Santos
não converte finalizações em gol e empata com Botafogo no Nilton Santos
Foto: Divulgação/Santos

Botafogo e Santos ficaram no empate em 0 a 0 neste domingo (20) pela 11ª rodada do Brasileirão 2020. No Nilton Santos, o time paulista se empenhou para balançar as redes, mas ninguém mexeu no placar.

O clássico nacional entre os alvinegros carioca e paulista trazia equipes em pontas opostas na tabela. Enquanto, para o Glorioso, a vitória significava sair da zona de rebaixamento, para o Peixe, poderia valer uma vaga no G-4. Isso porque o time de General Severiano não vencia há seis jogos na competição, e o da Vila Belmiro não perdia há cinco.

As últimas duas partidas do Botafogo foram contra o Vasco: derrota pelo Brasileiro e vitória pela Copa do Brasil. Já o Santos vinha de dois empates: contra o São Paulo pelo campeonato nacional e contra o Olímpia pela Copa Libertadores.

Estratégias

Paulo Autuori não pôde contar com Bruno Nazário, machucado, e Honda, poupado pensando no segundo jogo da Copa do Brasil (mas presente no banco de reservas). Esquema tático: 4-3-3. Gatito no gol. Marcelo Benevenuto e Kanu formaram a dupla de zaga, enquanto Fernando e Victor Luis cuidaram das laterais. No meio-campo, Rentería ficou mais responsável pela marcação; Caio Alexandre e Davi Araújo tiveram a função de construção ofensiva. Mais à frente, Rhuan e Kalou apostavam no ataque em velocidade pelos lados, e Matheus Babi marcava posição na área com mobilidade.

Cuca tinha apenas Soteldo como desfalque, vaga que foi preenchida por Arthur Gomes. Esquema tático: 4-3-3. No gol, João Paulo. A zaga contou com Lucas Veríssimo e Luan Peres. Nas laterais, Pará pela direita e Felipe Jonatan pela esquerda. O meio-campo tinha Diego Pituca no primeiro combate; Carlos Sánchez e Jean Mota cuidavam da criação das jogadas ofensivas. No ataque, Marinho, em grande fase, subia pela direita e centralizando, Arthur Gomes pela esquerda, e Raniel tomava conta da área como centroavante.

Santos finaliza muito no segundo tempo, mas bola não entra

A primeira etapa teve início com o time da casa tentando começar com postura ofensiva, rondando a área adversária. E assim continuou pelos minutos iniciais, conseguindo ficar com a bola e no campo de ataque. O jogo passou a ficar equilibrado, com ambas as equipes apostando na velocidade. Jean Mota e Marinho não demoraram a aparecer bem no ataque, também fazendo dobradinhas.

Aos 16 minutos, 55% de posse de bola a favor do Botafogo. Mas quem se destacava no setor ofensivo eram as peças do Santos. Arthur Gomes também apresentava boa atuação, aproveitando a vaga de titular e buscando o gol. Foi quando o Glorioso diminuiu suas chegadas, não criando no meio-campo, diferente do Peixe, que também conseguia importantes roubadas de bola, originando jogadas de ataque.

Rhuan, contrariando seu posicionamento tradicional, postava-se pela esquerda, enquanto Kalou ficava entre a esquerda e o meio, também pelas ausências de Honda e Bruno Nazário na construção. Aos 30, 50% a 50% em posse. Pela equipe mandante, Davi Araújo errava no último passe e na finalização.

Caminhando para o intervalo, Caio Alexandre foi expulso com cartão vermelho direto por falta em Diego Pituca, mas o árbitro foi chamado pelo VAR e anulou, mostrando apenas amarelo. 8 a 4 em finalizações para o Santos no primeiro tempo, número dobrado que se repetiria.

Na segunda etapa, Raniel continuava apagado no jogo, sem conseguir fazer o papel de camisa 9. Do lado do alvinegro carioca, Rhuan e Kalou faziam falta, ou seja, faltavam as jogadas pelos lados e em velocidade. Gatito se destacava embaixo das traves, conseguindo defesas difíceis e muito importantes. Aos 15, 55% de posse para o alvinegro paulista.

Começou, então, uma série de substituições. No Peixe, Raniel e Jean Mota saíram para as entradas de Kaio Jorge movimentando o ataque e de Taílson buscando velocidade no meio-campo. O Botafogo jogava recuado, marcando atrás, apenas no campo de defesa. Foi a vez de Autuori: Fernando e Davi Araújo deram lugar a Barrandeguy e Honda respectivamente. Na sequência, Arthur Gomes saiu machucado para a entrada de Lucas Lourenço.

Aos 35 minutos, eram 14 finalizações do Santos contra sete do Glorioso. Kaio Jorge ainda entrou bem como centroavante, dando ainda mais trabalho à defesa botafoguense. Autuori sacou Caio Alexandre para colocar o zagueiro Rafael Foster, troca intrigante para um 0 a 0 em casa. Victor Luis também saiu para a entrada de Hugo. E mais mexidas com Cuca: Pará e Sánchez deram vez a Madson e Ivonei.

Ainda deu tempo de Luiz Otávio entrar no lugar de Rentería. Mas, em campo, a superioridade não mudava. O Peixe ficava com a bola, trabalhava no campo de ataque e chutava, entretanto não era dia de a bola santista entrar. 21 a 7 em finalizações a favor, contra o 0 a 0 do placar.

Classificação e próximos compromissos

Com mais um empate na competição, o Botafogo somou um ponto e subiu para a 18ª posição, com dez de pontuação. A diferença para o Coritiba, primeiro fora do Z-4, é de um ponto. O próximo compromisso do Glorioso é fora de casa contra o Vasco pelo jogo de volta da quarta fase da Copa do Brasil na quarta-feira (23) às 21h30. Pelo Campeonato Brasileiro, visita o Atlético-GO no próximo domingo (27) às 18h15.

Já o Santos, conseguindo pontuar fora de casa, permaneceu na sétima colocação, agora com 16 pontos, um a menos que o Flamengo no G-6, que ainda joga na rodada. O Peixe volta a campo na quinta-feira (24) às 23h, quando visita o Delfin pela Libertadores. E, no domingo (27) às 20h30, recebe o Fortaleza pelo Brasileirão.

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