Experiência e juventude: mescla perfeita para o Fluminense
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

O Fluminense é um dos clubes mais conhecidos por formar bons jogadores, tendo em vista que, nos últimos anos alguns deles alcançaram o sucesso na Europa e outros ainda estão progredindo na carreira. No entanto, a maioria não passou a jogar por dois anos sequer no clube das Laranjeiras, sendo assim, a transferência para a Europa foi precoce, mas ainda assim não abalou a carreira de nenhum deles.

Na tabela do Campeonato Brasileiro da Série A, o Fluminense está na oitava posição com 14 pontos, sem contar os jogos que teve chances para pelo menos fazer mais seis pontos e estar hoje com 20 pontos no máximo. Fora o Brasileirão, ainda pode contar com a atuação na Copa do Brasil, com compromisso marcado para a primeira partida pela quarta fase contra o Atlético-GO.

Juventude

Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C
Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C

A série de jogadores veteranos que fazem parte do plantel do Fluminense chega a ser curioso, tendo em vista que, há jogadores que poderiam ter sido testados no próprio Campeonato Carioca em janeiro, e alguns deles ainda permanecem revezando entre o elenco profissional e o do sub-20 até hoje, sem terem sido testados e sequer com sequência.

Por conta da idade, seria compreensível entender a cautela para não prejudicar o desempenho de cada um, porém, permanece ainda a desconfiança de por que não terem sido usados, como o caso do goleiro Marcelo Pitaluga, o zagueiro Luan Freitas, o meia Miguel e os volantes André, Martinelli e  Lucas Calegari, este por último que é improvisado na lateral-direita e também um dos jovens jogadores mais utilizados pelo técnico Odair Hellmann, principalmente pela perda que teve com a venda do lateral-direito Gilberto que se transferiu para o Benfica.

No elenco profissional e titular, observamos Marcos Paulo, que já possui um tempo maior de entrosamento com os veteranos desde o ano passado, com o até então técnico Fernando Diniz, e também com os jogadores, Nino, Dodi, Michel Araújo e Lucas Calegari que entrou recentemente para preencher a vaga na lateral-direita, que não é a sua função de origem.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Fora estes jogadores, há também Fernando Pacheco, Felipe Cardoso, Caio Paulista, Luiz Henrique, Pablo Dyego e Wellington Silva. Os quatro últimos são crias de Xerém, mas de outra época e que não renderam da maneira que o clube esperava, com exceção de Luiz Henrique que é o mais novo dos quatros jogadores, e que está começando a ter sequência nesta temporada.

O andar da carruagem fez com que percebêssemos que o técnico Odair Hellmann não é adepto do revezamento e que prefere permanecer com o mesmo elenco numa grande sequência, mesmo com o grande risco de desgaste e, que por sinal está começando a acontecer no elenco.

Mescla

Por este grande motivo, o comandante do Tricolor terá que começar a rever o banco de reserva em suas respectivas posições. O elenco é enxuto, precisa ir ao mercado, principalmente após a perda do centroavante Evanílson, mais um jogador da base de Xerém. E fora esta posição, a lateral-direita precisa de experiência, mesmo que a aposta em Calegari ainda valha a pena, porém, durante um curto prazo.

A formação tática de Odair, transparece a necessidade de ter pontas extremos e velozes por permanecer com o bloco baixo, formado com duas linhas de quatros jogadores atrás da linha da bola. Durante o contra-ataque, o segundo volante, Dodi, é um dos encarregados de recuperar e oferecer à bola para Michel Araújo e Nenê lançarem os seus velocistas a fim de chegar ao último terço do campo com o espaço oferecido pelo adversário.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Na prática, visualizamos que há velocidade e intensidade no meio, porém diminui conforme cada jogador recebe a bola, e depende muito de quem a recebe. Marcos Paulo, por exemplo, foi bastante utilizado como ponta-esquerda, apesar de não ter velocidade para tal posição. Hoje, é um dos substitutos de Evanílson, pelo menos, é uma das áreas que o atacante pode ser beneficiado, dependendo da forma que a compactação do meio-campo transfere a bola para o jogador. 

Há poucos meses, Evanílson era visto correndo desde a linha da bola até o último terço com a língua para fora, sem fôlego e sem perna para finalizar, no entanto, conseguiu ainda fazer alguns gols, principalmente pela velocidade e talento do jogador. Marcos Paulo é talentoso, mas não tem velocidade à ponto de percorrer todo esse caminho como o ex-companheiro tem.

Experiência

Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Isto serve também para Nenê, com 39 anos, é notável a força de vontade do jogador além da performance dentro de campo. Porém, para este jogador seria plausível manter durante uma das etapas, a fim de revezar com o seus substitutos imediatos de posição, como o caso do meia Miguel e Ganso. Na prática, isso não acontece, pelo fato de que o próprio Nenê é um dos poucos jogadores que mais permanecem dentro de campo, apesar de exibir bastante cansaço, jogando de costas para o adversário e tocando a bola para o lado, às vezes atrasando a partida.

A campanha que o Fluminense têm feito até o momento nesta temporada é de surpreender qualquer um, contando com poucos bons jogadores, bastantes veteranos e alguns jogadores da base para preencher o plantel. O trabalho de Odair Hellmann até o momento é satisfatório, tendo em vista as condições que o comandante teve para atuar na comissão técnica.

No entanto, há muito o que fazer e repensar para o momento. Mudanças estão sendo feitas, mas ainda é muito pouco com as grandes possibilidades que teve e ainda pode ter.

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