

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