Bolivianos destacam 'golpe duro' de Walter em vitória na altitude boliviana pela Libertadores
Foto: Divulgação / Athletico-PR

Foram 795 dias de espera para o atacante Walter balançar as redes. Em julho de 2018, fez um gol pelo CSA contra o Sampaio Corrêa pela Série B. Logo depois cumpriu suspensão por doping e voltou ao Athletico-PR neste ano. Justamente na estreia dele na Libertadores 2020, saiu do banco para definir a vitória por 3 a 2 sobre o Jorge Wilstermann na última terça-feira (16).

Os jornais bolivianos "La Razón", de La Paz, e  "Los Tiempos", de Cochabamba, destacou que a virada complicou a classificação do Jorge Wilstermann para o mata-mata. O time só faz mais um jogo em casa - diante do Peñarol - e termina a fase de grupos como visitante contra Athletico Paranaense e Colo-Colo.

"Com a queda como visitante por 3 a 2 para o Athletico Paranaense, o Wilstermann se complicou na tentativa de avançar à próxima fase da Libertadores. Ontem, ainda que o Rojo (apelido do time boliviano) abriu o placar aos 10 minutos de jogo, no segundo tempo não conseguiu conter a eficiência do ataque do time brasileiro".

"Um golpe duro, nocaute, inesperado, surpreendente". Assim definiu o jornalista Jaime Galarza no relato publicado no jornal "El Deber", de Santa Cruz de la Sierra. De acordo com ele, o Athletico Paranaense foi com tudo na reta final, enquanto o Wilstermann "estava sem ar, sem forças, mas acima de tudo, sem ideias". Segundo ele, mesmo assim a equipe conseguiu equilibrar as ações.

No entanto, quando o placar estava 2 a 2, entrou em campo o atacante Walter, "um homem corpulento com mais pinta de boxeador do que de jogador de futebol, mas com uma habilidade diferenciada e facilidade para se movimentar dentro da área e encontrar o lugar exato para concluir, assim como um estilista no quadrilátero da moda".

A nota assinada por Jorge Guillén no "Deporte Total" classificou como amargo o retorno do Jorge Wilstermann à Libertadores. "O time estava ganhando, mas na reta final da partida, o Athletico Paranaense reagiu e deixou o Rojo sem nada". Ele ainda ressaltou que o time boliviano não jogava desde março e mesmo saindo na frente, não resistiu e tomou a virada. , "não resistiu e tomou a virada".

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